Plataforma modular: o que é e quais as principais?
O termo "plataforma modular" tem sido utilizado cada vez mais por marcas de todo o mundo, Você sabe o que significa?
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Você já deve ter ouvido falar ou lido em sites de notícias automotivas o termo “plataforma modular“. Mas você sabe o que isso significa? Tecnicamente, a resposta é simples: uma solução de engenharia encontrada pelas montadoras para produzir vários carros em conjunto e economizando custos. E só.

Mas para quem quiser se aprofundar no assunto, poderíamos falar sobre o assunto por dias. Em termos técnicos – e simplificados-, uma plataforma modular inclui elementos estruturais, mecânicos e eletrônica padronizada que permitem a criação de vários e diferentes tipos de automóveis, com a flexibilidade de poder ser alterada em pontos específicos tanto nas dimensões quanto no incremento de equipamentos.
Plataforma modular: as cinco principais
1. Volkswagen MQB
A plataforma modular Volkswagen MQB talvez seja a mais conhecida do mundo, por ser uma das mais antigas (nasceu em 2012). A sigla alude ao nome “Matriz Modular Transversal” em alemão. Hoje, está em diversos carros da Volkswagen, como Polo, Virtus, Nivus, T-Cross, Jetta, Taos e Tiguan, entre outros. Por pertencer ao Grupo VW, também é usada em alguns modelos de outras marcas do conglomerado, como Audi, Seat e Skoda, por exemplo.
Sua construção é tão avançada que, hoje, se divide em ramificações, conhecidas como MQB A0 – a mais comum, para modelos como Polo e Virtus; MQB IN, ainda mais simplificada, para automóveis de mercados emergentes; e MQB A1, para veículos mais sofisticados (como Jetta, Taos e Tiguan).

2. Chevrolet GEM
O carro mais vendido do Brasil de 2015 a 2020 trocou de plataforma, embora não tenha mudado tanto de visual.
Sim. Desde 2019, o Onix é baseado em uma plataforma modular chamada Global Emerging Markets (GEM), feita pela GM em parceria com a chinesa SAIC para produzir veículos de baixo custo. Onix Plus, Montana, Tracker – e, em breve, também o SUV Sonic -, saem dela.
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3. Toyota TNGA
Esta é de 2015. A Toyota New Global Architecture (TNGA) é uma plataforma usada em modelos da Toyota e também da Lexus. Embora seja modular, tem diversas ramificações (B, C, F, K e L), que variam de acordo com o porte do veículo.
Portanto, a menor é a TNGA-B (que faz o Yaris europeu, por exemplo) e a maior é a TNGA-L, responsável pelos carros de luxo do conglomerado japonês. O Corolla e o Corolla Cross brasileiros são feitos sobre a TNGA-C. Já o Yaris Cross é baseado na Daihatsu New Global Architecture (DNGA). que é uma variação mais simples da TNGA-B.

4. Fiat/Jeep Small Wide
O nome Small Wide não é tão conhecido como as citadas acima, mas a plataforma modular da Stellantis é uma das mais usadas do Brasil. Está nas picapes Fiat Toro e Ram Rampage, e nos Jeep Renegade, Compass e Commander.
No exterior, a plataforma Small Wide também foi usado em modelos das marcas Dodge e Alfa Romeo. E os modelos Argo, Cronos, Strada, Pulse e Fastback? Esses modelos da Fiat usam outras bases.

5. Stellantis Smart Car
Smart Car é o nome usado atualmente pela Stellantis para a antiga base Commom Modular Platform (CMP), criada pela Peugeot-Citroën e lançada em 2018 no DS 3 Crossback.
Projetada para uso em automóveis compactos – eletrificados ou não -, é a base usada nos modelos Peugeot 208 e 2008, Citroën C3, Aircross e Basalt e no Jeep Avenger. Em breve, será estendida também para as próximas gerações dos Fiat Argo, Pulse e Fastback.

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