Câmeras começam a ser produzidas no Brasil pela ZF
Empresa investiu R$ 35 milhões para fazer, no país, modelos que serão usados em sistemas ADAS
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Na medida que diminuem as mortes de ocupantes dentro dos veículos, as taxas de mortalidade para aqueles que estão fora dos veículos continuam a aumentar. A proteção dos pedestres está se tornando uma prioridade global de segurança devido a esse
padrão recíproco.

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Em razão do crescimento urbano, da evolução da mobilidade e do impulso regulatório, a indústria está repensando a forma como os veículos interagem com o ambiente. Para isso as câmeras são fundamentais. E o Brasil entrou nesta rota em razão da nacionalização que a ZF acabou de anunciar.
Foram investidos R$ 35 milhões em Limeira (SP) para dois tipos de câmeras, também chamadas de sensores ópticos de alta precisão, essenciais à condução assistida e à frenagem autônoma emergência para evitar atropelamentos e colisões.

O primeiro modelo permite ângulo de visão de 32 graus, pesa apenas 150 gramas, detecta veículos a 150 metros de distância e pedestres a 70 metros. Em julho do próximo ano, começa a produção de outra câmera, com ângulo de visão de 100 graus e monitoramento de veículos a até 170 metros de distância.
A empresa anunciou que poderá fabricar 900 mil unidades por ano. Estas câmeras fazem parte do ADAS, sigla em inglês para Sistema Avançado de Assistência ao Motorista. Segundo estudos recentes, a combinação de câmeras, radares e lidares (feixes de lasers para medir distâncias com altíssima precisão) já salvaram milhares de vidas em todos os mercados, em especial onde a frota circulante é moderna. A produção em alta escala permitiu que os preços caíssem, e há tendência de continuarem a diminuir.
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