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Volkswagen Fusca: uma geração e várias mudanças

Criado por Ferdinand Porsche a pedido de Adolf Hitler, o carro superou seu histórico e virou uma lenda automotiva

por Fabio Perrotta Junior

O Fusca tem como pais pessoas completamente distintas. Seu criador é um dos gênios da indústria automobilística, um tal de Ferdinand Porsche. Por outro lado, seu projeto foi supervisionado por Adolf Hitler, um dos ditadores mais cruéis e desprezíveis da história.
Na galeria dos carros mais icônicos da indústria automotiva, o simpático Fusquinha conseguiu vencer sua origem e entrou para a história como um dos automóveis mais vendidos do mundo. Tem uma trajetória recheada de curiosidades.
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Com apenas uma geração até o fim da sua produção, o Volkswagen Fusca original adotou diferentes nomes ao redor do mundo. Vendido no Brasil desde 1950, apesar de oferecer apenas uma carroceria ao longo de sua história, teve diversas características diferentes. O WM1 selecionou as maiores mudanças e listou abaixo.

1950


Ainda chamado de VW Sedan, o primeiro lote de Fuscas que chegaram ao Brasil tinham as janelas traseiras bipartidas, conhecidas como Split Window. Essa característica estava no projeto inicial do carro e é bastante rara no Brasil e no mundo.

1953


A primeira mudança na carroceria chegou três anos depois. Saiu de cena a janela traseira em duas seções para dar lugar a um vidro oval. Também são raríssimos os modelos equipados com este tipo de vidro na parte de trás do Fusca.

1959

Mais uma mudança na janela. Sai o modelo oval e entra no lugar o vidro retangular, que permaneceu até o fim de linha do Volkswagen Fusca original. Nesse mesmo ano é produzido no Brasil o primeiro Fusca com peças nacionais.

1962

Desta vez, nada de mudança no vidro. A alteração na traseira foi feita no formato das lanternas, que ficaram maiores e em padrão bicolor.

1965


Para aumentar o espaço para bagagens no compartimento dianteiro, a Volkswagen alterou o formato do tanque, e colocou uma peça mais baixa que a antiga. Em 1965 também foi lançada a versão com teto solar, chamada maldosamente de "Cornowagen", que, depois de apelido tão pouco nobre, não fez muito sucesso...

1967

No lugar do antigo motor 1.200 com 36 cv, entra em cena um 1.300, com 10 cv a mais de potência, total de 46 cv.

1968

Neste ano, as mudanças foram elétricas. O Fusca deixou de ter sistema de 6 volts e passou a ter um sistema mais parrudo, com 12v.

1970


O ano de 1970 mudou a característica do besouro em dois atos. No primeiro semestre, os carros chamados de Primeira Série mantinham o desenho do Volkswagen Fusca antigo, com para-choque mais estiloso. Depois do primeiro semestre, o carro ganhou uma lâmina também cromada, mas um pouco mais simples.

1971


No ano seguinte chegava às lojas a versão mais requintada do Fusca. Chamada de 1.500 devido ao motor maior e mais potente, com 52 cv, o modelo tinha acabamento que imitava madeira do tipo Jacarandá para se diferenciar das outras versões. Além disso, a lanterna traseira trazia luz de ré.

1973


Desta vez, a mudança é na dianteira. Saem de cena os faróis arredondados e entram no lugar lentes retas para atender as legislações da época.

1974


Neste ano, a Volkswagen lançou o Fusca 'Bizorrão'. O modelo era uma versão "esportiva" e tinha motor 1.600 com 65 cv e visual diferenciado. Apesar do apelo esportivo, ficou por pouco tempo no mercado. Neste ano, o volante mais antigo, chamado de cálice, também deixa de ser utilizado pela Volkswagen. No lugar, entra o modelo bumerangue.

1979


Depois de muito tempo sem mudanças na traseira, enfim uma novidade. As lanternas cresceram e o Fusca ganhou o apelido de Fafá. As lanternas, maiores, foram comparadas a um atributo físico da cantora brasileira Fafá de Belém.

1980


Depois de duas Crises do Petróleo, e o programa brasileiro de incentivo ao uso do etanol (Proálcool), o Fusca ganha sua versão movida pelo combustível vegetal.

1983

Depois de anos sendo chamado popularmente de Fusca, o modelo enfim tem sua certidão corrigida. Antes, o documento vinha especificado apenas como VW Sedan.

1986


Mesmo sendo um dos 15 carros mais vendidos do Brasil na época, o Fusca foi retirado de linha pela VW. A marca alegava que precisava de espaço nas fábricas para outros modelos mais novos, como o Santana e o Voyage.

1993


Sete anos após o fim da sua produção, o Fusca ressurgiu como uma Fênix. Por sugestão de Itamar Franco, então presidente do Brasil, a Volkswagen voltou a fabricar o modelo com algumas alterações em relação ao carro que saiu de linha em 1986 - mas com o mesmo design externo.

1996


Durou pouco a volta do Fusca. Com uma limitação grande de projeto e com concorrentes cada vez mais modernos, o modelo deixou definitivamente a linha de produção da Volks no Brasil. O carro, porém continuou em produção no México até 2003 - onde era chamado de Vocho.

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