Vale a pena trocar um Renegade por um Avenger?
Os dois são SUVs compactos e têm versões que brigam entre si. Veja argumentos contra ou a favor dessa substituição
Patrocinado
O Jeep Avenger chegou ao mercado brasileiro para ocupar o posto abaixo do Renegade na linha. Mas como é comum nesse segmento dos SUVs compactos, posicionamento escalonado na gama não significa, necessariamente, um grande degrau nos preços.

O Renegade Altitude sai por R$ 124.990 e briga diretamente com o Avenger Altitude, que sai por R$ 119.990 sem o desconto de lançamento. Já a versão intermediária Longitude do modelo veterano (R$ 158.690) não é tão mais cara assim que a configuração Limited do novato (R$ 145.990).
Dito isso, será que vale a pena trocar um Renegade por um Avenger? Afinal, ambos são SUVs compactos da Jeep, certo? A resposta certa vai variar de acordo com o que você espera de um carro novo.

Vale a pena trocar um Renegade por um Avenger?
Água e vinho
Antes de correr para a concessionária, você precisa saber a real: em nenhuma marca concorrente você vai encontrar diferenças tão gritantes entre SUVs compactos. Por exemplo: Nivus e T-Cross, Kait e Kicks e Sonic e Tracker têm muito em comum. Já o Avenger e o Renegade são automóveis com pegadas completamente distintas.
Apesar dos 22 cm de vão livre para o solo, o Avenger se comporta mais como um carro de passeio. Com quase 20 cm a menos no comprimento – 4,08 m ante 4,27 m – e com um raio de giro menor, o Avenger vai melhor que o Renegade na cidade.

Na estrada, a suspensão firme e a direção mais pesada fazem esse SUV ser bem bom de guiar. Em linhas gerais, me lembrou muito mais o comportamento de um Peugeot 208 que o de um SUV da Jeep. Reflexo do fato desse novo modelo ser baseado na mesma plataforma CMP do hatch compacto.
O Renegade mira nos Jeep maiores. Ao volante, a suspensão mais macia que a do Avenger entrega um comportamento mais típico de um SUV, enquanto o motor 1.3 turbo flex de 176 cv faz com que esse veterano seja consideravelmente mais esperto – em linha reta – que o novato, que é equipado com um 1.0 turbo flex de 116 cv de potência.

Mais ou menos espaço
As diferenças entre esses dois não se limitam às características ao volante. O Avenger tem uma cabine mais minimalista e uma posição de dirigir menos elevada que a do Renegade. Características que, mais uma vez, deixam esse Jeep mais próximo dos modelos das marcas francesas da Stellantis.
A cabine também é pequena. Com um porta-malas de 321 litros, o espaço interno é mais adequado para alguém solteiro ou um casal sem filhos.
Já o Renegade – que, vale dizer, nunca foi referência em amplo espaço interno – acomoda pessoas melhor que o Avenger e também tem um porta-malas com 385 litros de capacidade. Além disso, do layout das telas à posição de guiar bem elevada, esse veterano está bem mais próximo dos irmãos maiores Compass e Commander que do recém-chegado.

A tecnologia dá o troco
O Renegade é o projeto de meados dos anos 2010, enquanto o Avenger foi lançado em 2023 no exterior. E isso fica bem claro na diferença entre os pacotes tecnológicos de ambos.
Na versão de topo de linha Limited, o Avenger sai de fábrica com itens como os faróis adaptativos LED Matrix, Jeep Adventure Intelligence com ChatGPT embarcado, câmera 360°, frenagem automática de emergência, controlador adaptativo de velocidade e assistentes de manutenção e centralização em faixa.
E desses itens que eu citei acima, os únicos que estão disponível no Renegade são a frenagem automática de emergência e o alerta de saída de faixa. Ou seja: apesar de menor, menos potente e menos “SUV”, o Avenger dá o troco em tecnologia embarcada.

Veja também
- Acompanhe as notícias do “WM1” em nosso canal do WhatsApp
- Deixe seu carro usado como 0 km: acesse a Webmotors Serviços
- Anuncie seu veículo na Webmotors com 20% de desconto
Quando vale a pena escolher o Renegade? E o Avenger?
O Avenger tem cara de Jeep, mas com características mais próximas de um carro de passeio de que de um utilitário esportivo. Agrada bastante pelas características de direção no asfalto e pelo pacote tecnológico.
E ainda tem o sistema híbrido leve de 12 volts em todas as versões, o que qualifica esse modelo a receber desconto ou até isenção do IPVA (dependendo do seu estado) e permite escapar do rodízio de veículos na capital paulista.
Mas é ainda menos espaçoso que o Renegade. O que pode ser um problema para quem leva pessoas no banco traseiro com frequência.

O Renegade tem mais pegada de SUV ao volante e oferece um pouco mais de espaço interno. E o motor 1.3 turbo flex entrega mais agilidade principalmente na estrada.
Por outro lado, esse veterano consome mais e tem o sistema híbrido leve apenas a partir da versão Longitude. Sem contar o pacote tecnológico, que é mais contido que o do Avenger.
Em resumo: o Avenger é mais tecnológico e é um carro melhor para usar na cidade. Já o Renegade é mais versátil e vai melhor na estrada. Qual seria a sua escolha?

Veja também
- Jeep Avenger: 3 razões para ter e 2 para passar
- Jeep Avenger Limited: primeiras impressões
- Jeep Avenger: versões, preços e equipamentos
Curte os nossos conteúdos? Então você tem encontro marcado com a Webmotors TV: todos os domingos, às 8h30 da manhã, no SBT
