Para começar, o X-Trail tem o preço mais atraente em seu segmento. Sai da concessionária direto para sua garagem por R$ 118,8 mil. O que chega mais próximo disso é o Kia Sorento EX, que custa R$ 119,9 mil, mas traz a vantagem de um motor a diesel e a desvantagem de não contar com uma rede tão grande nem com uma fábrica no Brasil
Os outros concorrentes todos custam mais caro. O Honda CR-V começa nos R$ 123 mil, o Land Rover Freelander parte de R$ 132 mil, o Toyota RAV4, de R$ 129 mil e o Hyundai Santa Fé bate nos R$ 160 mil. Para não falar que não tem nenhum modelo mais barato, existe o Mitsubishi Airtrek, que custa R$ 99,99 milmas esse modelo deve sair de linha em breve, ainda mais com a chegada do Outlander, seu substituto natural.
E o que o X-Trail oferece, por esse dinheiro que, convenhamos, não é pouco? O desenho não é dos mais atraentes do segmento, mas ainda é atual e está de acordo com a linha Nissan de utilitários, tradicionalmente mais quadrados. O que o X-Trail tem de bom vai além das aparências.
Começa no interior da cabine, com bancos que acomodam muito bem e que contam, tanto para o motorista quanto para o passageiro, com regulagem elétrica. Um carro que oferece estes itens deveria oferecer também coluna de direção com regulagem de distância, mas, no X-Trail, este ajuste se limita à altura.
Com o motorista bem acomodado, vem outro prazer de conduzir este veículo: ligar o bom motor 2,5-litro de 180 cv. No uso cotidiano, ele se mostra sempre bem disposto e esbanja força em qualquer situação. O que acaba tirando um pouco seu brilho é o câmbio automático de apenas quatro marchas.
Outros problemas da transmissão são a lentidão na troca de marchas, mesmo com o acionamento do kick-down um botão sob o acelerador que reduz as marchas, e trancos na saída, quando se acaba de selecionar uma posição qualquer no câmbio D, 2, 1 ou R.
Mesmo com esse câmbio o X-Trail se mostra ágil na cidade, com uma direção impecável, no que o bom acerto de suspensão o auxilia muito. O utilitário conseguiu um compromisso praticamente perfeito entre conforto e estabilidade.
Ao contrário de outros modelos, ele não aderna em curvas mais rápidas, mas também não transmite aos ocupantes nenhuma trepidação. Andar sobre paralelepípedos é quase tão confortável quanto rodar por um tapete de asfalto. A diferença fica por conta do barulho dos pneus em choque com o “pé-de-moleque”.
Os números de desempenho divulgados pela fábrica confirmam a boa impressão que se tem do X-Trail ao volante: máxima de 177,6 km/h e 0 a 100 km/h em 11,35 s. Para um veículo de 1.435 kg, não é nada mal.
No que se refere a ergonomia, os confortos são bem localizados, com controlador de velocidade no volante e botões de acionamento dos vidros nas portas, mas o painel, colocado em posição central, incomoda. A leitura do conta-giros, por exemplo, fica parcialmente encoberta pelo aro do volante. Zerar o hodômetro e selecionar as opções do mostrador digital são tarefas que demandam uma relativa ginástica, mesmo para motoristas mais altos e, portanto, com braços mais compridos.
O espaço nos bancos traseiros é bom, mesmo com um entreeixos de 2,63 m, e os passageiros do banco de trás contam com uma boa área do enorme teto solar para apreciar a paisagem em dias bonitos, artigo raro na última semana.
Para o porta-malas, de 410 l podia ser maior, mas ele é muito raso, uma rede e diversos pequenos porta-objetos ajudam a manter compras menores no lugar. Os porta-trecos também se proliferam na parte da frente do carro, com diversos nichos onde se pode guardar todo tipo de quinquilharia. Com o carro em movimento, o prejudicado é o ruído interno, já que as coisas podem ficar se chocando umas com as outras dentro destes espaços.
Para a atividade off-road, falta ao X-Trail a reduzida, mas o utilitário, pelo menos, traz bloqueio do diferencial, o que ajuda a escapar de situações escorregadias. Mesmo quem nunca for colocar o Nissan em lamaçais se beneficia de sua valentia, enfrentando valetas e quebra-molas com desenvoltura.
Quando for escolher um utilitário neste segmento, agradeça o fato de não faltarem opções. E considere, seriamente, uma visita a um concessionário Nissan, para dar uma voltinha neste belo automóvel. Especialmente se houver, por perto, uma rua de paralelepípedos para colocar à prova o que dizemos aqui. Acredite: o X-Trail parece flutuar.
FICHA TÉCNICA – Nissan X-TRAIL
| MOTOR | Quatro tempos, quatro cilindros em linha, transversal, quatro válvulas por cilindro, duplo comando no cabeçote DOHC e refrigeração a água, 2.488 cm³ |
| POTÊNCIA | 180 cv a 6.000 rpm |
| TORQUE | 25 kgm a 4.000 rpm |
| CÂMBIO | Automático de quatro velocidades |
| TRANSMISSÃO | Dianteira e nas quatro rodas, com bloqueio de diferencial |
| DIREÇÃO | Hidráulica, por pinhão e cremalheira |
| RODAS | Dianteiras e traseiras em aro 16”, de liga-leve |
| PNEUS | Dianteiros e traseiros 215/65 R16 |
| COMPRIMENTO | 4,46 m |
| ALTURA | 1,68 m |
| LARGURA | 1,77 m |
| ENTREEIXOS | 2,63 m |
| PORTA-MALAS | 410 l |
| PESO em ordem de marcha | 1.435 kg |
| TANQUE | 60 l |
| SUSPENSÃO | Dianteira independente, tipo McPherson; traseira com eixo rígido e braços de alumínio |
| FREIOS | Discos dianteiros e traseiros, com ABS de 4 canais e 5 sensores, incluindo EBD |
| CONSUMO | Consumo urbano de 8,2 km/l; consumo rodoviário de 12,4 km/l |
| ÂNGULO DE ATAQUE | 29º |
| ÂNGULO DE SAÍDA | 26º |
| INCLINAÇÃO LATERAL | 21º |
| VÃO LIVRE | 20 cm |
| PREÇO | R$ 118,8 mil |
Nissan X-Trail
Honda CR-V
Land Rover Freelander
Toyota RAV4
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