No entanto, o fabricante adianta alguns detalhes dos modelos, que são bem parecidos com os conceitos do salão, porém, com pequenas mudanças voltadas à redução de custos de produção. As rodas de liga leve de 18", por exemplo, foram substituídas por um conjunto de aro 17", homologado para Polo e Virtus no Brasil.
A mecânica é a mesma compartilhada entre o sedã Jetta e o SUV T-Cross: motor 1.4 turbo flex, que rende 150 cv de potência e 25,5 kgf.m de torque, sempre com câmbio automático Tiptronic de seis velocidades.
Para efeito de comparação, o motor AP 1.8 aspirado a gasolina do Gol GTS de 1993 entregava 99 cv e cerca de 15 kgf.m, atrelado a uma caixa manual de cinco marchas. Contudo, Polo e Virtus GTS contam com ajustes e componentes exclusivos direcionados à proposta mais esportiva.
As mudanças no motor ficaram restritas ao remapeamento do acelerador e da injeção direta de combustível. Há um seletor com quatro modos de condução, que altera a entrega de potência e torque de acordo com a escolha do motorista.
Na função esportiva, as respostas do carro ficam mais ágeis e um dispositivo conectado à central eletrônica do carro emula um ronco encorpado para dentro da cabine.
Na pista
No rápido teste no Autódromo da Fazenda Capuava, no interior de São Paulo, provamos um pouco do que o Polo GTS é capaz de proporcionar. A Volkswagen não divulgou dados de desempenho, mas o comportamento do hatch é consideravelmente mais esperto que o das versões 1.0 TSI de 128 cv.O motor 1.4 turbo trabalha sempre "cheio", empurrando o hatch com vigor nas acelerações em retomadas e acelerações nas saídas de curva.
Já o câmbio automático pode não agradar aos entusiastas, porém não desaponta numa tocada mais agressiva. Verdade que a transmissão não empolga como uma caixa manual, mas permite acelerar o hatch até próximo da faixa de corte do motor e aceita reduções a giros elevados no modo esportivo.
Mas o que realmente instiga quem está ao volante a levar o carro perto do seu limite (numa pista fechada, obviamente) é o acerto de chassi. As suspensões receberam amortecedores com carga mais firme e componentes próprios da versão GTS.
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Na dianteira, a barra estabilizadora teve a espessura ligeiramente aumentada de 20 milímetros para 21 mm, enquanto o sistema traseiro recebeu eixo de maior rigidez torcional. Os freios, a disco nas quatro rodas, são os mesmos do Polo Highline 1.0 TSI.
De acordo com José Luiz Loureiro, engenheiro responsável pelo desenvolvimento dos modelos, os controles de estabilidade e tração também foram reconfigurados para lidar com a potência maior.
Design
Visualmente, a dupla adota estilo inspirado no Polo GTI europeu. A dianteira recebeu para-choque com entradas de ar redesenhadas e faróis full LED com uma faixa vermelha que atravessa horizontalmente a frente do carro.Na traseira, o Polo GTS vem com ponteira dupla de escape e spoiler sobre a tampa do porta-malas, enquanto o Virtus ganhou um pequeno aerofólio pintado de preto.
Por dentro, o toque da sigla GTS está no volante de base achatada e nos contornos em vermelho nas molduras das saídas do ar-condicionado e nas costuras dos novos bancos. Estes são parcialmente revestidos de couro com encosto inteiriço e abas laterais mais envolventes.
A lista de equipamentos deve ser parecida com a da versão Highline, agregando os principais opcionais, como painel digital configurável Active Info Display, central multimídia Discover Media com tela tátil de 8 polegadas, câmera de ré, sensor de chuva e faróis com acendimento automático.
Outros detalhes ainda serão definidos na versão de produção. As rodas, por exemplo, terão acabamento e desenho diferentes do jogo preto fosco instalado nos protótipos.
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