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Como é o Leapmotor A10
Calma, sem alvoroço. Por ora há poucas informações, sua importação para o Brasil não é oficial e não vamos cravar nesta reportagem que isso vai acontecer. Mas não dá para negar que o carrinho tem "a cara" do nosso país.O Leapmotor A10 tem 4,27 metros de comprimento, porte semelhante ao de SUVs compactos como um Jeep Renegade, mas é bem mais voltado para uso urbano - e promete custo competitivo.
Segundo a empresa, o carrinho será oferecido em diferentes versões, com baterias e motores adaptados para atender tanto ao mercado chinês quanto a mercados internacionais - e é esta afirmação da matriz chinesa da Leapmotor que sustenta nossa torcida.
Um dos diferenciais do carro, aliás, é a presença de radares LiDAR no teto de algumas configurações, tecnologia que aumenta a precisão dos sistemas de condução assistida e reforça o bom pacote de segurança do modelo.
Contexto do A10 no mercado brasileiro
Caso seja lançado no Brasil, o Leapmotor A10 entraria em uma categoria que ganha cada vez mais força: a dos carros elétricos de entrada.Esse segmento é formado por compactos, normalmente hatches, que têm preços mais acessíveis e miram clientes que desejam migrar para a eletrificação sem investir em SUVs ou sedãs.
Entre os principais rivais que o A10 enfrentaria estão os seguintes modelos:
- BYD Dolphin Mini, atualmente um dos carros elétricos mais baratos do país, com proposta urbana e autonomia próxima de 300 quilômetros. É o mais vendido entre os listados e custa R$ 118.990.
- Chevrolet Spark EUV, que já circula por nossas ruas e abre a porta do mundo eletrificado da marca norte-americana por R$ 160 mil.
- GWM Ora 03, hatch que aposta em design com estilo retrô e tecnologia embarcada, com preços competitivos: iniciais R$ 169 mil. Vem com teto solar de série.
- Geely EX2, hatch compacto que combina espaço bom interno, acabamento refinado e suporte da Renault no Brasil. Custa entre R$ 119.990 e R$ 135.100.
Categoria de elétricos de entrada é estratégico
O segmento de elétricos de entrada é estratégico para ampliar a adoção da mobilidade elétrica no Brasil. Até agora, o mercado nacional foi dominado por SUVs e sedãs, com preços acima de R$ 200 mil.Mais recentemente, a chegada de modelos compactos e mais baratos, como o próprio BYD Dolphin Mini e o Geely EX2, abriu espaço para consumidores que desejam experimentar a eletrificação sem comprometer tanto o orçamento.
O Leapmotor A10, que lá fora tem a promessa de ter autonomia de 500 quilômetros, é mais um carro que se destacaria nesse cenário. Enquanto os rivais prometem entre 300 e 400 quilômetros de autonomia, o A10 com maior alcance poderia virar um dos favoritos, o que pode ser decisivo para quem busca versatilidade além da cidade.
Além disso, o uso de radares da LiDAR e de sistemas avançados de assistência ao motorista reforçam a percepção de tecnologia de ponta em um veículo de entrada.
A Leapmotor já iniciou operações por aqui com os modelos C10 e B10, e o A10 deve ser o próximo passo de sua expansão. A parceria com a Stellantis pode facilitar sua chegada, justamente para aproveitar a rede de distribuição e suporte já existente.
Caso seja confirmado, na visão do time do WM1 o A10 teria potencial para disputar diretamente com os líderes do segmento e até acelerar a popularização dos elétricos compactos.
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