Se existe um aspecto "medieval" na convivência com um carro elétrico é o processo de recarga da bateria, que ainda exige que o automóvel seja conectado por meio de um cabo a uma tomada - como qualquer televisão ou eletrodoméstico de 50 anos atrás. Mas os fabricantes de automóveis já trabalham para também melhorar essa experiência no século 21.
O braço da Ford na Europa iniciou recentemente os testes com um carregador robô para carros elétricos. O equipamento, construído pela Universidade de Dortmund (Alemanha), é comandado pelo smartphone do motorista e usa um braço mecânico equipado com câmera para se conectar e desconectar do veículo.
Mais do que um conforto, o equipamento em desenvolvimento pela Ford é pensado para motoristas com dificuldades de locomoção e também para atender à demanda futura dos automóveis 100% autônomos. Para isso, o fabricante trabalha para tornar o funcionamento do carregador totalmente independente do comando humano.
Mas a Ford não é o único fabricante de automóveis a estudar formas mais avançadas para permitir a recarga da bateria dos carros elétricos.
A Fiat, por exemplo, testou com sucesso uma tecnologia que permitirá que automóveis possam rodar por estradas sem gastar a bateria. Isso acontecerá por meio de um sistema de indução instalado no asfalto, que fornece eletricidade diretamente para o conjunto motriz.
Já a Volkswagen seguiu uma abordagem parecida com a da marca americana e também fez estudos com um carregador robótico.
A diferença é que esse equipamento, equipado com rodinhas e com um sistema de direção autônomo, é capaz de se guiar até o carro que precisa de recarga e transferir a energia armazenada em suas baterias.