Maior produção em seis anos não muda previsões

Anfavea mantém estimativas de crescimento de 7,8% para o mercado interno e de 6,3% nas vendas em 2025, sobre 2024

  1. Home
  2. Últimas notícias
  3. Maior produção em seis anos não muda previsões
Fernando Calmon
Compartilhar
    • whats icon
    • bookmark icon

O nível de empregos na indústria é sustentado, em especial, pela produção. As vendas dependem do maior ou do menor avanço dos importados e as exportações ficam sujeitas aos mercados de fora do País..

Apesar de destacar que as 811,2 mil unidades produzidas no primeiro quadrimestre foram o melhor resultado desde 2019, o presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet, mantém a previsão de crescimento de 7,8% ao final de 2025 sobre 2024. A entidade também não alterou a estimativa de aumento das vendas internas, de 6,3% em relação ao ano passado, percentual marginalmente superior aos 5% previstos pela Fenabrave.

Hoje, há 109,5 mil funcionários nas fábricas de veículos leves e pesados: 7.500 postos de trabalho novos em um ano. Boa parte deste resultado animador (crescimento de 7,3%) se deve ao aumento das exportações em 45%, puxadas pela reviravolta do mercado argentino, que importou 151% a mais de produtos brasileiros.

  • Comprar carros
  • Comprar motos
Ver ofertas
Foto Abre Linha De Montagem Gm Scs
Linha de montagem
Crédito: Divulgação
toggle button

Em contrapartida, Calvet demonstrou preocupação com o crescimento de 18,7% das importações de janeiro a abril, enquanto modelos nacionais só avançaram 0,2% no mesmo período. Chegaram 44.137 unidades da China, um aumento de 28% em relação ao mesmo período do ano passado, e que representaram 6% dos emplacamentos totais no primeiro quadrimestre.

Embora ele continue a cobrar do Governo Federal a volta das alíquotas históricas do imposto de importação (I.I.) para híbridos e elétricos, parece improvável que isso aconteça. Fato é que novas marcas chinesas continuam a chegar, embaladas por carga tributária (I.I.) bastante atraente, até julho de 2026, naqueles veículos específicos.

A estreante GAC, no entanto, já anunciou produção no Brasil, em Catalão (GO), em provável parceria com a HPE (Mitsubishi), ainda sem confirmação. Pormenores, no próximo dia 23.

Apesar do falatório sobre a "realidade" de aceitação de carros 100% elétricos, as estatísticas confirmam outro fato no primeiro quadrimestre. Representaram apenas 2,5% do mercado, exatamente o mesmo percentual de 2024. Para os demais: gasolina, 4,8%; híbridos, 3,7%; híbridos plugáveis, 3,7%; diesel, 11% e flex, 74,4%.

Apesar dos juros altos, crescimento se mantém

Gac Aion S 449
GAC Aion S
Crédito: Divulgação
toggle button

Estas previsões foram confirmadas por Roger Corassa, vice-presidente de vendas e marketing da Volkswagen, e Arnaud Mourebrun, diretor de vendas e rede da Renault, durante o Fórum AutoData Perspectivas Automóveis 2025.

As vendas financiadas pelo CDC (Crédito Direto ao Consumidor) são diretamente impactadas pela taxa de juros, em torno de 30% ao ano, um dos patamares mais altos até hoje. Ainda assim, 55% dos modelos novos comercializados utilizam o CDC, percentual ainda inferior à participação histórica nas vendas, em torno de 2/3.

As estratégias das duas marcas têm sido usar seus próprios bancos para subsidiar parte dos juros e manter o crescimento dos segmentos de automóveis e comerciais leves. Corassa espera vender em ritmo acima do mercado graças ao lançamento do SUV compacto Tera, no próximo dia 25, em São Paulo (SP).

Mourebrun prevê a comercialização alinhada ao aumento de vendas previsto pela Fenabrave, mantido até agora em 5% sobre 2024. Este percentual foi confirmado pelo presidente da federação, Arcélio Junior, também participante do Fórum, porém poderá revisar para cima sua previsão em meados do ano.

Comentários