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Babs, o carro do 1ª homem a superar os 270 km/h

Com brilhantismo, engenheiro superou concorrentes que tinham muito mais recursos e bateu recorde de velocidade da época

Guilherme Silva
Guilherme Silva

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Em tempos em que praticamente qualquer carro precisa de poucos segundos para atingir os 100 km/h, poucas pessoas imaginam que no começo do século passado essa velocidade era uma barreira praticamente intransponível. O que dizer então do piloto que, em 1926, foi o primeiro homem a superar os 270 km/h em terra, uma marca expressiva até para os carros atuais? E, com essa velocidade, o carro dele bateu o recorde da época.

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Cats
CatsCrédito: reprodução

Há 96 anos, o engenheiro galês John Parry-Thomas se tornou a primeira pessoa a dirigir um carro a mais de 170 milhas por hora (273,5 km/h), e bateu em 32 km/h o recorde anterior estabelecido por ele próprio, no mesmo ano de 1926.

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Para alcançar essa façanha, Parry-Thomas utilizou o Babs, um carro batizado com o nome da filha de cinco anos de um dos artesãos que construíram a carroceria do bólido. Equipado com um enorme motor aeronáutico Liberty Aero V12 de 26.9 litros, o propulsor era capaz de produzir mais de 400 cv de potência.  Essa força era transmitida às rodas traseiras por meio de uma corrente ligada ao câmbio manual de quatro marchas.

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Babs
BabsCrédito: Reprodução

Construído pela primeira vez pelo Conde Zborowski, um rico fã de corridas que morreu em 1924, o Babs foi adquirido por John Parry-Thomas por 125 libras esterlinas (o equivalente a 8.086 libras, ou R$ 57.500 na cotação atual). O carro, no entanto, era um tanto mal feito, apesar da potência bastante expressiva para a época. Parry-Thomas teve de fazer severas alterações para tornar o Babs capaz de atingir altas velocidades.

Infelizmente, em 1927, John Parry-Thomas entrou para a história tragicamente. Aos 42 anos de idade, o engenheiro foi também a primeira pessoa a perder a vida em busca do recorde mundial de velocidade em um grave acidente a bordo do carro que construiu, o Babs, na praia de Pendine, no País de Gales.

Talvez o aspecto mais surpreendente do recorde de Parry-Thomas, porém, foi o fato de ele ter ganhado de equipes significativamente mais ricas. O carro que bateu seu recorde, em 1927, pertencia a Malcolm Campbell, que supostamente gastou 10 vezes mais na construção de seu veículo do que Parry Thomas investiu no Babs.

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Jg Parry Thomas 1200x675
Jg Parry Thomas 1200×675Crédito: Reprodução

O que permitiu Parry-Thomas competir contra concorrentes tão bem financiados foi seu brilhantismo de engenharia e sua capacidade de montar um carro com recursos próprios. Felizmente, graças ao bom trabalho de um palestrante galês nos anos 1960, o Babs voltou a funcionar e ocasionalmente é exibido em eventos como o Festival de Velocidade de Goodwood, realizado anualmente no Reino Unido.


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Guilherme Silva

Escrito por Guilherme Silva

Repórter

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