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Carro brasileiro vira best-seller em país vizinho

Hatch produzido pela Toyota em Sorocaba (SP) foi o modelo mais emplacado em maio no mercado argentino de automóveis

Evandro Enoshita
Evandro Enoshita

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O Toyota Yaris está longe do topo do ranking dos mais vendidos do mercado brasileiro. Tanto que o hatch e o sedã – somados – registraram pouco mais de 8.500 emplacamentos no acumulado deste ano, até abril. Mas, apesar do desempenho tímido do compacto por aqui, o modelo faz bastante sucesso na Argentina.

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Toyota Yaris Xs Connect 1.5 Flex Multidrive 0783
Toyota Yaris Xs Connect 1.5 Flex Multidrive 0783Crédito: Ricardo Rollo/WM1

Segundo os dados da Acara, a organização que reúne os concessionários argentinos, o compacto produzido na fábrica de Piracicaba (SP) somou 3.457 emplacamentos em maio e foi o carro mais vendido do país vizinho no período, superando concorrentes direitos como o Fiat Cronos (3.085 unidades), Peugeot 208 (2.809 unidades) e Volkswagen Polo (2.208 unidades).

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Toyota Yaris Xs Connect 1.5 Flex Multidrive 0850
Toyota Yaris Xs Connect 1.5 Flex Multidrive 0850Crédito: Ricardo Rollo/WM1

Certamente contribuiu para esse resultado a ampla gama de versões do modelo por lá. O hatch, por exemplo, está disponível em sete configurações, inclusive na esportivada “S”, com opção de motor 1.5 litro de 107 cv de potência e câmbio manual de cinco marchas ou automático CVT.

Já do lado de cá da fronteira, hatch e sedã estão disponíveis em uma gama mais enxuta do que já foi: versões XL, XS e XLS, com o motor 1.5 casado apenas ao câmbio automático CVT.

Qual é o futuro do Yaris no Brasil?

O Yaris estreou no Brasil em 2018, mas nunca chegou a ter o mesmo sucesso dos maiores – e mais caros – Corolla e Corolla Cross. Agora, o modelo está perto da de se despedir do mercado brasileiro.

Ainda é possível encontrar exemplares zero-quilômetro do hatch e do sedã nas concessionárias, mas o compacto dará lugar – ainda este ano – ao SUV Yaris Cross.

Mas isso não significa que o Yaris terá a produção interrompida, já que o modelo ainda tem uma boa demanda em mercados de exportação. Como o argentino.

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Escrito por Evandro Enoshita

Repórter, WM1

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