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Lecar muda planos, porém ainda sem gerar confiança

Empresa agora planeja vender automóveis elétricos prontos, importados da China – e depois produzi-los localmente

Fernando Calmon
Fernando Calmon

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Os controversos projetos de produção dos híbridos flex Lecar 459 e picape Campo tiveram desdobramentos bastante previsíveis, depois que o Ministério Público Federal começou a investigar o programa Compra Programada.

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Lecar Campo
Lecar CampoCrédito: Divulgação

O dono da empresa, Flávio Assis, declarou ao site CNN Brasil Auto que atendeu a cerca de 90% dos clientes que solicitaram cancelamentos. Entretanto, segundo ele, os projetos continuam “em parceria com a Horse Powertrain e a WEG”.

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Lecar 2
A Lecar chegou a exibir protótipos, mas a produção jamais chegou a ser feitaCrédito: Reprodução/Portal Eletrocar

A parceria parece sugerir que há algum compromisso mútuo entre as partes, em vez de simples encomendas que certamente envolvem garantias prévias. Estas duas empresas não se manifestaram.

Assis, no entanto, continua a sonhar alto. Agora revelou ao site que acertou a produção de um hatch compacto elétrico de cinco lugares, de origem chinesa, sem revelar qual seria a marca. Ele afirma que “depois de procurar as 10 maiores fabricantes da China, em setembro estará em Xangai e, se tudo der certo, vamos abrir vendas de lá mesmo”.

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Antes, teria negociado com a Dongfeng, mas sem resultado. Ele admitiu, com elogiosa sinceridade, ter ouvido da Dongfeng – que está em processo de iniciar vendas no Brasil no próximo mês sob a denominação DFM -, uma declaração pouco diplomática: “Se nem seu povo acredita em você, por que nós deveríamos? Foi duro ouvir isso, mas aconteceu”, afirmou o empresário. Resistir às dificuldades pode ser algo positivo em negociações…

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Lecar Campo Marcelo Jaboulas Autopapo
A picape Lecar Campo foi apresentada durante o Salão do Automóvel de São Paulo de 2025Crédito: Marcelo Jaboulas / Autopapo

O novo plano prevê a importação de carros prontos da China e, depois, a produção a partir de kits semidesmontados (SKD) e completamente desmontados (CKD) na projetada fábrica de Sooretama (ES). Se também tudo der certo, a unidade capixaba em 2030 terá aumento de conteúdo nacional para híbridos e elétricos.

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Escrito por Fernando Calmon

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