Webmotors aponta os rumos do mercado automotivo

Live no Linkedin debate o aumento das vendas de carros mais baratos e a utilização do sistema Troca com Troco

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Redação WM1
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O mercado automotivo está se reinventando diante da nova realidade social e econômica que vivemos atualmente. Este foi o ponto de partida de uma live promovida no Linkedin da Webmotors, que evidenciou as diversas iniciativas que surgiram para contornar o distanciamento social e as lojas com seus espaços físicos fechados.

O debate teve a participação do CEO da Webmotors, Eduardo Jurcevic, do presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, e do jornalista automotivo Eduardo Sodré.

Durante a live, uma das novidades para o mercado apresentada por Jurcevic, o CarDelivery tem proporcionado a lojistas e compradores a funcionalidade e segurança de efetuarem a negociação sem a necessidade de contato físico.

Através da plataforma, o interessado pode saber quais lojistas oferecem a entrega de veículo na residência do comprador sem a necessidade dele ir até o ponto físico.

“Isso (a pandemia) acelerou o desenvolvimento e lançamento do sistema CarDelivery da Webmotors, onde é possível comprar e receber seu novo carro sem sair de casa. Dessa maneira, houve recuperação de 25% nos leads” , explicou Jurcevic.

Foto mostra um celular com o sistema CarDelivery da Webmotors na tela
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Legenda: CarDelivery: plataforma permite que toda a negociação seja feita de forma online
Crédito: Divulgação

Jurcevic trouxe, ainda, dados de mercados onde os casos de infectados têm diminuindo sensivelmente e o setor comercial voltou a abrir.

“Na China, por exemplo, as buscas para a compra de automóveis voltaram a um patamar bem próximo ao da pré-crise. Um dos motivos pelo apetite pela compra de veículos é justamente a aversão ao transporte público”, contou.

A Webmotors não vai parar por ai

Alem dessa solução, a Webmotors aposta fortemente em outras duas novidades. A primeira, já implementada, é a Troca com Troco. A empresa acredita que esse tipo de negócio aumentará nos próximos meses. Por isso, esse modelo de negociação já está sendo destacado na plataforma.

Nestes casos, proprietários de carros mais caros e completos buscam a troca por modelos mais baratos, garantindo um valor extra em um momento de dificuldade. Neste cenário, colaboram os números da Fenabrave, que mostra o crescimento nas vendas de carros na faixa de R$ 50 mil a R$ 60 mil nos últimos anos.

Os mais baratos, atualmente dedicados a vendas diretas, podem ganhar mais relevância com o público comum no pós-pandemia. A plataforma da Webmotors também auxilia nesses casos, destacando carros que estão com desconto ou valores menores que a média para aquele veículo.

Homem da janela do carro com mão levantada e a chave do automóvel na mão
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Legenda: Troca com Troco promete facilitar a vida de quem precisa trocar de carro e pegar dinheiro na volta
Crédito: iStock

Fenabrave pede prazo e prevê lojas menores

Alarico Assumpção Júnior, Presidente da Fenabrave, que representa os concessionários, acredita que os lojistas estão acelerando as demais formas de vendas, especialmente as online. E ressalta que elas são aliadas, e não concorrentes, das lojas físicas.

Por falar nas concessionárias, Alarico acredita que haverá redução nos custos, com lojas consideravelmente menores, para reduzir valores de aluguéis e impostos, como o IPTU.

O mandatário também disse que solicitou ao Governo Federal o adiamento de impostos por 120 dias, com pagamento parcelado posteriormente, além de linhas de crédito via BNDES.

Financiamento

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Legenda: Crise causada pelo coronavírus derrubou o número de vendas, produção e exportação de carros no Brasil
Crédito: iStock

Eduardo Sodré, jornalista automotivo, ressaltou que há ainda a questão burocrática, que impede que muitos carros vendidos tenham o registro e emplacamento realizados.

Com a queda atual, Sodré prevê para 2022 a volta do patamar alcançado em 2019, mas faz ressalvas quanto ao crédito. Cerca de 50% dos carros são vendidos de maneira financiada e, neste momento, com o mercado inseguro, dificilmente o consumidor entrará nesse nível de dívida, cabendo aos bancos promoverem crédito mais barato.

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