VW Polo GTi, o primeiro passo no mundo esportivo
Pequeno foguete é o 1º esportivo dos sonhos – pena ser caro…
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– Inicie-se no mundo dos carros esporte com o VW Polo GTi. As razões virão a seguir, mas adianta-se que esse é um carro capaz de dar muito prazer tanto a quem está começando nessa vida quanto a quem está habituado a ela. O problema é seu preço. Sem qualquer opcional, o pequeno foguete é vendido em pacote fechado de equipamentos por R$ 99.800,00.
Nada melhor do que uma sucessão de curvas travadas tomadas rapidamente para comprovar a agilidade e o bom acerto do Polo GTi. Controle de estabilidade ESP desligado, freia-se forte, elevando o giro do motor, ataca-se a curva e percebe-se o bom equilíbrio do esportivo. Os pneus Dunlop 205/45 R16 montados em rodas de 16 polegadas calçam o GTi perfeitamente e ainda trazem o charme de ter o nome gravado na banda de rodagem.
As suspensões são muito bem acertadas e transmitem a sensibilidade ideal a um esportivo. O conjunto dianteiro, independente tipo McPherson, garante tração em saídas de curva, ainda que o carro não tenha diferencial autobloqueante. A traseira, por eixo de torção, também ajuda a sentir quão mal-conservadas são algumas de nossas estradas.
A carroceria mostra sua grande rigidez torcional e inclina pouco. O comportamento do Polo é quase neutro, tendendo bem pouco ao subesterço sair de frente. Pé no fundo novamente, em vez do esportivo arrastar para fora da curva, é na direção que se aponta o volante que ele vai. Perfeito em aderência e retomada de velocidade – além de seguro, pela acentuada estabilidade. Sua direção é precisa, mas há outras mais rápidas relação de 15,84:1; a do Civic Si é de 13,6:1, mais arisca.
O motor, produzido pela Audi, é o quatro-cilindros de 1,8 litro de cilindrada e 5 válvulas por cilindro 3 para admissão, 2 para escapamento, com bloco de ferro fundido e cabeçote de alumínio, com duplo comando. A potência máxima de 150 cv vem a 5.800 rpm. A partir daí o motor perde rendimento, devido ao tamanho da turbina, que é menor e destinada a render melhor em baixa rotação. O corte de injeção ocorre a 7.000 rpm.
A relação peso/potência é de 7,76 kg/cv, que é boa, mas não chega a chamar a atenção. O que enche os olhos e anima o motorista é o torque disponível para o carro de apenas 1.164 kg. São 22,4 kgfm muito bem distribuídos na faixa de 1.950 rpm a 4.500 rpm. Como comparação, o motor cinco-cilindros de 2,5 litros do VW Jetta gera 23,2 kgfm para mover os 1.468 kg do sedã.
Isso significa que, cruzando a 120 km/h e com o motor trabalhando a apenas 3.000 rpm, basta um leve toque no acelerador para que o Polo GTi estilingue para a frente e ganhe velocidade. Essa pronta resposta passa muita segurança e pode ajudar na hora de livrar-se de um caminhão que ameaça cruzar a pista, por exemplo. A 140 km/h o conta-giros está aponta 3.500 rpm. Segundo a VW, o GTi chega a 216 km/h e acelera de 0 a 100 km/h em 8,2 segundos.
Seus números de consumo são razoáveis. Aferindo pelo computador de bordo, em que a informação é em litros por 100 km, o resultado “traduzido” para o habitual ao brasileiro é de 11 km/l na estrada. Isso rodando tranquilamente, sem exigir do acelerador. No trecho sinuoso a que o carro foi submetido o número caiu para 5 km/l. Na cidade, beneficiando-se com parcimônia da agilidade do Polo, foram 7 km/l. Com o tanque de apenas 45 litros, sua autonomia é reduzida: mantido o consumo moderado na estrada, tem-se 495 km, suficiente para ir de São Paulo ao Rio de Janeiro e voltar, mas sem abusar na subida da Serra das Araras.
Os freios são a disco nas quatro rodas dianteiros de 288 mm e traseiros de 232 mm, com as pinças pintadas em vermelho – ficam mais evidentes no GTi prata. São equipados com sistema antitravamento ABS e EBD, que distribui as forças de frenagem. No carro há no painel a tecla “Set”, que serve para identificar se há problema de pressão nos pneus.
Xadrez nos bancos
O Polo GTi é bem-acabado internamente. Seus bancos possuem revestimento de tecido, com a sigla em baixo-relevo no encosto e padronagem xadrez, com linhas vermelhas. Têm estilo para o qual há quem torça o nariz. Mas para aquilo a que se destinam, acomodar confortavelmente motorista e passageiro, garantindo apoio lateral em curvas, são corretos. Têm a firmeza adequada, colaborando para a perfeita posição de dirigir em que ajuda o ajuste do volante em altura e distância.
Seu volante é o mesmo do Polo “normal”, apenas recebendo revestimento de couro e aplique em alumínio no miolo alusivo à versão. Poderia ser outro, com desenho diferenciado, como no novo Golf GTi, que será apresentado no final de março. Ainda assim, tem diâmetro adequado e boa empunhadura, sem prejuízo à dirigibilidade do carro. Seu sistema de som tem fidelidade sonora razoável e o toca-CD não lê arquivos MP3.
Destaca-se pelo baixo nível de ruído na cabine em velocidade de cruzeiro 120 km/h. Mas basta pressionar o acelerador para que o rondo produzido pelo 1,8-litro turbo se manifeste. “Parece ronco de carro italiano”, observou o fotógrafo Venício Zambeli ele mesmo descendente de italianos. Que os alemães da VW não o ouçam.
Seu espaço interno é o que se espera de um compacto. Com 2,46 metros de distância entre eixos, é um carro destinado, no máximo, a um casal jovem com filho pequeno há fixação Isofix no banco traseiro, para cadeira de criança. E que não leve muita bagagem, pois o porta-malas tem apenas 281 litros de capacidade. O espaço no banco traseiro é escasso e para apenas duas pessoas, desde que não sejam altas. Mas o melhor é apreciar o Polo GTi sozinho – ou, quem sabe, muito bem acompanhado, desde que seja por uma pessoa apenas.
O objetivo da Volkswagen ao importar da Alemanha o Polo GTi foi, mais do que explorar um nicho de mercado, melhorar e rejuvenescer a imagem do Polo no País. O modelo está disponível apenas nas cores prata e vermelho, como o avaliado pelo WebMotors. Na prata, fica mais evidente o filete vermelho que marca o “V” na grade dianteira.
Para quem gosta de personalização, a VW está desenvolvendo um “kit” para os proprietários de Polo hatch 1.6 que queiram torná-lo semelhante ao GTi. Esse pacote de equipamentos ainda não está à venda, mas deverá, em breve, ser encontrado na rede da marca.
Todas as 30 unidades trazidas inicialmente foram vendidas. A VW pretende manter o programa de importação sob encomenda, com previsão de um volume de apenas 50 unidades anuais. Certamente o Polo GTi se tornará outro clássico esportivo no futuro…
Curiosidade: a sigla GTi tem origem nos anos 1970 e significava Gran Tourism Injection. Hoje, seu uso se dá mais pela tradição é usada há décadas em esportivos Volkswagen do que propriamente por seu significado. Afinal, atualmente todos os motores possuem injeção eletrônica e o carburador é coisa do passado distante.
Volkswagen Gol GTi Nissan Sentra 2008
Renault Mégane Grand Tour x Toyota Fielder
Rolls-Royce Phantom
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