Toyota Hilux está mais tecnológica e potente
Versão SRV, movida a diesel, é tabelada a R$ 247.990 e tende a garantir o título de Rainha das Picapes ao modelo
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- Torque
- 45,9 kgfm a 1600 – 2400 rpm (D)
- Consumo Cidade
- 9,0 km/l (D)
- Consumo Estrada
- 10,5 km/l (D)
- Potência
- 177 cv a 3400 rpm
- Câmbio
- Automática,
6 marchas

Não importa o que faça a concorrência, a Toyota Hilux ainda é a Rainha das Picapes. Se mesmo quando não tinha itens importantes, liderava a categoria de picapes médias em vendas, agora, a tendência é que esse cenário seja solidificado. A linha 2021 significa mais do que um tapinha no visual do modelo importado da Argentina. A Hilux está mais potente e tecnológico.

Aqui, você confere a avaliação da Hilux SRV, a mais em conta equipada com motor turbodiesel e transmissão automática. A versão custa R$ 247.990 e fica uma posição abaixo da topo de linha SRX, que é R$ 32 mil mais cara.
A grosso modo, a diferença no preço se dá pela oferta de equipamentos semi-autônomos e de segurança ativa, que são os maiores atrativos deste que é o segundo facelift sofrido pela oitava geração da picape. Falamos de itens como controle de cruzeiro adaptativo, assistente de manutenção em faixa, sistema de frenagem emergencial, além de alerta de colisão iminente.
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Além desses itens, que já equipam boa parte da concorrência, só a versão topo de linha tem sistema de som da JBL e bancos revestidos em couro perfurado com ventilação. Mas as ausências mais enfáticas são capota marítima, lanternas em LED com novo grafismo, além de faróis full LED.
O curioso é que a versão testada tem faróis de neblina de LED, enquanto os projetores principais não têm o mesmo componente. Antes fosse o contrário.
As luzes auxiliares agora são acompanhadas de novas molduras. O mesmo vale para a grade, que está maior, mais agressiva e tem aplique em preto brilhante. Tal material também decora o conjunto de rodas de 18 polegadas.

Se o visual recebeu mudanças discretas, o porte da Hilux está igualzinho. O comprimento de 5,32 metros de comprimento é muito semelhante ao da Ford Ranger. Já a altura é de 1,81 m, enquanto a largura é de 1,85 m.
Também foram mantidos os números relativos à caçamba, que tem capacidade de carga de 1.000 quilos, enquanto o volume é de 1.000 litros.
Mais desempenho
Mas voltemos a falar sobre novidades. Uma das mais impactantes está no motor, 27 cv mais potente e 5 kgf.m mais torcudo em relação à configuração anterior. Isso se deve ao novo turbocompressor, que está maior e tem geometria variável.
Essas alterações, somadas ao mapeamento de injeção revisado, deixaram a Hilux mais performática e econômica, segundo a montadora. Com 204 cv a 3.400 rpm de potência, a picape agora está em pé de igualdade com as rivais. A exceção é a Volkswagen Amarok V6 e seus exagerados 256 cv.
Já o torque chegou a 50,9 kgf.m a 2.800 giros. É o dobro de força em relação ao conjunto 2.7 flex, que não trouxe alterações na nova linha.

É difícil apontar um senão ao desempenho da picape fabricada na argentina. O modelo tem pujança na estrada e pegada valente no off-road. Com os botões Eco e Power, é possível escolher qual a tocada mais adequada para o tipo de viagem.
Houve alterações ainda na suspensão e direção, com o intuito de deixar a picape mais confortável. Mas os ajustes não surtiram efeitos tão nítidos na prática. Fato é que a direção continua com assistência hidráulica em vez de elétrica – só Ford Ranger e Chevrolet S10 possuem o sistema mais moderno no segmento.
Já uma alteração que também não deve ser sentida, mas pelo lado positivo, tem a ver com a transmissão. Agora, ela tem diferencial de gestão eletrônica. Isso significa que, em uma estrada com lama, se uma roda patinar, o sistema identifica rapidamente a situação e envia mais força para a roda que ainda tem tração, e evita, assim, uma enrascada ainda maior.
Quanto aos demais itens off-road, tudo segue igual. Há tração 4×4 com reduzida, que pode ser facilmente ajustada no painel. O mesmo vale para assistente de reboque e de subida, além do diferencial auto-blocante, de série na versão SRV.

Itens de série da Toyota Hilux
Outros equipamentos de destaque são volante multifuncional revestido em couro com ajuste de altura e profundidade, ar-condicionado digital, chave presencial com partida por botão, bancos revestidos em couro com ajuste elétrico para o assento do motorista, sete airbags, além de controle de cruzeiro.
A central multimídia de sete polegadas é outro equipamento de destaque que passou por atualização, finalmente, com os sistemas de pareamento Android Auto e Apple CarPlay. No entanto, só funcionam via cabo.
Embora seja uma novidade positiva e tenha ainda câmera de ré e TV digital, a tela não tem a mesma nitidez e resolução apresentada por modelos rivais. Basta fazer um rápido paralelo com a Ranger para chegar a tal percepção. Aliás, a picape da Ford pode ser considerada o bastião da conectividade na categoria.

Mas o maior problema é que a Hilux ainda mantém itens antiquados mesmo para uma picape raiz. A famosa canetinha ainda marca presença no cluster, enquanto o reloginho digital que nos remete a um Ford Del Rey segue no centro do painel.
Outro item difícil de entender é a costura que envolve boa parte do acabamento interno. Seria adorno caprichado, caso o revestimento fosse em couro. Como se trata de plástico rígido, o enfeite não transparece autenticidade.
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Em relação ao pós-venda, a Hilux não apresenta os valores mais em conta. Tanto as revisões, quanto o seguro só não são mais caros do que a Volkswagen Amarok. A apólice mais em conta no AutoCompara é de R$ 7.152,59, enquanto a soma dos seis primeiros serviços de revisão chega a R$ 8.336.
Apesar de ainda cometer alguns vacilos em relação a acabamento interno e conectividade, além de apresentar valores de manutenção salgados, a Toyota Hilux ainda é uma das picapes médias que melhor consegue equilibrar boas soluções de desempenho, segurança e conforto. A tendência é que continue a assegurar a fidelidade do consumidor que não troca o modelo japonês de jeito nenhum.

Prós
- Desempenho
- Consumo de combustível
Contras
- Conectividade
- Acabamento interno

Ficha Técnica
Comparar veículo- Motor – D-4D
- Câmbio Automática, 6 marchas
- Tração Integral parcial
- Potência 177 cv a 3400 rpm
- Torque 45,9 kgfm a 1600 – 2400 rpm (D)
- Velocidade Máx. 180 km/h
- 0-100 km/h 11,2 s
- Consumo Cidade 9,0 km/l (D)
- Consumo Estrada 10,5 km/l (D)
- Comprimento 5330 mm
- Largura 1855 mm
- Altura 1815 mm
- Entre-eixos 3085 mm
- Altura em relação ao solo 286 mm
- Capacidade do tanque de combustível 80 litros
- Peso Líquido 2085 kg
- Carga Útil 1005 kg
- Rodas e Pneus Liga leve, 265/65 R17 (diant.) / 265/65 R17 (tras.)
- Airbags 8 – Dianteiros, laterais dianteiros e de cortina
- Assistente de controle em subidas Possui
- Assistente de controle em descidas Possui
- Piloto automático Convencional
- Start-Stop Possui
- Sensor crepuscular (auto) Possui
- Assistente de estacionamento – sensor Traseiro
- Assistente de estacionamento – câmera De ré
- Direção com assistência Hidráulica
- Direção com ajuste Altura e profundidade
- Volante multifunções Possui
- Ar-condicionado Automático
- Computador de bordo Possui
- Número de lugares 5 lugares
- Material principal dos bancos Couro
- Banco do motorista com ajustes elétricos Possui
- Chave Inteligente/Presencial Possui
- Botão de ignição/start button Possui
- Vidros elétricos dianteiros Sist. um toque para motorista
- Vidros elétricos traseiros Convencional
- Travas elétricas Possui
- Ajuste retrovisor elétrico Possui
- Alarme – com acionamento à distância Possui
- Sistema de áudio Toyota Play
- Tela Multimídia 7 sensível ao toque com GPS Integrado
- Número alto-falantes 6
- Espelhamento com Smartphone Apple CarPlay + Google Android Auto
- USB Possui
- AUX-in Possui
- Bluetooth Possui
- Garantia total 60 meses
- Branco Polar R$ 0,00
- Cinza Granito R$ 1.650,00
- Prata Névoa R$ 1.650,00
- Preto Attitude R$ 1.650,00
- Vermelho Volcano R$ 1.650,00
- Pintura Métalica R$ 1.650,00
Pontuação do Especialista
Toyota Hilux
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No bolso Preço, itens de série, seguro, revisões, consumo e garantia: o impacto real do veículo no seu orçamento, da compra à manutenção.
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Vida a bordo Conforto, ergonomia, qualidade dos materiais, espaço interno e porta-malas: como é a experiência real de motorista e passageiros no dia a dia.
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Desempenho Aceleração, retomadas, frenagem e consumo de combustível ou energia: tudo sobre a performance real do veículo nas estradas e no cotidiano.
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Opinião do Especialista Pontos fortes, limitações e veredicto final: a análise técnica e imparcial de quem entende de carro sobre custo-benefício e posicionamento no segmento.
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Avaliamos cada veículo com base em critérios como consumo de combustível, custo-benefício, tecnologia, inovação em design, segurança, desempenho e muito mais.