Não se sabe como esses percentuais foram calculados - e certamente estão errados, pois se baseiam nos apontamentos oficiais com uma enorme distorção. A frota registrada tem pouco a ver com a frota circulante. Inexiste controle sobre veículos abandonados, desmontados ou sucateados.
O Sindipeças faz estudos anuais e os dados são públicos no seu site. Certo que há um vasto contingente de condutores não habilitados, e isso traz riscos à segurança do trânsito. Como diminuí-lo foi explicado de forma vaga pelo ministro Renan Filho.
"Democratizar o acesso à habilitação, tornando-o mais acessível e menos burocrático" é apenas uma frase de efeito. Sem adiantar como e quando passará das intenções. Tudo ainda se limita a estudos.
Obviamente a solução passa não apenas por uma rede de Centros de Formação de Condutores (autoescolas) que dê maior atenção ao ensino técnico, sem se limitar à decoreba das regras de trânsito para o exame escrito e deixar de aprofundar ou fazer compreender o perigoso trânsito brasileiro.
Bem posicionado está o Detran-SP: "Fundamental que qualquer mudança preserve e reforce a qualidade da formação dos motoristas (...) e não se comprometa a excelência no processo de aprendizagem."
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