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Semana Nacional do Trânsito tem bem pouco a comemorar

Apesar de campanhas educativas, trânsito brasileiro ainda enfrenta problemas de fiscalização, segurança pública e legislação

Fernando Calmon
Fernando Calmon

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Realizada sempre de 18 a 25 de setembro, a Semana Nacional do Trânsito é uma inciativa de mérito do Sistema Nacional de Trânsito. Este ano, há ações da Secretaria Nacional de Trânsito, da Polícia Rodoviária Federal, prefeituras, escolas e concessionárias de rodovias voltadas para a educação para o trânsito e respeito às normas de circulação.

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Crédito para motoristas de aplicativo: governo libera financiamento com juros reduzidos para carros novos
Crédito para motoristas de aplicativo: governo libera financiamento com juros reduzidos para carros novosCrédito: Getty Images / luoman

Destaque para o Observatório Nacional de Segurança Viária pela campanha educativa “O que a pressa não deixa você ver”. Foca em diferentes atores do trânsito e reforça atitudes de cuidado, respeito e responsabilidade, como manter distância, respeitar pontos cegos e ter paciência.

Trânsito não deveria ser campo de guerra

No entanto, há assuntos que se arrastam sem solução efetiva.

Um deles é o uso indiscriminado de películas escurecedoras nos vidros dianteiros, que muitos motoristas usam por medo de assaltos e da onda atual de gangues quebra-vidros.

Difícil achar uma solução, pois a falta de fiscalização contínua com medidores de transmitância luminosa acaba por reconhecer indiretamente que existe um grave problema de segurança pública.

Outra situação embaraçosa é sobre leis municipais que proíbem a atuação de guardadores de carros (conhecidos como “flanelinhas”) para achacar motoristas em estacionamentos nas vias públicas.

Contudo, há uma regulamentação federal desde 1975 que permite a atuação de guardadores registrados. Um destes “flanelinhas”, acredite, apelou ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Desde meados do ano passado, a prefeitura de Porto Alegre (RS) defendeu sua competência neste assunto e até agora não houve decisão final. E esse tipo de impasse desvia a atenção da segurança de trânsito, que realmente importa.

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Uma boa comemoração vem do exterior: a União Europeia (UE) celebra agora 30 anos de legislação sobre segurança veicular.

Normas rigorosas de testes de colisão entraram em vigor em 1998 – o número anual de mortes no trânsito foi reduzido em mais de dois terços: passou de 64 mil para 19.400, em 2025. Além disso, o número de feridos graves caiu de meio milhão para cerca de 100 mil. Ou seja, quase 900 mil vidas foram poupadas ao longo destes 28 anos.


Fernando Calmon

Escrito por Fernando Calmon

Repórter, WM1

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