O esforço no desenvolvimento da direção autônoma começou há cerca de 20 anos. Vários fabricantes têm se dedicado a aperfeiçoar novos recursos para aumentar a segurança ativa dos veículos. Hoje a sigla ADAS (Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista, em tradução do inglês) desperta interesse crescente. Afinal, evitar acidentes está no cerne das preocupações da indústria, autoridades de trânsito e também seguradoras. "Permitir que os motoristas se dediquem a outras atividades enquanto dirigem pode ser um próximo passo para ajudar os fabricantes a enfrentar os consideráveis investimentos em condução autônoma", destacou a agência noticiosa britânica Reuters, em artigo no último dia 23.
Os motoristas poderiam tirar os olhos da estrada para um bate-papo pelo celular e até usar um laptop desde que o carro os alerte para retomar o controle do veículo. Trata-se da automação condicional, Nível 3. A Ford pretende oferecer este recurso a partir de 2028. GM e Honda também se empenham. A Tesla já proporciona um sistema semiautônomo, que batizou de forma totalmente inadequada de Full Self-Driving (Autocondução Total, em tradução livre) e já causou acidentes nos EUA.
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Outros executivos argumentam que alternar o controle entre o carro e o motorista humano é inviável ou inseguro, além de questões complexas de responsabilidade. "Não sabemos se o Nível 3 algum dia fará sentido financeiramente", afirmou Paul Thomas, da Bosch América do Norte. Este nível de automação é intermediário em escala até 5.
O desenvolvimento pode chegar a US$ 1,5 bilhão (R$ 7,7 bilhões), quase o dobro do Nível 2. Nem dá ainda para imaginar quanto custaria alcançar os níveis 4 e 5 - neste caso, nem volante e pedais os carros teriam. "O grande desafio tecnológico do Nível 3 é projetar um sistema capaz o suficiente para detectar a necessidade de intervenção humana, fornecer um aviso e continuar em ação até que o motorista assuma o controle", disse Bryant Smith, especialista em regulamentação de condução autônoma.
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