Renault nacionaliza bloco e cabeçote do motor 1.6

Nova fábrica já produz os componentes de alumínio, que eram importados. Marca segura lançamentos à espera do Rota 2030

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Redação WM1
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A Renault inaugurou nesta terça-feira (6) a sua quarta fábrica no Complexo Industrial Ayrton Senna, em São José dos Pinnhais (PR), que em 2018 está completando 20 anos de produção brasileira de veículos da marca. A nova planta é fruto de investimento de R$ 350 milhões e é responsável por nacionalizar o bloco e o cabeçote de alumínio do motor 1.6 SCe, lançado no fim de 2016 juntamente com a variação de um litro e que hoje está disponível para toda a gama da marca, exceto pelo Kwid, vendido apenas com motor de um litro.

O motor 1.0 SCe, disponível para Logan e Sandero, continua tento bloco e cabeçote de alumínio importados do Japão. De acordo com Luiz Pedrucci, o presidente da Renault do Brasil, a escolha pelo motor de 1,6 litro se deve ao fato de ter mais abrangência na linha de veículos da fabricante no país. Atualmente, 40% das vendas são de modelos 1.0 e o restante é relativo a blocos 1.6 e 2.0 - estes últimos seguem sendo importados da Argentina.

 A nova fábrica, chamada de CIA (Curitiba Injeção de Alumínio) ocupa uma área de 14 mil metros quadrados e tem capacidade para produzir 250 mil blocos e outros 250 mil cabeçotes por ano - os motores 1.6 SCe, bem como os 1.0 SCe, são montados na planta de motores no Complexo Ayrton Senna, que, aliás, está passando por processo de modernização, com investimento de outros R$ 400 milhões, que será concluída em meados deste ano.

A fábrica de motores, que antigamente tinha capacidade para produzir 400 mil unidades por ano, hoje pode montar 600 mil unidades. Recentemente, a Renault  retomou o terceiro turno em São José dos Pinhais (PR) nas quatro fábricas (carros de passeio, comerciais leves, motores e injeção de alumínio) devido à demanda por Kwid e Captur. Foram contrataos cerca de 1,3 mil colaboradores, totalizando aproximadamente 7,3 mil funcionários trabalhando no complexo.

Em discurso na ocasião da inauguração, o presidente Luiz Pedrucci afirmou que esse último aporte de R$ 750 milhões (R$ 350 milhões do CIA e R$ 400 milhões da modernização da fábrica de motores) encerra um ciclo de investimentos que totaliza R$ 7 bilhões desde a inauguração do complexo paranaense, em 1998, e novos investimentos serão definidos apenas quando o governo fcaptional anunciar o Rota 2030, novo regime automotivo que vai substituir o Inovar-Auto com metas e regras para a indústria, que deveria ter saído na virada do ano e está atrasado, ainda sem data para sair.

"Hoje fechamos um ciclo de investimentos. Para definir um novo ciclo, precisamos de mais clareza para planejar os próximos anos e esperamos que o Rota 2030 traga essas definições. Fizemos a lição de casa, definindo investimentos em um momento de crise, e temos expectativa de retomada do mercado nos próximos anos, o que já está acontecendo", disse Pedrucci em entrevista a jornalistas após a inauguração.

Alaskan confirmada e outros lançamentos em compasso de espera

Por conta dessa indefinição, a Renault está "segurando" a definição de futuros lançamentos no Brasil. Está confirmado apenas que a marca vai lançar a picape Alaskan, co-irmã da nova Nissan Frontier e da Mercedes-Benz Classe X, no Salão do Automóvel de São Paulo este ano, em novembro, com início das vendas no país em seguida. A Alaskan (abaixo) compartilha plataforma e componentes com as picapes da Nissan e da Mercedes e todas serão fabricadas na planta da Renault na Argentina.

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Além disso, conforme revelou o presidente, a Renault mantém em compasso de espera os possíveis lançamentos futuros de um SUV médio, para concorrer com o Jeep Compass, sem contar a reestilização do Logan e do Sandero e a chegada da segunda geração do Duster, que, de acordo com o executivo, dependem do anúncio do Rota 2030. O novo Duster, revelado no ano passado, deve chegar entre o fim de 2019 e o início de 2020, depois da atualização de Logan e Sandero.

A reportagem do WM1 também flagrou no complexo industrial da Renault uma unidade de testes da Duster Oroch 4x4. Questionado, Pedrucci disse que isso não significa que o utilitário será lançado por aqui, com a mesma base mecânica do Duster 4x4, este disponível já há algum tempo nas lojas. "Estamos fazendo testes, mas isso não significa que vamos lançar. Já flagraram no passado uma versão picape do Logan por aqui, que nunca chegou ao mercado brasileiro", despistou o presidente.

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