O Honda Civic, bicho papão do mercado desde que suas vendas tiveram início, custa, na versão LXS, com câmbio automático, R$ 66.515, mas tem porta-malas 340 l bem menor que o do Mégane 520 l e fila de espera, com ágio, o que eleva seu preço. Na versão EXS, a mais sofisticada, o carro não custa menos de R$ 80.395.
Já o Toyota Corolla XEi custa R$ 65.391, mas seu porta-malas também é menor 437 l e seu entreeixos o coloca em uma categoria inferior, tecnicamente falando, já que é quase 10 cm menor que o do Mégane Sedan, idem 2,60 m, contra 2,69 m. Essa diferença de espaço é sensível para que vai atrás. A variante mais cara do carro, a SE-G, custa R$ 78,06 mil.
Além do Civic e do Corolla, outro concorrente do Mégane Sedan é o Chevrolet Vectra Elegance, com motor 2-litros de 128 cv com etanol, inclusive em termos de espaço interno e de porta-malas. O preço também é dos mais atraentes, R$ 61,99 mil, além de o Vectra ser o único concorrente flexível em combustível, mas, por esse preço, ele não traz nem câmbio automático nem ABS e EBD, estes últimos itens de série no Mégane Sedan desde a versão mais simples.
Equipado como o Mégane Sedan, ou seja, com transmissão automática e o auxílio antitravamento dos freios, o Vectra custa R$ 74,99 mil. A versão Elite, por sua vez, custa R$ 84.159, mas é o modelo com motor mais forte, um 2,4-litros de 150 cv com álcool e 146 cv com gasolina.
A vantagem do sistema flex será equiparada em breve pelo Civic e pelo Fit, que estrearão suas versões capazes de consumir álcool no Salão do Automóvel deste ano leia mais sobre isso aqui, mas a Renault também anunciou que teria, para o 2-litros do Mégane, a mesma possibilidade. Só não divulgou quando, mas não deve demorar.
E quais são os diferenciais que permitiriam ao Mégane se destacar no segmento? O mais charmoso deles é a chave, ou melhor, o cartão de partida. Menos sofisticado que os utilizados pela Mercedes-Benz e outras marcas de luxo, com os quais basta chegar perto do carro para que ele abra e dê a partida, o cartão do Mégane precisa ser inserido em um nicho do painel para que o carro possa ser ligado e tem botões que permitem abrir as portas. Mesmo assim, é diferente de tudo que a que o brasileiro está acostumado.
Por dentro, outro item que chama a atenção é o freio de mão, em formato de manete de avião, uma solução diferente e bem sacada, que dá ao carro uma sensação de sofisticação maior a um custo certamente não tão maior do que o de um freio de mão convencional.
Gostoso de dirigir
Nada disso faria a menor diferença, de todo modo, se o carro não tivesse um bom comportamento dinâmico e não fosse gostoso de dirigir. E ele é bastante bom quando está em movimento.
Em primeiro lugar, pela boa posição de dirigir que oferece. O Mégane Sedan tem ajuste de altura e profundidade do volante, com ajuste de altura do banco. Os comandos dos vidros e dos retrovisores elétricos estão à mão, no descansa-braço da porta esquerda. A visibilidade, por sua vez, não é das piores, considerando que os sedãs atuais têm sempre uma vigia traseira menor por conta dos porta-malas mais altos. O que atrapalha um pouco, e já se tornou uma tradição da Renault, é justamente o vidro traseiro, que gera uma distorção leve devido a sua curvatura.
Outra tradição da Renault era a alavanca do câmbio que dançava quando o carro era acelerado. No Mégane Sedan manual, isso já não acontece, mas a transmissão automática torna o tal movimento virtualmente impossível.
Esse câmbio, aliás, merece um espaço todo dele neste texto. Apesar de ter apenas quatro marchas, seu sistema de gerenciamento o torna quase tão eficaz quanto um câmbio de cinco marchas, presente, hoje, apenas no Honda Civic, entre os concorrentes citados nesta reportagem.
Quando se acelera o Mégane Sedan, o giro cresce rápido, graças à disposição do motor 2-litros 16V de 138 cv, e se mantém alto por algum tempo, agora por obra do câmbio. Isso dá mais confiança nas reações do carro, que trabalha sempre com o motor cheio em situações em que o motorista precisa de mais força, como em ultrapassagens.
Com sua aparência mais clássica, ainda que com uma certa ousadia, que o torna menos agradável a alguns consumidores, o Mégane Sedan pode se comportar de modo esportivo sempre que exigido. Além do motor e do câmbio, a suspensão é ótima, com boa calibração e compromisso entre conforto e esportividade. A direção, como não poderia deixar de ser, acompanha o bom conjunto e é precisa ao extremo, enrijecendo à medida que a velocidade aumenta.
Com todos esses fatores, cabe esperar para ver como as vendas do carro reagem à nova versão. Preço e qualidades para vender muito bem o Mégane Sedan tem de sobra.
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