O Gecex decidiu, só agora, zerar o imposto de importação de veículos desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD), de 1º de julho a 31 de dezembro deste ano, dentro de uma cota de US$ 463 milhões. Esta deliberação veio de reinterpretação, no mínimo enviesada, de uma posição anterior.
Como a BYD teve as obras da fábrica de Camaçari (BA) atrasadas, acionou o governo estadual para ajudar e misturar política partidária com decisões econômicas. O que é sempre ruim.
A Federação da Indústrias de São Paulo (Fiesp), em um dos seus comunicados, afirma que "ao alterar de surpresa as regras do jogo, o Governo Federal viola a segurança jurídica, sabota a previsibilidade regulatória e penaliza toda a cadeia automotiva brasileira".
O Sindipeças destacou "a evidente necessidade de nivelamento de condições concorrenciais, com medidas que mitiguem os efeitos das importações de kits de veículos CKD ou SKD, não mais justificadas pelo simples motivo de que a implantação industrial em nosso país seja motivo para um tratamento favorecido".
Sérgio Nobre, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), colocou que "a medida ignora resoluções anteriores do próprio colegiado, que acabaram com as cotas. Ao alterar de surpresa as regras do jogo, o Governo Federal viola a segurança jurídica, sabota a previsibilidade regulatória e penaliza toda a cadeia automotiva brasileira".
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Resolveu mudar o discurso frente às manifestações críticas desta associação, na última segunda-feira, que incluem possível judicialização do tema. Agora, ele afirma que a entidade tem trajetória histórica e merece respeito. Soa como arrependimento.
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