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Acordo Europa e China sobre invasão de carros indica caminho para o Brasil

União Europeia (UE) fechou acordo de quatro anos para limitar importações de automóveis chineses híbridos e híbridos plugáveis

Fernando Calmon
Fernando Calmon

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A União Europeia (UE) resolveu agir e acaba de emplacar um acordo inicial por quatro anos para limitação das exportações provenientes da China, especificamente de carros híbridos e híbridos plugáveis. Segundo a agência de notícias Reuters, autoridades do país asiático disseram que a China não era a causa principal dos problemas da UE, mas sim um parceiro na sua resolução.

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Europa começa a reavaliar incentivos para carros elétricos
A Europa começou a reavaliar os incentivos para carros elétricos em agosto de 2025Crédito: Reprodução/theicct.org

Trata-se, na realidade, de resposta em tom diplomático a uma “invasão” anterior de automóveis 100% elétricos. Para o presidente da França, Emmanuel Macron, a medida permitirá “proteger melhor o mercado europeu contra a concorrência desleal”, de acordo com a agência de notícias France Press.

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Carros novos mais baratos para fugir do rodízio em São Paulo: MG 4 Urban
Cinco anos atrás, apenas 1% do mercado na Europa era ocupado por produtos chineses. Agora, já está em 10%Crédito: Evandro Enoshita/Webmotors

Cinco anos atrás, apenas 1% do mercado na Europa era ocupado por produtos chineses. Agora, já está em 10%. Com o acordo, haverá uma cota limitada a 300 mil híbridos/ano. Ainda como grande importadora de petróleo, a China estimulou com altos subsídios a migração para elétricos e híbridos, além de impor restrições ao acesso das marcas europeias ao seu gigantesco mercado interno de cerca de 30 milhões de veículos por ano.

No entanto, este volume já dá sinais preocupantes de certa saturação e a ordem do governo de partido único foi exportar a qualquer custo. Fábricas de marcas chinesas já resolveram se instalar no continente europeu para contornar a situação. Terão que lidar com combativos sindicatos de operários, além de outros custos explícitos e implícitos.

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Na China há sindicatos, contudo sem confrontar o governo central com greves. Quanto ao Brasil, as reações do Governo Federal são lentas e passam a impressão de continuar com a longa sinalização de “boas vindas”. Demorou muito até aumentar alíquota máxima do imposto de importação para “camaradas” 35%, em contraste a outros países.

Na União Europeia, a alíquota máxima é de 48%, e pode chegar a 64% dependendo do fabricante. Nos EUA, a taxação para automóveis chineses começa em 125% e chega a estratosféricos 247%.

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Elétricos recebem atenção das montadoras na Europa
Na União Europeia, a alíquota máxima para automóveis chineses pode chegar a 64%; nos EUA, a taxação chega a 247%Crédito: Reprodução

Obviamente, nosso País não deve se aproximar destes extremos. Porém, os 35% continuam a significar mais um “convite” do que realmente alguma barreira, a fim de preservar empregos e a saúde financeira da longa cadeia produtiva nacional.

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Escrito por Fernando Calmon

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