Caoa Chery Tiggo 7 ou Changan CS55: qual SUV comprar por R$ 145 mil?
Por menos de R$ 150 mil, SUVs médios apostam em espaço, desempenho e equipamentos, mas têm propostas diferentes
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Até pouco tempo atrás, falar em comprar um SUV médio por cerca de R$ 145 mil parecia algo distante – isso, claro sem entrar no mercado de carros usados. A única exceção era, até então, o Caoa Chery Tiggo 7, um dos fenômenos de vendas do varejo brasileiro.

Agora, porém, quem tem esse orçamento e procura por um utilitário encontra mais uma alternativa que merece atenção: o Caoa Changan CS55 na versão de entrada Prime, de R$ 144.990. Vale lembrar que o recém-renovado Tiggo 7 Sport, já como linha 2027, está tabelado em R$ 141.990. E aí, qual vale mais a pena?
O mais interessante é que não falamos de carros equivalentes apenas em preço. Os dois têm porte semelhante, motores 1.5 turboflex e proposta familiar, mas entregam qualidades de maneiras diferentes. Por isso, a pergunta “qual vale mais a compra?” não tem uma resposta tão simples…
Começaremos pelo recém-apresentado CS55. Feito em Anápolis (GO), o SUV da Caoa Changan chega ao mercado com uma estratégia agressiva: a versão de entrada Prime custa R$ 144.990 e já tem motor 1.5 turboflex de quatro cilindros, com 180 cv de potência e 29,2 kgfm de torque, associado a um câmbio automatizado de dupla embreagem e sete marchas.
Segundo dados da fabricante, o SUV acelera de zero a 100 km/h em 8,1 segundos e consegue registrar médias de consmo de 10,4 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada com gasolina.
É uma vantagem importante diante do Tiggo 7 Sport – o rival usa outro motor 1.5 turboflex – recalibrado para a linha 2027, com 143 cv e 22,7 kgfm -, ligado a um câmbio automático do tipo CVT que simula nove marchas.
O desempenho também melhorou com a atualização: a marca divulga 9,9 segundos para a arrancada de zero a 100 km/h. Em consumo, são 6,4 km/l na cidade e 8,3 km/l na estrada com etanol, ou 10,1 km/l e 12,3 km/l, respectivamente, com gasolina.
Na prática, portanto, quem valoriza desempenho encontra no CS55 um conjunto mais forte – são 37 cv e 6,5 kgfm a mais, além da caixa de câmbio que tecnicamente privilegia respostas mais rápidas. Nas primeiras impressões que tivemos com o modelo, o motor mostrou bastante disposição e o câmbio foi bem rápido em trocas ascendentes.
Mas o Tiggo 7 não fica para trás quando o assunto é espaço. O SUV da Caoa Chery cresceu na linha 2027 para 4,55 metros de comprimento, com 1,86 metro de largura e 2,67 metros de entre-eixos, e tem porta-malas com capacidade para até 525 litros na versão Sport, de R$ 142 mil.
Aqui, vale dizer que o CS55 também tem 4,55 metros de comprimento e é outro SUV com porta-malas para 525 litros, embora tenha 2 centímetros a menos de entre-eixos (2,65 metros).
Ou seja: os dois são carros grandes para a faixa de preço, mas o Tiggo 7 leva uma pequena vantagem em espaço para os ocupantes.
No pacote de equipamentos, a disputa fica ainda mais equilibrada.
O CS55 Prime já é equipado com rodas de 19 polegadas, teto solar (convencional), faróis de LED, ar-condicionado, banco do motorista com ajustes elétricos, painel digital de 10,3 polegadas, central multimídia de 14,6 polegadas (com CarPlay e Android Auto sem fio), GPS nativo, carregador de celular por indução, sistema de som Pioneer com oito alto-falantes e câmera com visão de 540°. Também tem seis airbags e controles eletrônicos de estabilidade e tração.
Já o Tiggo 7 Sport 2027 responde com uma cabine igualmente recheada: duas telas de 12,3 polegadas, banco do motorista elétrico e ventilado, banco do passageiro com ajustes elétricos, carregador de celular por indução de 50 Watts, ar-condicionado digital automático com saídas traseiras, abertura elétrica do porta-malas, sensor de chuva, iluminação ambiente, rodas de 18 polegadas e sete airbags.
Há, portanto, diferenças de filosofia. O Caoa Changan CS55 tenta seduzir com potência, rodas maiores, boa multimídia e recursos tecnológicos. O Caoa Chery Tiggo 7, por sua vez, responde com sua cabine renovada, mais espaço para passageiros e alguns equipamentos interessantes para uma versão de entrada.
Mas, calma lá: existe uma diferença importante na parte de segurança. O CS55 Prime tem câmera 540 graus e equipamentos importantes, mas um airbag a menos que o Tiggo.
Vale dizer que o pacote completo de assistências de condução – o famoso ADAS nível 2+, com piloto automático adaptativo, frenagem autônoma de emergência, sensor de ponto cego e assistentes de faixa -, só aparece na versão Infinity, de R$ 154.990.
























































































No Tiggo 7 Sport acontece algo parecido: o pacote avançado de ADAS também fica reservado à versão Pro, de R$ 169.990. Portanto, por aproximadamente R$ 145 mil, nenhum dos dois entrega o pacote completo de condução semiautônoma.
Isso, de certo modo, ajuda a explicar por que não existe uma resposta universal para a pergunta sobre qual comprar.
O CS55 Prime faz mais sentido para quem coloca desempenho e tecnologia no topo da lista – tem motor significativamente mais potente, câmbio esperto de dupla embreagem, rodas maiores, central multimídia enorme e uma série de recursos de conforto e conectividade.
Já o Tiggo 7 Sport pode fazer mais sentido para quem prioriza espaço traseiro e uma configuração mais familiar, sem abrir mão de equipamentos. Além disso, custa R$ 3 mil a menos que o rival – diferença pequena, mas que pode ser relevante na hora de fechar negócio.
No fim das contas, é justamente isso que torna essa disputa interessante. Por cerca de R$ 145 mil, o consumidor não precisa mais, necessariamente, escolher um SUV compacto completo ou um médio básico: Caoa Chery Tiggo 7 e Caoa Changan CS55 mostram que é possível entrar no segmento de SUVs médios com bom espaço, motor turbo, câmbio automático e lista de equipamentos respeitável.
A escolha, portanto, passa menos por descobrir qual deles é “melhor” e mais por entender qual conjunto combina com o uso de cada comprador – e também, claro, por qual design o interessado se mostra mais atraído.
O CS55 tem mais desempenho e pegada tecnológica forte; o Tiggo 7 aposta em conforto e espaço, praticidade e uma cabine bem completa.
Talvez seja a melhor notícia para quem tem R$ 145 mil hoje em dia: pela primeira vez em muito tempo, a dúvida não é mais se dá para comprar um SUV médio – e sim escolher qual deles faz mais sentido para você.
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