E são frutos de um tempo em que a marca francesa investiu em carros relativamente simples e baratos para ganhar espaço no mercado brasileiro. Algum tempo atrás, porém, a Renault deu outra guinada e voltou a apostar em carros mais sofisticados e caros.
Mas, num futuro não muito distante, pode ser que outro modelo Dacia seja visto por aqui. É que a marca acaba de lançar, lá na Europa, o Striker. É um carro até exótico, pois tem o teto proporcionalmente baixo, como o de um sedã, a traseira comprida de uma station wagon, mas com um caimento final de cupê, e porte e vão livre de SUV.
O Striker chegou ao mercado europeu com preço inicial equivalente a pouco mais de R$ 174 mil. Fica posicionado um pouco abaixo do SUVão Boreal, que inclusive já é vendido no Brasil.
O Striker, aliás, compartilha componentes com o Boreal - a nossa futura picape Niágara também usará conjuntos de peças do Boreal e do Striker. Então não é impossível pensar que esse novo SUV cupê também possa, um dia, ser vendido no Brasil. Por enquanto, claro, são especulações...
Como é o Dacia Striker
Encorpado, o Striker tem 4,62 metros de comprimento, 2,70 metros de entre-eixos, 1,82 metro de largura e 1,53 metro de altura. A distância livre do solo é de 19 cm na versão com tração dianteira e 20 cm na opção 4x4, e o porta-malas leva bons 600 litros. As rodas podem ser de 17, 18 ou até 19 polegadas.São três opções de motorização:
- Hybrid 155, com motor a combustão de 1.8 litro que entrega 110 cv de potência, mais dois motores elétricos - um de propulsão com 50 cv e outro que opera como gerador de alta tensão. A bateria tem 1,4 kWh e a tração é dianteira
- Hybrid 150 4x4, com motor a combustão de 1.2 litro turbo de 142 cv híbrido leve de 48 Volts fazendo a tração dianteira e um motor elétrico de 39 cv tracionando o eixo traseiro - proporcionando, assim, tração 4x4. O modelo tem, inclusive, modos de condução afins, para neve, lama e areia
- Eco-G, movido apenas pelo mesmo motor a combustão de 1.2 litro turbo de 142 cv mencionado acima
Design é algo exótico, mas bonito
Apesar das formas exóticas, o Striker é um carro bonito. Tem a linguagem estética atual dos modelos Dacia - que não transmitem a antiga sensação de simplicidade - e aspecto até sofisticado.Na iluminação full-LED, os faróis dianteiros sobressaem: compõem uma assinatura em forma de "T" e são conectados por uma grade pintada na cor preta brilhante. Lá atrás o mesmo recurso foi aplicado, com luzes horizontais finas e uma barra vertical fazendo o mesmo jogo de cena.
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Por fim, a vocação para o fora de estrada (mais estética do que real, claro) é levantada por molduras nas caixas de roda e proteções dos para-choques em plástico texturizado, também na cor preta.
Interior é prático e bem recheado
No interior, o Striker exibe design prático e funcional, sem exageros ou mimos demais. As linhas são horizontalizadas e há botões físicos. A tela multimídia tem 10,1 polegadas e funções como espelhamentos sem fio e atualizações de trânsito em tempo real. Já o painel de instrumentos é menor, com sete polegadas.O modelo tem três versões de acabamento - Expression, Extreme e Journey. Dependendo da versão, a lista de itens de série é extensa: ar condicionado digital de duas zonas, freio de estacionamento eletrônico com Auto Hold, tomadinhas USB para os ocupantes do banco traseiro, teto solar e controle de descida em rampas.
E tem mais: bancos do motorista com ajustes elétricos, bancos dianteiros e volante com aquecimento, carregador por indução e abertura elétrica do porta-malas. Na parte de segurança, o pacote ADAS tem frenagem de emergência, assistente de permanência em faixa e leitura de placas de velocidade. Serpá que a Renault vai apostar no Striker para o mercado brasileiro? A conferir,
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