A Leapmotor tem fome de crescer nas vendas mundiais, pretende praticamente dobrar o seu resultado chegando a 1 milhão de unidades vendidas em 2026, e o Brasil será um das principais apostas da marca fora da China para sustentar esta expansão.

Segundo o head da marca para a América do Sul, Felipe Daemon, o país tem potencial para ser um dos cinco principais mercados para a montadora, no mundo.
Para isso, a fabricante que já tem dois modelos sendo vendidos por aqui desde o final do ano passado, anunciou recentemente a chegada do terceiro veículo, o SUV C16, até 2027, como já adiantado pelo WM1 desde novembro do ano passado.
Em conversa com jornalistas convidados pela marca para a cobertura do Salão de Xangai, Daemon enfatizou que a montadora não descarta trazer outros modelos para o país.
Um dos mais cotados é o A10, SUV de pequeno porte 100% elétrico, do tamanho de um VW T-Cross, que foi apresentado aos jornalistas brasileiros durante visita a uma das fábricas da montadora. O modelo acabou de ser mostrado na China e já conta com 33 mil encomendas.
O A10 tem tração traseira, autonomia de até 505 quilômetros e potência declarada de até 204 cv.
Nas dimensões, são 4,27 metros de comprimento, com entre-eixos de bons 2,60 metros. Entre os equipamentos, o SUV conta com sistema ADAS L2+ (LiDAR), central multimídia de 14,6 polegadas, sistema de som com 12 alto-falantes e teto solar panorâmico. As rodas são de 18 polegadas e a suspensão é independente.
O head da Leapmotors para a América do Sul acrescentou que em 2026 a marca vai praticamente dobrar o número de concessionárias no país, com 70 lojas em 60 cidades. A Stellantis, que detém 51% da Leapmotors e é responsável pela estratégia global da companhia fora da China, será uma parceira estratégica para os objetivos de crescimento da fabricante no país, segundo Daemon.
“Juntamos mais de 50 anos de história no mercado brasileiro (da Fiat) com tecnologia proprietária de ponta (da Leapmotors) para termos um crescimento sustentável”, explica Daemon.
A marca já anunciou que pretende produzir na planta da Stellantis em Goiânia, os primeiros modelos vendidos por aqui, o B10 e o C10, a partir de 2027.
É esperado também que o C16 seja feito em solo brasileiro. Daemon destaca que 65% dos componentes usados em modelos da marca são feitos pela própria montadora, sem o uso de fornecedores terceiros, percentual, segundo ele, muito superior a média de mercado.
“Isso nos garante muita agilidade operacional, ganho de eficiência de custos, escalabilidade rápida e maior qualidade nos produtos”, completa Daemon.
Confira:
Na China, a marca mostrou ainda o seu modelo flagship (top de gama), um SUV de 5,25 metros de comprimento e seis lugares, o D19.
Com versões 100% elétrica e também híbrida (REEV), o utilitário luxuoso tem tela traseira de 21,4 polegadas no teto para os passageiros da segunda fileira, sistema inteligente de flagrâncias, sistema de som com 23 alto-falantes entre os mimos para os ocupantes. Para o motorista, há um head-up display de nada menos que 60 polegadas que exibe, inclusive, imagens da câmera de ré.
Em uma breve volta com os modelos D19 e C16 pela pista de testes da marca em uma das suas plantas fabris foi possível entender que a marca que não existia até 2015 tem mentalidade de startup e uma estratégia estruturada para chegar na meta de 1 milhão de carros vendidos ainda este ano. E o Brasil será peça importante neste tabuleiro.
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