Fiat Tipo que foi de Nigel Mansell vai a leilão
Hatch especial dado de presente para o campeão britânico de Fórmula 1 está anunciado em site europeu. Quem dá mais?
Patrocinado
De tempos em tempos, carros que pertenceram a campeões mundiais de Fórmula 1 são vendidos por pequenas fortunas. Mas já é possível encontrar uma dessas máquinas por uma soma menor do que a pedida na Europa por um carro popular. Este é o caso do Fiat Tipo 1990 que pertenceu ao piloto britânico Nigel Mansell.

O modelo é oferecido no site Catawiki por um vendedor nos Países Baixos, que espera obter entre 8 mil e 10 mil euros (entre R$ 43 mil e R$ 53 mil) com a venda do “clássico”. Para efeito de comparação, um Fiat 500 Cult com motor convencional, a combustão, parte de 14.994 euros (R$ 80 mil) na Itália.

O hatch foi dado como um presente da Fiat para Mansell após o GP da Itália de 1990. Na época, ele era piloto da Ferrari e ainda não havia garantido o seu único título na categoria, o que só viria dois anos depois pela Williams. De acordo com o vendedor, o carro está em ótimo estado de conservação, e tem apenas pequenos arranhões e marcas de uso normais para um automóvel original com pouco mais de três décadas de estrada.

Apesar de bem mais simples que as Ferrari normalmente dadas como presente aos pilotos de Fórmula 1, o Tipo de Mansell é um exemplar especial. Com o chassi número um milhão, o carro da versão 1.8 DGT (motor 1.8 de 112 cv) tem painel digital, direção do lado direito e foi pintado no tradicional tom verde British Racing Green, indisponível para o modelo na época.

O Tipo só foi licenciado pela primeira vez em janeiro de 1992, e Mansell vendeu o carro em novembro do mesmo ano após ter rodado apenas 425 milhas (cerca de 684 quilômetros). Depois disso, o modelo passou pelas mãos de outros quatro donos, incluindo um concessionário Fiat e um museu, que somaram mais 50.520 milhas (81.000 quilômetros) no hodômetro.
Vida curta no Brasil
O Fiat Tipo teve uma trajetória meteórica no mercado brasileiro. O modelo estreou aqui em 1993, importado da Itália e já com a reestilização visual lançada naquele mesmo ano no mercado europeu. Considerado atual e bem equipado para os padrões da época, tinha preço inicial convidativo. Essa receita levou o modelo a se tornar o carro mais vendido do mercado brasileira em janeiro de 1995. Além da versão de entrada 1.6, com o seu motor 1.6 de 82 cv, o hatch médio foi vendido por aqui nas versões SLX (quatro portas e motor 2.0 8V de 109 cv) e Sedicivalvole, uma desejada configuração esportiva com duas portas e motor 2.0 16V de 137 cv.

O sucesso levou a Fiat a nacionalizar o Tipo em 1996, que ganhou um novo motor 1.6 com injeção multiponto e 92 cv. Mas na mesma época, casos de incêndio causados por um vazamento de fluido hidráulico nas unidades importadas derrubaram a reputação do modelo. Mesmo com um recall o Tipo acabou marcado pelo problema e já em 1997 a marca interrompia sua produção no Brasil. O caso levou a uma forte desvalorização do modelo nos anos seguintes, e o Tipo só recuperou o status de “carro desejável” a partir de 2010.
