Jeep Compass ganha conjunto híbrido na linha 2027
SUV ganha sistema MHEV de 48 Volts nas versões mais caras, mantém motor 1.3 e tem poucas novidades antes de mudar de geração
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Demorou, mas o Jeep Compass agora é híbrido. Híbrido leve, na verdade. Isso porque a linha 2027 do SUV médio, revelada nesta segunda-feira (19/10), estreia o sistema MHEV de 48 Volts, que promete reduzir o consumo de combustível em até 11%.

Só que existe um detalhe importante nessa notícia: a eletrificação não chega a todas as versões e, principalmente, não transforma o Jeep Compass em um SUV híbrido capaz de rodar só com eletricidade.
A novidade fica restrita às configurações Longitude Night Eagle e Série S, ambas equipadas com o motor 1.3 turboflex de até 176 cv de potência. Esse conjunto elétrico funciona como assistente do motor a combustão: recupera energia nas desacelerações e ajuda em acelerações. Não há tomada (ou qualquer tipo de conexão por plug), nem rodagem puramente elétrica.
Aliás, a versão híbrida de entrada é a novidade mais interessante: o Jeep Compass Longitude Night Eagle MHEV custa R$ 206.990, R$ 7 mil a mais que o Longitude convencional, de R$ 199.990. Além do sistema de 48 Volts, tem rodas de 19 polegadas diferentes e acabamento externo escurecido.
Já o Compass Série S MHEV sai por R$ 233.990 – e aqui há uma informação que merece atenção: apesar de ganhar o conjunto eletrificado, a versão topo com motor 1.3 manteve o preço da linha 2026. Ou seja, a Jeep aplicou o sistema híbrido no carro sem repassar aumento para a configuração.
Estes, agora, são os valores da da linha Jeep Compass 2027:
- Jeep Compass Sport 1.3 flex: R$ 174.990
- Jeep Compass Longitude 1.3 flex: R$ 199.990
- Jeep Compass Longitude Night Eagle MHEV 1.3 flex: R$ 206.990
- Jeep Compass Série S MHEV 1.3 flex: R$ 233.990
- Jeep Compass Blackhawk 4×4 AT9 2.0 flex: R$ 278.990
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O que mais muda no Jeep Compass 2027
Na opinião da equipe do WM1, aplicar o conjunto MHEV no Jeep Compass, o SUV médio mais vendido dos últimos nove anos, é uma estratégia inteligente. Principalmente porque o SUV passa a ter a possibilidade de eletrificação em uma categoria em que híbridos completos não são mais novidade.
Vale lembrar que Toyota Corolla Cross, BYD Song Pro e GWM Haval H6, por exemplo, têm sistemas capazes de movimentar o carro apenas com eletricidade. O Jeep Compass, por ora, tem outra proposta: manter a experiência de um SUV convencional e usar a eletrificação leve apenas para melhorar eficiência.
Isso explica por que os 176 cv do motor 1.3 flex não mudaram. Na prática, o motorista não terá um Jeep Compass mais potente, e sim um SUV que pode ter um consumo ligeiramente melhor. Segundo a marca, a redução pode chegar a 11%, embora o resultado varie conforme as condições de uso.
Fora a mecânica, as mudanças são discretas: o Jeep Compass também ganha novas rodas, de 18 ou 19 polegadas conforme a versão, uma nova cor chamada “Slash Gold” e acabamento mais sofisticado.
Vale destacar, entre as mudanças na parte interna, que as versões S e Blackhawk (as duas mais caras) passam a ter revestimento em suede no painel e nas portas.
Mais segurança
A Jeep também comunica que a parte de segurança evoluiu na linha 2027. Segundo a marca, o pacote ADAS nível 2 do Compass – que já incluía recursos como piloto automático adaptativo, frenagem autônoma de emergência e centralização em faixa -, foi reforçada com sensor de ponto cego e alerta de tráfego cruzado traseiro na versão S.
Em resumo, é uma atualização necessária, mas nada estética – até porque o Jeep Compass deve ganhar uma nova geração no ano que vem. A missão da linha 2027, portanto, é manter o SUV competitivo por mais algum tempo, agora com uma dose de eletrificação.
Para quem usa o carro no dia a dia, representa uma leve melhora no consumo. E para quem mora em São Paulo, também significa isenção do rodízio semanal.

