Ao decidir comprar um Volkswagen Polo, vem uma segunda etapa que, muitas vezes, é até mais difícil: escolher a versão. No caso do hatch alemão, essa dúvida pode custar R$ 24 mil.
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Hoje, além do Polo Track — que parte de R$ 95.490 e usa o motor 1.0 MPI aspirado de 84 cv — a marca oferece as versões Sense e Highline com o motor 1.0 TSI. E o próprio configurador da Volkswagen praticamente trata o Track como um carro à parte. De fato, essa versão tem proposta diferente, acabamento simplificado e outro conjunto mecânico.
Por isso, aqui vamos focar aqui nas duas versões turbo e automáticas: a Sense, que parte de R$ 112.990, e a Highline, tabelada em R$ 136.990.
Entre elas, existe uma diferença de R$ 24 mil. É um salto relevante. Mas será que essa diferença aparece de fato na experiência ao volante? Ou estamos falando apenas mais de conforto, conveniência e status do que de essência?
Como é o Polo automático
Mecanicamente, não há diferença. Tanto a versão Sense quanto a Highline usam o motor 1.0 TSI de 999 cm³, que entrega até 109 cv com gasolina e 116 cv de potência com etanol a 5.000 rpm e 16,8 kgfm de torque já a partir de 1.750 rpm, com os dois comvustíveis.
O propulsor atua em conjunto com um câmbio automático de seis marchas. A direção é elétrica nas duas versões. É aquele conjunto que já conhecemos: bom fôlego em baixa, respostas rápidas no uso urbano e desempenho honesto na estrada.
Obviamente os números são idênticos: aceleração de zero a 100 km/h em 10,5 segundos com etanol e 11,1 segundos com gasolina. E velocidade máxima de 192 km/h.
Em dimensões, também não muda nada:
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4,07 metros de comprimento
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2,56 metros de entre-eixos
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1,75 metro de largura
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300 litros de porta-malas (365 litros no volume máximo teórico)
Como é o Volkswagen Polo Sense
A versão Sense já entrega bastante coisa. Não é um hatch básico. confira os principais itens de série:
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Painel de instrumentos digital de oito polegadas
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Central multimídia VW Play de 10,1 polegadas com App-Connect
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Faróis de LED com luz de condução diurna integrada
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Controles eletrônico de estabilidade e tração
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Bloqueio eletrônico do diferencial
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Assistente de partida em rampa
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Sistema de frenagem automática pós-colisão
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Monitoramento de pressão dos pneus
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Isofix com Top Tether
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Airbags laterais dianteiros
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Piloto automático
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Direção elétrica
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Ar-condicionado com filtro de poeira e pólen
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Sistema Kessy (acesso e partida sem chave)
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Sensores de estacionamento traseiros
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Vidros elétricos nas quatro portas com função one touch
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Retrovisores elétricos com função tilt down
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Volante multifuncional com paddle shift
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Banco do motorista com ajuste milimétrico de altura
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Banco traseiro rebatível
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Quatro alto-falantes
É claro que o Polo Sense tem rodas de aço de 15 polegadas e ar-condicionado manual. O acabamento é mais simples. Mas, em segurança, tecnologia essencial e desempenho, ele está longe de ser um Polo "de entrada".
Podemos enquadrá-lo como uma escolha racional, que entrega o que realmente importa por um valor consideravelmente menor.
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O que muda do Sense para o Highline
A diferença está principalmente em conforto, acabamento e conveniência.
O Highline adiciona os seguintes itens:
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Ar-condicionado digital Climatronic (no Sense é manual)
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Painel digital maior (10,25 polegadas em vez de oito polegadas)
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Câmera traseira
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Sensores de estacionamento dianteiros
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Sensores de chuva e de luz
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Carregador de celular por indução
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Retrovisor interno eletrocrômico
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Bancos com revestimento premium
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Banco traseiro bipartido
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Rodas de liga leve de 16 polegadas (o Sense usa rodas de aço 15 polegadas)
Na prática, o Highline é mais refinado. Ele tem aquele "climinha" de versão topo, com mais conforto e acabamento mais caprichado. É o Polo para quem realmente gosta do carro, gosta da marca e quer a experiência mais completa possível.
Mas não anda mais, não é mais potente, não é maior e não é estruturalmente diferente.
Confira:
E o custo-benefício?
É aqui que a versão Sense brilha. Por R$ 112.990, já entrega o mesmo motor turbo, o mesmo câmbio automático, a mesma estrutura e praticamente o mesmo pacote de segurança. É racional, equilibrado e muito bem equipado para uma versão de entrada automática.
O Highline, por R$ 136.990, entrega mais conforto e conveniência. É mais "lifestyle". É a escolha de quem quer o Polo completo, com acabamento superior e mais tecnologia embarcada para o dia a dia.
Mas se a pergunta for puramente racional — onde está o melhor custo-benefício? — a resposta tende a apontar para a versão Sense. Porque os R$ 24 mil de diferença não mudam o que realmente define o carro: desempenho, espaço e conjunto mecânico.
No fim das contas, a decisão depende menos do carro e mais do perfil do comprador. Se você quer o melhor Polo possível, vá de Highline. Se você quer o melhor Polo pelo dinheiro investido, o Sense é uma ótima escolha.
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