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Carros chineses: as maiores marcas do Brasil

Quais foram as marcas do país asiático que mais venderam automóveis no Brasil no acumulado do ano? Confira a seguir

Evandro Enoshita
Evandro Enoshita

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Antes tratados com desdém, os carros chineses conquistaram o Brasil. Ao ponto de vários desses automóveis de marcas do país asiático terem se tornado objetos de desejo.

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Byd Dolphin Mini Webmotors (42)
Modelo tem foco no uso urbanoCrédito: Ricardo Rollo/Webmotors

E não sem razão. Comparando com os automóveis produzidos no país asiático lá no início dos anos 2010, esses chineses dessa leva mais recente não ficam devendo em nada em relação aos veículos produzidos por marcas consideradas tradicionais e globais.

Dito isso, quais serão as marcas chinesas que venderam mais carros no Brasil em 2026? Confira o top 5 a seguir, feito com base no balanço de emplacamentos divulgado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Carros chineses: as maiores marcas do Brasil em 2026

5. Geely

Prestes a iniciar a produção local de veículos na fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR), a Geely fechou o primeiro trimestre de 2026 com 3.134 emplacamentos e a quinta colocação no ranking das marcas chinesas. Um bom resultado, ainda mais considerando que a marca voltou a operar bem recentemente por aqui.

O retorno da Geely ao Brasil acontece em julho de 2025, com o lançamento do SUV médio elétrico EX5. Mas a Geely ganhou impulso mesmo a partir de novembro, com o lançamento do compacto EX2. Tanto que o hatch a somou 2.474 emplacamentos em 2026. Uma fatia de quase 79% das vendas totais da marca no período.

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Geely EX2 cresce no varejo e ameaça domínio da BYD
Geely EX2 cresce no varejo e ameaça domínio da BYDCrédito: Divulgação

4. Omoda Jaecoo

A Omoda Jaecoo fechou o primeiro trimestre de 2026 com 5.972 unidades emplacadas. Resultado conquistado principalmente com a boa procura pelo SUV médio híbrido plug-in Jaecoo 7 e a ótima aceitação do Omoda 5.

O fator que explica a aceitação do Omoda 5 por aqui é o custo-benefício das versões híbridas autocarregáveis. Apesar do porte médio e do conjunto motriz potente, o modelo tem versões a partir de R$ 164.990. A mesma faixa de SUVs compactos 100% a combustão.

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Menor que o Omoda 7, o Omoda 5 tem tem 4,44 metros de comprimento, 2,61 metros de entre-eixos e porta-malas para 372 litros
Omoda 5 HEV brigará no segmento mais acirrado do mercado: o de SUVs compactosCrédito: Divulgação

3. Caoa Chery

A Caoa Chery pode até ser brasileira e fazer carros aqui no Brasil. Mas acho que vale a sua inclusão aqui na lista, já que os produtos comercializados pela empresa são de uma marca chinesa. E, no acumulado do ano, a companhia registrou 15.720 emplacamentos.

Uma das explicações para o sucesso da Caoa Chery no nosso mercado está na formula de oferecer carros bem equipados por preços abaixo dos de concorrentes diretos. É o caso do Tiggo 7 Sport, um SUV médio que custa menos de R$ 150 mil, e do Tiggo 8 Pro, um modelo de sete lugares de menos de R$ 200 mil.

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Caoa Chery Tiggo 7 Sport 2026 l3/4 de frente branco virado para a esquerda
Tiggo 7 Sport custa R$ 139.990 e hoje é mais barato que o Volkswagen T-CrossCrédito: Ricardo Rollo/Webmotors

2. GWM

Com fábrica em Iracemápolis (SP) e uma segunda unidade industrial confirmada para Aracruz (ES), a GWM é uma das marcas de carros chineses mais consolidadas do mercado brasileiro. E isso fica evidente nos 15.912 emplacamentos registrados pela empresa no primeiro trimestre de 2026.

Resultado que, em boa parte, se deve à boa aceitação do Haval H6 no nosso mercado. Com versões híbridas plug-in e autocarregáveis, o SUV médio cobre uma ampla faixa do segmento e somou pouco mais de 9.000 emplacamentos no ano. O suficiente para colocar o modelo na 11ª colocação do ranking geral de SUVs.

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Qual SUV médio tem o melhor espaço interno?
Qual SUV médio tem o melhor espaço interno?Crédito: Divulgação

1. BYD

Com uma fábrica em Camaçari (BA), a BYD desembarcou no Brasil em 2022 com modelos grandes e de baixa procura, como o SUV Tan e o sedã Han. Mas acabou conhecida mesmo pelo compactos e médios elétricos e híbridos com bom custo-benefício.

Tanto que a BYD fechou o primeiro trimestre com 37.634 unidades. Desse total, o elétrico subcompacto Dolphin Mini (que fechou fevereiro e março como o automóvel mais vendido no varejo) e os SUVs médios híbridos Song Pro e Song Plus morderam uma fatia de 72,6% das vendas da marca no período.

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Carros mais vendidos em junho de 2026
O BYD Dolphin Mini provou que elétricos são viáveis: é o modelo mais vendido no varejo, no BrasilCrédito: Evandro Enoshita/WM1

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Escrito por Evandro Enoshita

Repórter, WM1

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