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Câmbio automatizado: vantagens e desvantagens

Confira como funciona e quais são os pontos positivos e negativos da transmissão automatizada com uma ou mais embreagens

Guilherme Silva
Guilherme Silva

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Já mostramos aqui no WM1 as vantagens e desvantagens das transmissões automáticas epicíclicas e continuamente variável (CVT), pois a maioria dos carros vendidos no Brasil atualmente são equipados com câmbio que dispensa a ação do motorista na hora de trocar de marchas. Agora vamos falar do câmbio automatizado.

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Cambio Gsr Fiat Cronos Argo
Cambio Gsr Fiat Cronos Argo

Muitos motoristas se esquecem da existência da transmissão automatizada. Embora tenha a mesma finalidade das caixas automáticas, esse tipo de câmbio tem uma concepção bem diferente. No lugar do conversor de torque, das engrenagens planetárias ou das polias ligadas por uma correia, o automatizado possui uma construção muito parecida com a de uma transmissão manual.

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Como funciona o câmbio automatizado?

Ou seja, o câmbio automatizado conta com eixos e engrenagens que realizam a transição das marchas, de acordo com a relação de giro entre elas, o virabrequim do motor e as rodas do carro. A principal diferença é que no lugar do pedal de embreagem acionado pelo motorista, um sistema eletrônico ou eletro-hidráulico é o responsável pelo desacoplamento da transmissão do motor para fazer as trocas de marchas.

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Chevrolet Agile 2013 Automático Cambio
Chevrolet Agile 2013 Automático CambioCrédito: Divulgação

A transmissão automatizada com acionamento eletro-hidráulico de embreagem única é a mais comum no Brasil. Esse câmbio era produzido pela Magnetti Marelli e equipava modelos da Fiat (com as designações Dualogic ou GSR) e da Volkswagen (i-Motion).

Uma central eletrônica determina a marcha que deve ser engrenada, de acordo com os parâmetros da pressão no pedal do acelerador, da rotação do motor e da velocidade do veículo.

Já o câmbio automatizado eletrônico funciona com motores elétricos de corrente contínua, que executam todo o processo de troca de marchas. O sistema é controlado por módulos eletrônicos, que determinam qual marcha será engatada, com os mesmos parâmetros analisados pelo câmbio automatizado eletro-hidráulico.

Câmbio automatizado de dupla embreagem

Como o nome já diz, esse tipo de transmissão utiliza dois eixos primários acoplados a duas embreagens: uma para as marchas pares e outra para as ímpares. A principal vantagem desse sistema é o tempo de troca de marchas, executado em milissegundos.

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Câmbio Dsg Grupo Vw
Câmbio Dsg Grupo VwCrédito: Divulgação

Mais sofisticados que os automatizados de embreagem única, os câmbios de dupla embreagem são gerenciados por um sistema mecatrônico eletro-hidráulico composto por atuadores, bomba de óleo e sensores. Audi Q3 (S Tronic), Caoa Chery Tiggo 8 (Magna) e Volkswagen Tiguan (DSG) são alguns exemplos de carros equipados com essa transmissão.

Há também os automatizados de dupla embreagem com sistema mecatrônico eletroeletrônico, que utilizam motores elétricos e dispensam lubrificação. O polêmico PowerShift usado nos Ford EcoSport, Fiesta e Focus, além do Caoa Chery Tiggo 5X (sua transmissão Magna é uma evolução do PowerShift), são alguns exemplos de modelos com câmbio automatizado de caixa seca.

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Ford Powershift
Ford PowershiftCrédito: Divulgação

Como é dirigir um carro com câmbio automatizado?

É praticamente igual a guiar um modelo automático epicíclico ou CVT. A operação dispensa o pedal de embreagem e os comandos possuem as mesmas funções: P (estacionar), R (marcha à ré), N (neutro) e D (dirigir). Em alguns casos, há os modos S (esportivo) e sequencial para trocas manuais.

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Cambio Gsr Fiat Cronos Argo
Cambio Gsr Fiat Cronos ArgoCrédito: Divulgação

Ao volante de um carro automatizado, o condutor percebe alguns trancos durante as trocas de marchas devido ao acionamento eletrônico da embreagem. Acelerar o veículo progressivamente ajuda a suavizar esses “soluços”.

Já os câmbios de dupla embreagem são mais ágeis e suaves nas trocas de marchas. Isso acontece porque a marcha seguinte já fica pré-engrenada durante a condução do veículo. Por exemplo: quando o câmbio passa da segunda para a terceira marcha, a quarta e a quinta já estarão prontas para serem engatadas e assim sucessivamente com as demais relações.

Vantagens do câmbio automatizado

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Porsche 911 Gt3 Touring Pdk (9)
Porsche 911 Gt3 Touring Pdk (9)Crédito: Divulgação

– Menor valor de compra: apesar de não existir mais nenhum modelo automatizado de embreagem única zero quilômetro à venda no Brasil (o último foi o Fiat Cronos, que saiu de linha no ano passado), os carros com esse tipo de transmissão custavam menos que os automáticos convencionais. Essa diferença também é percebida no mercado de usados.

– Menor consumo de combustível: por serem menores e mais leves que os câmbios automáticos, os automatizados exigem menos esforço do motor do veículo para funcionar e, consequentemente, contribuem para a economia de combustível.

– Trocas mais rápidas: essa característica é observada nas transmissões de dupla embreagem, uma vez que trabalham com as marchas seguintes pré-engatadas.

Desvantagens do câmbio automatizado

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Volkswagen Up I Motion 4 1
Volkswagen Up I Motion 4 1Crédito: Divulgação

– Menor conforto: os automatizados de embreagem única provocam solavancos durante as trocas de marcha. Nas transmissões automáticas isso não ocorre pelo fato de o conversor de torque ou as polias do CVT terem funcionamento mais suave.

– Menor durabilidade: diferentemente dos automáticos, que são mais robustos e raramente exigem manutenção, os automatizados sofrem maior desgaste de componentes, principalmente das embreagens.

– Custo de manutenção: no caso dos automatizados de dupla embreagem, os reparos costumam ser consideravelmente mais caros devido à complexidade do sistema. Os automatizados de embreagem única, no entanto, podem apresentar custos de manutenção mais em conta por terem peças idênticas às do câmbio manual.


Guilherme Silva

Escrito por Guilherme Silva

Repórter

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