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Dacia revela Bigster, o irmão maior do Duster

Versão de produção do conceito chega ao mercado europeu como o primeiro SUV médio da marca romena da Renault

Evandro Enoshita
Evandro Enoshita

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Além do Volkswagen Tayron, outro modelo que fará a sua estreia para o público durante o Salão de Paris (França), que acontecerá entre os dias 14 e 20 de outubro, é o Dacia Bigster.

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Dacia Bigster Frente 3
Dacia Bigster Frente 3Crédito: Divulgação

Versão de produção do conceito de mesmo nome mostrado pela marca romena em 2021, o Dacia Bigster chegou um pouco menos ambicioso do que se esperava.

Com 4,57 metros de comprimento, 1,81 m de largura, 1,71 m de altura, é um típico SUV médio. Aliás, o primeiro da marca de automóveis de baixo custo do Grupo Renault.

Por outro lado, acabou virando mesmo é uma variação 23 cm mais longa do Duster de terceira geração – modelo revelado no ano passado na Europa, e que também é baseado na plataforma modular CMF-B.

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Dacia Bigster Frente 2
Dacia Bigster Frente 2Crédito: Divulgação

O Dacia Bigster

Básico, mas com benefícios

Acompanhando o padrão dos Dacia mais recentes, o Bigster é um carro de visual e pacote sofisticados, que nada lembram os racionais Sandero e Logan de primeira geração.

O Bigster será comercializado com rodas de 17, 18 ou até 19 polegadas e com a opção de pintura em dois tons. Além disso, terá equipamentos como para-brisa acústico, painel digital configurável, banco do motorista com ajustes elétricos, tampa do porta-malas com acionamento elétrico, ar-condicionado automático, multimídia com tela de 10,1 polegadas e pacote ADAS.

Diferentemente do que se pensava, o Bigster será comercializado apenas na configuração de cinco lugares. Por outro lado, o porta-malas é enorme: 667 litros no padrão VDA, que simula uma condição de uso próxima do mundo real.

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Dacia Bigster Painel
Dacia Bigster PainelCrédito: Divulgação

Opção híbrida

O Dacia Bigster terá uma gama de motores 100% eletrificada, com um híbrido autocarregável e três híbridos-leves.

Chamado de Hybrid 155, o híbrido autocarregável une um motor 1.8 de quatro cilindros com 107 cv de potência a dois propulsores elétricos (um deles motriz, com 50 cv de potência). A potência combinada do conjunto chega a 155 cv.

Mesmo com uma bateria pequena, de apenas 1,4 kWh, a Dacia ressalta que a combinação dos freios regenerativos com um sistema de geração de eletricidade eficiente permite ao Bigster híbrido sempre arrancar no modo elétrico e rodar até 80% do tempo no uso urbano sem ativar o motor a combustão.

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Dacia Bigster Traseira
Dacia Bigster TraseiraCrédito: Divulgação

Com tração dianteira, o mais curioso desse Bigster autocarregável é o sistema de transmissão, com uma caixa automática de quatro marchas para o motor a combustão e dois outros câmbios para os propulsores elétricos.

Já as opções com a tecnologia híbrida-leve de 48 Volts são as 1.2 turbo a gasolina (TCe 140) ou a gás liquefeito de petróleo (GLP ECO-G 140), que desenvolvem 140 cv de potência e têm tração dianteira e câmbio manual de seis marchas.

A linha inclui ainda o TCe 130 4×4, que também é equipado com um motor 1.2 turbo, porém com 130 cv de potência e combinado com o câmbio manual de seis marchas e a tração 4×4. Esta última tem até um seletor de modos de condução.

Bigster no Brasil

Na Europa, o Bigster rácomeça a ser vendido apenas no primeiro semestre de 2025. Já por aqui a história é diferente.

A filial local da Renault – que ficou conhecida pelos seus produtos de origem Dacia – deixou de basear a sua linha de produtos na marca romena de baixo custo.

Por outro lado, é de se esperar que esse Bigster tenha servido de inspiração para o desenvolvimento do inédito SUV médio que a Renault vai lançar no Brasil no próximo ano.

Algo semelhante ao que foi feito com o Kardian, que apesar da proposta e dos elementos estéticos vindos do europeu Dacia Sandero Stepway, é um outro carro.

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Evandro Enoshita

Escrito por Evandro Enoshita

Repórter, WM1

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