Uma Ferrari 250 GTE 2+2 1961 foi vendida nos Estados Unidos por US$ 195 mil (cerca de R$ 1,05 milhão na cotação atual), praticamente metade dos US$ 400 mil (R$ 2,1 milhões) que outros exemplares do modelo atingiram em leilões no exterior. Mas, afinal, o que há de errado com esta Ferrari?

A resposta está sob o capô do clássico italiano. No lugar do motor V12 original foi instalado o polivalente LT1 6.2 V8 da General Motors, conectado a um câmbio manual de cinco marchas Tremec T5. No Chevrolet Camaro atual, esse propulsor entrega ótimos 461 cv de potência.

O vendedor não informou a potência do novo motor, mas disse que vários componentes do carro foram feitos sob medida para o projeto, entre os quais o diferencial e os freios a disco nas quatro rodas.
Por fora, a Ferrari foi repintada com a típica cor vermelha, que contrastam com uma faixa central azul marinho com contornos amarelos. A dianteira do esportivo foi modificada para ficar parecida com a do modelo 250 California Spider, enquanto na traseira as lanternas são de um modelo mais novo da Ferrari 250. De acordo com o anúncio no site Bring a Trailer, as rodas raiadas Borrani estão calçadas em pneus Michelin HydroEdge.
O interior, apesar do bom estado de conservação, teve alguns elementos modificados. O ar-condicionado é um sistema feito para carros clássicos pela Vintage Air. Um tanque de combustível de 94,6 litros foi instalado no porta-malas para dar conta do consumo do "vê-oitão".