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Vendas de novos aumentam 3,5% em outubro

Número divulgado pela Anfavea é referente à comparação com o mês de setembro; no acumulado, queda foi de 30,4%

por Marcus Celestino

As 215 mil unidades licenciadas em outubro representam o melhor mês do ano em volume de vendas de novos. Ante setembro, o aumento nos emplacamentos foi de 3,5%. Os números foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
Embora a indústria automobilística venha em recuperação, o acumulado do ano mostra que os efeitos da pandemia do novo coronavírus vão demorar a passar. No total, 1,59 milhão de veículos novos foram vendidos nos últimos dez meses, o que representa queda de 30,4% com relação ao mesmo período de 2019.
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Já a produção de veículos no país fechou outubro com alta de 7,4% sobre setembro. No último mês, 236.468 unidades foram fabricadas. No acumulado, porém, houve recuo de 38,5% na comparação com o mesmo período de 2019.  Entre janeiro e outubro de 2020, 1,567 milhão de veículos foram produzidos. Nos primeiros dez meses do ano passado, 2,547 milhões de unidades já haviam saído das fábricas.

Para Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, os números indicam que a indústria está "se esforçando" para atender ao crescimento da demanda. "Temos que encarar muitos desafios para atingir uma recuperação mais vigorosa, como os novos protocolos das fábricas, a dificuldade de planejamento a médio prazo, a alta dos custos e a falta de insumos", comentou o executivo.
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Moraes fez questão, ainda, de ressaltar que, a fim de suprir a demanda, trabalhadores das fábricas fazem horas extras e jornadas aos sábados. De acordo com o executivo, a abertura de novos turnos nas unidades fabris depende do quão real, de fato, é a recuperação do último trimestre. "Esperamos que não seja uma demanda reprimida", ressaltou.

Veículos mais caros

A Anfavea atribui o encarecimento dos veículos no país à desvalorização do real ante o dólar e aos reajustes de insumos. A valorização da moeda americana no país já passou da casa dos 40%, sendo a maior entre os países emergentes. Além disso, os reajustes no aço em 2020 chegam a 40%.
"A indústria automobilística consome cerca de 30% do aço no Brasil. Isso tem, com certeza, impacto no repasse, nos preços. Temos que enfrentar a realidade e não ficar sonhando. Os fabricantes têm que diminuir o impacto por meio de negociações e trabalhando melhor o mix", salientou Luiz Carlos Moraes.
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O presidente da Anfavea comentou ainda que a indústria já passou por situações parecidas, mas nenhuma desta dimensão. Perguntado sobre quanto os veículos no Brasil já tiveram seus preços reajustados, Moraes fez questão de frisar que os dados variam de fabricante para fabricante e de veículo para veículo.

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