A hora do adeus para C3 e Aircross?

Modelos somem das concessionárias, mas marca garante que ainda são produzidos 

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Fernando Miragaya
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Mais baixas na linha Citroën. Depois de o C4 Lounge deixar de ser importado da Argentina, agora é a vez do C3 e do Aircross se despedirem das concessionárias da marca francesa. As informações partiram do site Autos Segredos e foram confirmadas pela equipe do WM1.

Segundo a publicação, as revendas da Citroën pesquisadas pela reportagem informaram que não recebem nem o hatch, nem o monovolume, desde setembro. O Autos Segredos também cita que no site da Webmotors há pouquíssimas unidades 0 km disponíveis dos dois carros.

A reportagem do WM1 entrou em contato com lojas de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador. Só algumas delas dispunham de uma ou duas unidades do C3 ou do Aircross. Alguns vendedores também afirmaram que não recebem mais os carros em questão há dois meses.

O WM1 também foi atrás de fontes da marca que afirmaram que o Aircross já deixou de ser produzido em Porto Real (RJ), enquanto algumas unidades do C3 ainda eram produzidas em outubro devido à encomendas que ficaram atrasadas por causa da pandemia do novo coronavírus.

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A segunda geração do C3 foi lançada em 2011 com design diferente e o acabamento caprichado

A saída de linha dos dois modelos já era esperada não só pelas baixas vendas (veja abaixo), mas também para abrir espaço na fábrica fluminense para novos carros. A unidade da PSA vai produzir por lá um crossover compacto da Citroën, menor que o C4 Cactus e baseado no C3 Cross europeu. Também há planos para produzir um jipinho da Peugeot, menor que o 2008, conforme noticiamos aqui.

O C3 e o Aircross ainda figuram no site oficial da Citroën, assim como são comunicados pela fábrica para o nosso catálogo 0 km. Procurada, a empresa francesa não confirma a informação e garante, em comunicado: “A marca permanece produzindo e comercializando no Brasil tanto o C3, quanto o Aircross”.

Retrospecto

Essa segunda geração do C3 foi lançada em 2011 no embalo do sucesso do primeiro modelo, mas com melhor acerto dinâmico. O design diferente e o acabamento caprichado se mantiveram na linha, mas o carro perdeu espaço no mercado com a chegada de rivais modernos, mais baratos e mais espaçosos.

O Aircross surgiu antes, em 2010, para ser um monovolume com pegada aventureira e tentar fazer alguma frente em relação ao então soberano Ford EcoSport. Tanto que o carro nasceu como C3 Aircross um ano antes do C3 Picasso, a minivan “original”. Em 2015, o modelo “urbano” saiu de linha e a Citroën remodelou o agora Aircross (sem a nomenclatura do compacto).

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O Aircross surgiu em 2010, para ser um monovolume com pegada aventureira
Crédito: Divulgação

Os dois carros, na verdade, só marcavam presença para ocupar as concessionárias da marca, que passou a dar mais atenção ao C4 Cactus, veículo mais vendido da empresa. As vendas dos modelos em 2020 comprovam isso. Segundo dados da Fenabrave, no acumulado dos 10 meses deste ano, o C3 teve apenas 884 unidades comercializadas- foram 75 em outubro e 95, em setembro. O Aircross teve só 233, mas sequer figura no relatório de emplacamento nos últimos meses.

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