“Tudo que se move vai ser autônomo”, diz NVIDIA

Empresa de tecnologia lança plataforma de testes com autônomos em ambiente virtual

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Karina Simões
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Na última semana aconteceu em San Jose, Califórnia, um congresso anual de tecnologia promovido pela NVIDIA, fabricante de microchips para games, placas de processamento gráfico e GPUs, as plataformas de inteligência artificial para veículos autônomos. Durante o Keynote do CEO Jensen Huang, a frase que abriu a apresentação de tecnologias para veículos foi a seguinte: “Tudo que se move vai ser autônomo”.

Depois do acidente fatal envolvendo o Uber autônomo, no Arizona, e da NVIDIA suspender seus testes com autônomos nas ruas na última terça-feira (27), a própria empresa de tecnologia mostrou a solução para que os testes neste campo avancem em ambiente seguro. Um dos destaques da apresentação do CEO foi o Drive Constellation Simulation System, um sistema na nuvem para testar veículos autônomos usando simulação fotorrealista. Ou seja, os veículos serão testados em ambiente virtual antes de irem para as ruas.

Huang explicou que a implementação de carros autônomos requer uma solução para testar e validar bilhões de quilômetros, enquanto uma frota de apenas 20 veículos autônomos de testes conseguem percorrer apenas um milhão de milhas por ano para realizar a coleta de dados. Segundo o executivo, só nos Estados Unidos, são registrados 770 acidentes com veículos convencionais a cada um bilhão de milhas rodadas. "A segurança vem em primeiro lugar e com a nova plataforma nós conseguiremos coletar muito mais dados e, o mais importante, em um ambiente seguro", explica Huang.

 Drive Constellation NVIDIA
Legenda: Drive Constellation NVIDIA
Crédito: Karina Simões

Como funciona?

O Constellation é uma plataforma de computação baseada em dois servidores diferentes: o primeiro executa o software NVIDIA Drive Sim que simula os sensores de um veículo autônomo, como câmeras, lidar e radares, enquanto o segundo utiliza o supercomputador NVIDIA Drive Pegasus, que executa os softwares e processa os dados recolhidos.

As GPUs (unidades de processamento gráfico) da NVIDIA alimentam o servidor que faz a simulação gerando um fluxo de dados absurdo que é processado pelo Pegasus. Para simular as condições reais, o Drive Sim gera milhares de dados fotorrealistas com condições climáticas diversas (neve, chuva, neblina), sombras, incidência da luz do sol, noite, reflexo dos faróis, além de diferentes tipos de terreno. Tudo que pode causar algum tipo de interferência nos radares é simulado pelo programa. É possível ainda simular situações de risco para testar a capacidade de reação do carro autônomo.

O simulador caiu como uma luva para as montadoras, que pensarão duas vezes antes de arranhar sua imagem arriscanso-se em testes com autônomos nas ruas. A plataforma será disponibilizada para o mercado no terceiro trimestre de 2018.

Confira o vídeo que fizemos na CES onde falamos um pouco da tecnologia:

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