BYD Dolphin Mini cresce e ganha recarga ultrarrápida
Segunda geração do hatch elétrico cresce 42 centímetros, ganha motores mais potentes e é cotado para o Brasil
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O BYD Dolphin Mini conquistou seu espaço no mercado brasileiro e se tornou um dos maiores sucessos da marca por aqui. O hatch elétrico lidera as vendas no varejo entre os carros elétricos no país e, na China, onde é conhecido como Seagull, também é um sucesso comercial.

E, para continuar nessa trajetória, a BYD decidiu renovar completamente o modelo. A segunda geração do Dolphin Mini acaba de ser apresentada no mercado chinês com mudanças importantes no visual, no interior, na motorização e até na tecnologia de carregamento.
E um detalhe curioso: o elétrico cresceu tanto que praticamente mudou de categoria, deixando para trás as dimensões de um subcompacto para assumir o porte de um hatch compacto.
A novidade foi lançada na China em cinco versões, com preços entre 65.900 e 99.900 yuans – aproximadamente R$ 49.500 e R$ 75.300 na conversão direta.
Visual do novo BYD Dolphin Mini mudou
A segunda geração do BYD Dolphin Mini preserva parte da identidade visual que tornou o modelo conhecido, mas exibe linhas mais modernas e uma carroceria com proporções bem diferentes.
Na dianteira, os faróis ganharam um novo desenho, mais alongado, enquanto o para-choque foi redesenhado com recortes mais marcantes.

Nas laterais, a linha de cintura ascendente continua presente, assim como os vincos na parte inferior das portas. Já a coluna “C” foi reformulada e ganhou um aplique plástico maior.
Na traseira, uma das mudanças mais evidentes está nas lanternas. A faixa iluminada que interligava as peças na geração anterior desapareceu, dando lugar a lanternas independentes, que continuam com iluminação em LED.
Mas o que realmente chama a atenção são as dimensões. O novo BYD Dolphin Mini agora mede 4,20 metros de comprimento, 1,81 metro de largura, 1,57 metro de altura e 2,65 metros de entre-eixos.
Ou seja, a nova geração ganhou aproximadamente 42 centímetros no comprimento e 15 centímetros na distância entre os eixos, medida que influencia diretamente o espaço disponível para os ocupantes.
Na prática, o hatch deixou de ter dimensões típicas de um subcompacto e passou a ocupar o espaço de modelos compactos maiores.
O que muda no interior do Dolphin Mini?
A transformação continua na parte interna. A BYD redesenhou praticamente todo o interior, criando um ambiente mais minimalista e com ainda menos botões físicos.
Uma das mudanças mais curiosas é a ausência do quadro de instrumentos tradicional, que ficava posicionado atrás do volante. Agora, informações como velocidade, autonomia e quilometragem ficam concentradas na central multimídia.

A tela, inclusive, ficou maior. Sai a de 10,1 polegadas da geração anterior e entra uma de 15,6 polegadas, que deixou de ter a função giratória característica de alguns modelos da BYD.
O console central também mudou e passou a ter dois níveis, criando novos espaços para guardar objetos. Os porta-copos e o carregador de celular por indução continuam presentes, enquanto o seletor de marchas foi transferido para a coluna de direção.
Dependendo da versão, o novo BYD Dolphin Mini tem bancos dianteiros com ajustes elétricos, aquecimento e ventilação, iluminação ambiente com 127 opções de cores, carregador por indução de 50 Watts, sistema de som com oito alto-falantes e ar-condicionado digital automático.
A lista também inclui recursos avançados de assistência à condução e estacionamento inteligente, conforme a configuração.
Novo Dolphin Mini é mais potente
As mudanças não ficaram restritas ao visual e ao acabamento. A BYD também reformulou o conjunto mecânico do hatch elétrico, que agora é mais potente e tem uma configuração diferente de tração.
Enquanto a geração atual usa um motor elétrico dianteiro, o novo BYD Dolphin Mini é movido por um motor instalado no eixo traseiro. E mais: enquanto a geração atual entrega de 75 cv de potência, na nova geração as versões de entrada rendem 114 cv e as configurações superiores chegam a 129 cv de potência.

Isso significa que a versão mais potente da nova geração dispõe de 54 cv a mais que o Dolphin Mini comercializado atualmente no Brasil.
A mudança para a tração traseira também trouxe outra vantagem: a criação de um compartimento de bagagens sob o capô dianteiro, o “frunk”, com capacidade para 94 litros.
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Novo BYD Dolphin Mini tem recarga em cinco minutos
Se o crescimento e o ganho de potência já representam mudanças importantes, a tecnologia de carregamento é outro destaque da nova geração.
A BYD passou a oferecer seu sistema de recarga ultrarrápida em três das cinco versões disponíveis na China.
Com essa tecnologia, o BYD Dolphin Mini consegue elevar a carga da bateria de 10% para 70% em apenas cinco minutos, segundo a fabricante.

Mas é importante destacar que esse resultado depende do uso de uma estação de recarga de alta potência compatível com o sistema. Portanto, não significa que o carro poderá alcançar o mesmo tempo em qualquer carregador.
As versões que usam uma bateria de 39,2 kWh têm alcance de até 420 quilômetros, conforme o ciclo chinês CLTC.
Já as configurações mais acessíveis têm bateria de 30,1 kWh, autonomia de até 320 quilômetros e não dispõem da tecnologia de recarga ultrarrápida.
