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Harley-Davidson vê faturamento crescer neste ano

Marca obteve receita de US$ 1,49 bilhão no primeiro trimestre, 5% a mais que no mesmo período de 2021. Mas o lucro caiu

Roberto Dutra
Roberto Dutra

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A Harley-Davidson divulgou seu balanço trimestral de negócios e revelou que teve faturamento maior que no mesmo período do ano passado. Porém, o lucro da empresa sofreu redução. A marca viu seu faturamento crescer no primeiro trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2021: obteve uma receita de US$ 1,49 bilhão entre janeiro e março, 5% a mais que o US$ 1,44 bilhão nos três primeiros meses do ano passado.

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Fábrica Harley Davidson (2)
Fábrica Harley Davidson (2)Crédito: Reprodução da internet
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Fábrica Harley Davidson (4)
Fábrica Harley Davidson (4)Crédito: Reprodução da internet

Mas também houve más notícias. O lucro operacional fechou em US$ 223 milhões, uma queda de 14%. Segundo o relatório da marca americana, “os preços globais foram capazes de compensar a inflação de custos, mas a margem foi impactada negativamente por envios mais baixos devido à contínua escassez de semicondutores“. Ou seja, os preços mais altos da motos impactaram positivamente os negócios, mas a falta de componentes limitou a produção e, consequentemente, as vendas.

Aliás, neste primeiro trimestre, as vendas globais da marca no varejo cresceram 2% em relação ao ano anterior, impulsionadas principalmente pelas regiões EMEA (Europa, Oriente Médio e África), com 28% de crescimento, Ásia-Pacífico, com 16%, e América Latina, com 13%. No entanto, a Harley teve desempenho negativo de 5% na América do Norte – a produção limitada foi apontada como principal motivo.

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Fábrica Harley Davidson (1)
Fábrica Harley Davidson (1)Crédito: Reprodução da internet

A Harley-Davison mantém a expectativa geral para este ano de ampliar seu faturamento entre 5% e 10%, e atingir um crescimento de 11% a 12% na margem de lucro operacional. Já os investimento de capital deverão ficar entre US$ 190 milhões e US$ 220 milhões. A empresa acredita que aspectos como logística e manufatura deverão melhorar um pouco no segundo semestre, à medida em que a oferta de semicondutores se estabilize e os picos de inflação de 2021 sejam superados.


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Escrito por Roberto Dutra

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