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Sóbrio, Honda City 2018 peca no custo-benefício

Com leve tapa no visual e lista de itens de série só 'ok', Honda City 2018 não tem controles de tração e estabilidade

Marcelo Monegato
Marcelo Monegato

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8.7

Resumo do teste

O Honda City 2018 chega com novidades estéticas internas e externas, mas ainda não tem controles de tração e estabilidade. Motor continua o mesmo: 1.5


Torque
15,3 kgfm a 4800 rpm (E)
15,2 kgfm a 4800 rpm (G)
Consumo Cidade
8,5 km/l (E)
12,3 km/l (G)
Consumo Estrada
10,2 km/l (E)
14,5 km/l (G)
Bagagem/carga
536 litros
Câmbio
CVT
1
Honda City 2018 ExL
Honda City 2018 ExLCrédito: Divulgação
Volkswagen Virtus e Fiat Cronos roubaram a cena neste início de ano, protagonizando o principal duelo do mercado brasileiro da atualidade. No entanto, enquanto os dois sedãs compactos polarizavam a disputa, a Honda apresentou, sem muito alarde, a linha 2018 do City. Ao contrário de seus novos rivais, no entanto, o modelo da marca japonesa optou por dar um tapa no visual, ajustar alguns pontos em equipamentos de série e, claro, preços – partindo agora de R$ 60,9 mil, e chegando a R$ 83,4 mil, na versão topo de linha EXL, exatamente a que nós aceleramos… Confira ofertas de Honda City na Webmotors
Tabela: Honda City 2018
Honda City 2018 EXl
City 2018 ganhou novo para-choque traseiro e inédito grafismo das lanternas

POR FORA

Vamos começar falando do que mudou em termos de design, pois é capaz de você cruzar o City 2018 e achar que é o 2019. A dianteira ganhou novo conjunto óptico, que além da iluminação diurna também trazem, nesta versão top, faróis baixo e alto em LED. A barra cromada da grade frontal também foi redesenhada, deixando o City com uma cara mais de Civic – o que é bom!
Honda City 2018 Exl 54
Honda City 2018 manteve o mesmo conjunto mecânico: motor 1.5 16V de até 116 cv
A traseira também ganhou para-choque novo, e a lanterna traseira, além de redesenhada, tem grafismo inédito. Na lateral, a silhueta do City segue inabalada. É exatamente a mesma da linha anterior. Apenas as novas rodas de liga leve de 16 polegadas chamam a atenção – muito bonitas, por sinal.

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POR DENTRO

No interior, o acabamento continua sóbrio. Não chama a atenção pela ousadia, agradando o perfil do consumidor do City. Não decepciona pela qualidade dos materiais, mas chama a atenção pelo bom encaixe das peças. A nítida a preocupação da Honda com a construção dos seus carros.
Honda City 2018 Exl 5
Interior do City oferece sobriedade e qualidade.
Os bancos revestidos em couro são bem confortáveis. O volante tem excelente empunhadura e é multifuncional. Legal que o City permite desde uma posição de condução elevada, mais próxima à do Fit, como também mais ‘socada’ e esportiva, algo similar ao Civic. Ponto negativo para a falta de uma chave presencial, que permitiria ligar o carro apertando apenas um botão, e para o controle do computador de bordo. Ainda usa o ‘botãozinho’ – que mais parece a tampa de uma caneta – integrado ao painel de instrumentos. Já passou da hora de a Honda permitir o acesse ao computador de bordo pelos botões do volante.

ESPAÇO INTERNO

Aproveitando o gancho, vamos falar de conforto. O espaço interno do City é bom, com 4,45 metros de comprimento e 2,60 metros de distância entre os eixos. Lembra dos dois protagonistas do início desta avaliação? Então, o Honda consegue ser 8 centímetros maior que o Cronos, mas 5 centímetros menor que o Virtus. O ponto alto do City, no entanto, está na boa distribuição dos bancos, deixando bom espaço para os joelhos de quem viaja atrás. Os mais altos, porém, poderão ter problemas com a cabeça raspando no tento. O porta-malas é muito bom. Ideal para carregar a família – inclusive a sogra. Com 536 litros é um pouco maior que os 521 do Virtus e os 525 do Cronos.
honda_city_2018_exl_6.jpg
Honda City 2018 Exl 6.jpg

EQUIPAMENTOS DE SÉRIE

A lista de equipamentos de série do City é completa dentro do básico. O sedã traz direção elétrica, ar-condicionado, vidros, travas e espelhos retrovisores externos elétricos, e câmera de ré. Ficou faltando um sensor de estacionamento traseiro. A central multimídia tem tela de 7 polegadas sensível ao toque e é compatível com Android Auto e Apple CarPlay. Ponto de atenção é para a velocidade de funcionamento do sistema, que as vezes parece lento. Em algumas oportunidades é preciso tocar na tela com mais força para ter o comando aceito.
Honda City 2018 EXL
Honda City 2018 EXL

SEGURANÇA

Já com relação aos itens de segurança, a versão EXL vem de série com airbags frontais, laterais e tipo cortina, ISOFIX para fixação de cadeirinha infantil, cinto de três pontos e encosto de cabeça para todos os ocupantes, e freios com ABS (antitravamento das rodas) e EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem). O City só não tira nota 10, pois, acreditem, não oferece controles de tração e estabilidade, algo que o Fit já tem, por exemplo. Tudo bem, é um carro extremamente equilibrado, mas tais recursos eletrônicos podem evitar um acidente de grandes proporções em situações de pista molhada, por exemplo.
Honda City 2018 EXl
Honda City 2018 Exl
RODANDO Mecanicamente, o City 2018 é igual ao anterior. O motor, por exemplo, continua o 1.5 16V Flex de quatro cilindros, aspiradão mesmo, de até 116 cv de potência a 6.000 rotações e torque de 15,3 kgf.m a 4.800 giros. Como forma de comparação, o Cronos topo de linha tem motor 1.8 de até 139 cv e 19,3 kgf.m de torque. Já o Virtus, com seu 1.0 TSI (três cilindros turbinado) gera 128 cv e mais de 20 kgf.m de torque. Ou seja, no quesito performance, o City fica devendo diante da concorrência. No entanto, é preciso entender, que a proposta do City nunca foi entregar esportividade ou alto desempenho. E continua não sendo. É um carro que foca no conforto. Seu comportamento, aliás, está mais para Corolla do que para Civic. A preocupação é proporcionar um passeio confortável a uma viagem emocionante
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Principais modificações do City 2018 estão na dianteira, com nova grade e para-choque, e faróis redesenhados. 
E muito se deve ao câmbio automático CVT, que para o dia a dia é a tradução do conforto. Esta transmissão conversa muito bem com o motor, mas é completamente alijada de qualquer pegada esportiva – mesmo puxando a manopla para a posição ‘S’ (Sport) ou chamando as trocas para as aletas atrás do volante, o Honda segue sóbrio. Os índices de consumo, de acordo com a própria Honda, ficam em 12,3 km/l na cidade e 14,5 km/l na estrada, quando abastecido com gasolina. Muito bons! O Cronos, na versão 1.8 com câmbio automático, faz 10,3 e 13,3 km/l na cidade e na estrada, respectivamente. Já o Vitrus vai de 11,2 km/l e 14,6 km/l. A suspensão tem um ajuste mais para o firme, algo característico dos carros da Honda. Na frente a suspensão é independente tipo MCPherson e atrás eixo de torção. Que bom seria se fosse independente nas quatro como no Civic. Já os freios são a disco na dianteira e tamborzão na traseira.

VALE A COMPRA?

O City peca no preço mais elevado, e na ausência de itens importantes como, por exemplo, controles de tração e estabilidade. A repaginada nada profunda também o deixou atrás de Virtus e Cronos, que chegam querendo seduzir também pelo visual. Tem como ponto alto, talvez, o fato de ser Honda, assim se aproveitando de uma boa fama de serviços pós-venda e uma menor desvalorização. Não vai conseguir atrair novos compradores, mas, com certeza, vai fidelizar aqueles que já o colocaram na garagem.
Ancora: Conclusão Score
 

Prós

  • Consumo de combustível
  • Espaço do porta-malas
  • Serviço pós-venda

Contras

  • Preço
  • Custo-benefício
  • Design defasado

Ficha Técnica

Comparar veículo
  • Motor – i-VTEC
  • Câmbio CVT
  • Tração Dianteira
  • Potência 116 cv a 6000 rpm (E)
  • Torque 15,3 kgfm a 4800 rpm (E) / 15,2 kgfm a 4800 rpm (G)
  • Velocidade Máx. 175 km/h
  • 0-100 km/h 11,3 s
  • Consumo Cidade 8,5 km/l (E) / 12,3 km/l (G)
  • Consumo Estrada 10,2 km/l (E) / 14,5 km/l (G)
  • Comprimento 4455 mm
  • Largura 1695 mm
  • Altura 1485 mm
  • Entre-eixos 2600 mm
  • Capacidade do tanque de combustível 46 litros
  • Capacidade de bagagem/carga 536 litros
  • Peso Líquido 1137 kg
  • Carga Útil 412 kg
  • Rodas e Pneus Liga leve, 185/55 R16 (diant.) / 185/55 R16 (tras.)
  • Airbags 8 – Dianteiros, laterais dianteiros e de cortina
  • Freios ABS com EBD Possui
  • Piloto automático Convencional
  • Sensor crepuscular (auto) Possui
  • Assistente de estacionamento – sensor Traseiro
  • Assistente de estacionamento – câmera De ré
  • Direção com assistência Elétrica
  • Direção com ajuste Altura e profundidade
  • Volante multifunções Possui
  • Ar-condicionado Automático
  • Computador de bordo Possui
  • Número de lugares 5 lugares
  • Material principal dos bancos Couro
  • Vidros elétricos dianteiros Sist. um toque para motorista e passageiro
  • Vidros elétricos traseiros Convencional
  • Travas elétricas Possui
  • Ajuste retrovisor elétrico Possui
  • Alarme – com acionamento à distância Possui
  • Tela Multimídia 7 sensível ao toque com GPS Integrado
  • Número alto-falantes 4
  • USB Possui
  • SD-Card Possui
  • Bluetooth Possui
  • Garantia total 36 meses
  • Garantia de motor e câmbio 36 meses
  • Marrom Júpter R$ 990,00

Pontuação do Especialista

8.7

Honda City

  • No bolso Preço, itens de série, seguro, revisões, consumo e garantia: o impacto real do veículo no seu orçamento, da compra à manutenção.

    8.6/10

  • Tecnologia Multimídia, conectividade, assistentes de direção, câmeras e sensores: avaliamos todos os recursos tecnológicos embarcados no veículo.

    8.7/10

  • Vida a bordo Conforto, ergonomia, qualidade dos materiais, espaço interno e porta-malas: como é a experiência real de motorista e passageiros no dia a dia.

    9.0/10

  • Desempenho Aceleração, retomadas, frenagem e consumo de combustível ou energia: tudo sobre a performance real do veículo nas estradas e no cotidiano.

    8.7/10

  • Opinião do Especialista Pontos fortes, limitações e veredicto final: a análise técnica e imparcial de quem entende de carro sobre custo-benefício e posicionamento no segmento.

    8.5/10

Avaliamos cada veículo com base em critérios como consumo de combustível, custo-benefício, tecnologia, inovação em design, segurança, desempenho e muito mais.


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Marcelo Monegato

Escrito por Marcelo Monegato

Editor-chefe

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