China é o foco – e alegria – das marcas de luxo
Há apenas uma década conhecido como a capital mundial da bicicleta, hoje país consome carros de luxo num ritmo frenético
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A Porsche vendeu 31.205 carros na China no ano passado, colocando o país – incluindo os mercados de Hong Kong e Macau – na liderança do ranking de crescimento da marca em todo o mundo.
O aumento de vendas foi de 28,2% em relação a 2011, um indicativo de que a China não cresce apenas em quantidade (foi pelo segundo ano consecutivo o maior consumidor mundial), mas em qualidade. Hoje, como vamos ver, o país é o foco principal dos fabricantes de carros de luxo e super luxo de todo o mundo.
Os milionários chineses continuam se multiplicando; é comum você encontrar em frente a um restaurante cinco estrelas na Din Tai Fung, a mais badalada avenida das lojas de luxo em Xangai, dois ou três Rolls Royce estacionados, um Bentley chegando, uma Ferrari saindo. É um desfile de luxo sobre rodas.
Por isso as empresas que fabricam carros de luxo correm atrás desse potencial, que parece inesgotável, produzido no país ou levando para lá os seus produtos para atender a crescente demanda.
A notícia do crescimento da Porsche na China é apenas a constatação do grande espaço que as marcas premium estão conquistando no país. Ela lançou no ano passado o Cayenne GTS, o novo 911 e o novo Boxter. Este ano lançou o 911 Carrera e terá ainda os híbridos 918 Spyder e o utilitário esportivo Macan. Para 2014 a empresa vai inaugurar um Centro de Tecnologia em Xangai.
A BMW já fabrica na China e está ampliando a capacidade de produção. Em parceria com a chinesa Brilliance, investiu 1,5 bilhão de euros e terá capacidade de produzir 500 mil unidades no país. A China se tornou o mais importante mercado da BMW.
A Infiniti, marca de luxo da Nissan, também quer conquistar uma fatia desse atraente mercado: vai fabricar dois modelos na China a partir do ano que vem, com investimento de US$ 315 milhões. A capacidade de produção estimada é de 250 mil unidades, metade da meta traçada para 2016 para a produção global, que é de 500 mil carros.
Outra alemã, a Audi é a marca de luxo mais vendida no mercado chinês: foram 400 mil unidades em 2012, um aumento de 29,6 % em relação ao ano anterior. O A4 L, o A6 L e o Q5 são fabricados em Changchun; venderam 322.700 unidades no ano passado. Os importados cresceram ainda mais: 83%, com destaque para o luxuoso utilitário esportivo Q7 e os sedãs A8/S8, que no Brasil custam em torno de R$ 500 mil.
A super luxuosa Bentley, que pertence ao grupo Volkswagen, vendeu mais carros na China em 2011 do que a Grã-Bretanha, o que ocorreu pela primeira vez nos 92 anos da história da marca. O mercado chinês já é o segundo do mundo para a marca inglesa, perdendo apenas para os Estados Unidos. A expectativa é continuar crescendo.