Renegade ou Tracker: qual compensa mais em 2026?
Ex-líderes dos SUVs compactos têm preços parecidos. Veja qual faz mais sentido hoje.
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Houve um tempo em que falar de SUV compacto no Brasil era praticamente falar de Jeep Renegade ou Chevrolet Tracker. Os dois já lideraram a categoria, ditaram tendências e ajudaram a consolidar o segmento que hoje domina o mercado.


Mas o jogo virou. Em 2025, o modelo que fechou o ano no topo foi o Volkswagen T-Cross, com 92.837 unidades vendidas, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Nesse mesmo período o Tracker ficou em quinto lugar entre os SUVs, com 60.837 unidades. O Renegade apareceu em décimo primeiro, com 44.793 emplacamentos.
Ainda assim, os dois continuam ali, firmes — e agora com um detalhe interessante: custam praticamente a mesma coisa.
Jeep Renegade ou Chevrolet Tracker, em qual SUV apostar?
Ambos custam praticamente o mesmo: o Renegade Sport 1.3 turbo parte de R$ 118.290, enquanto o Tracker 1.0 turbo automático começa em R$ 119.900. A diferença é de pouco mais de R$ 1.600.
Então a pergunta é inevitável: qual dos dois faz mais sentido hoje?
Motor e desempenho: força ou eficiência?
Aqui a diferença é clara. O Renegade tem motor 1.3 turbo de 185 cv e 27,5 kgfm de torque. É um número forte para a categoria. Acelera de zero a 100 km/h em 9,5 segundos e entrega torque máximo já a 1.750 rpm.
Na prática é um SUV que responde bem, especialmente para quem pega estrada com frequência e/ou gosta de retomadas mais ágeis.

Já o Tracker tem outra proposta. O motor é 1.0 turbo de 117 cv e até 18,9 kgfm de torque. É menos potente, sim — 68 cv a menos — mas também é um carro bem mais leve (1.196 kg contra 1.468 kg do Renegade).
Ou seja, o Renegade é claramente mais forte, enquanto o Tracker é mais contido, porém mais que suficiente para uso urbano e deslocamentos diários.
Se você valoriza desempenho e fôlego, o Jeep entrega mais. Mas se o seu foco é cidade e rotina, o Chevrolet cumpre bem esse papel.
Consumo: aqui o Tracker começa a ganhar pontos
No dia a dia, principalmente no bolso, o Tracker leva vantagem – pequena, mas leva.
Consumo urbano (gasolina):
- Renegade: 11,1 km/l
- Tracker: 11,5 km/l
Consumo rodoviário (gasolina):
- Renegade: 12,4 km/l
- Tracker: 13,8 km/l
A diferença não é significativa na cidade, mas cresce na estrada. Para quem roda bastante, pode pesar.
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Espaço e dimensões: empate técnico, com nuances
Em tamanho, os dois modelos são muito parecidos:
- Comprimento: praticamente igual (o Renegade tem 4,26 metros e o Tracker mede 4,27 metros)
- Entre-eixos: 2,57 metros para ambos
Mas há diferenças importantes.
O Renegade tem 18,6 cm de altura livre do solo, contra 15,7 cm do Tracker. Isso reforça aquela pegada mais robusta, mais “SUV raiz”.
Já no porta-malas o SUV da Chevrolet leva vantagem:
- Renegade: 385 litros
- Tracker: 393 litros

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Equipamentos: propostas diferentes
Os dois têm seis airbags, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa e central multimídia com espelhamento sem fio.
O Tracker adiciona alguns pontos interessantes já na versão de entrada, como chave com sensor de aproximação e partida sem chave, rodas de aço de 17 polegadas com calotas esportivas, faróis dianteiros e luz de condução diurna full-LED e sensor de estacionamento traseiro.
O Renegade, por outro lado, tem rodas de liga leve de 17 polegadas, faróis full-LED e direção com ajustes de altura e profundidade, além de uma construção mais robusta e visual bastante consolidado.
E aqui entra um ponto subjetivo: o Renegade tem uma identidade muito forte. Mesmo quem não entende de carro bate o olho e identifica o Renegade. O Tracker é mais discreto, mas carrega o peso de uma marca tradicional e de alta confiança no mercado brasileiro.

Seguro e revisões: diferença grande no custo de uso
Aqui o cenário muda bastante.
Considerando o mesmo perfil de motorista (homem, casado, residente em São Paulo, uso diário de 18 a 22 quilômetros):
- Seguro Renegade: R$ 7.277,63
- Seguro Tracker: R$ 3.898,36
Praticamente metade do valor.
Nas revisões:
- Renegade (cinco primeiras): R$ 5.268
- Tracker (cinco primeiras): R$ 3.340
Se você olhar para custo total de propriedade, verá que o Tracker é claramente mais leve no orçamento.
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Ex-líderes ainda valem a pena?
O mercado mudou. Hoje há uma concorrência muito mais agressiva. Volkswagen T-Cross e Hyundai Creta dominam o topo da categoria. Mas isso não significa que Renegade e Tracker deixaram de ser boas escolhas. Apenas deixaram de ser protagonistas absolutos.
Se você quer mais desempenho, altura do solo e uma proposta mais robusta, o Renegade entrega mais motor por praticamente o mesmo preço. Se você prioriza economia, seguro mais barato e custo de manutenção menor, o Tracker faz mais sentido.
No fim, talvez o importante não seja mais “qual modelo é o líder?”, mas qual deles combina mais com a sua rotina. E isso, hoje, vale mais do que o título de mais vendido.

