Ao que tudo indica, a criação da Heritage Deadwood está conectada à política da nova gestão da marca americana de atrair novos -e mais jovens - compradores. Com visual clássico como o próprio nome entrega, cheio de cromados e acessórios, a Heritage Classic tradicional sempre foi um modelo voltada para um público mais velho.
Para justificar as "inspirações", a Deadwod tem aparência escurecida, sombria e minimalista. Tanque e para-lamas são pintados na cor Black Denim, uma espécie de preto fosco, enquanto as tampas laterais vêm em preto brilho, mas em tom discreto. A única cor "viva" aparece nos grafismos "Harley-Davidson" estampados nos dois lados do tanque, que naturalmente tem a forma de gota.
A clássica calota no lado direito da roda dianteira, a tampa redonda do filtro de ar e a grande tampa no lado esquerdo do motor também são neste tom preto mais evidente, mas o escape 2x1 também é em preto fosco. O motor, por sua vez, combina as cores preta e prata.
Mais acima, a Heritage Deadwood mostra que é moto para apenas um motoqueiro malvadão solitário: tem banco solo. E, ao contrário das clássicas Heritage Classic, nada de alforges nem encosto para garupa.
As exceções em acessórios são as os habituais faróis auxiliares, as pedaleiras plataforma para o piloto e o para-brisa, que volta a ter a parte inferior pintada na cor preta, como nos modelos lançados em 2018. Detalhe, aliás, que causou certa polêmica na época. As rodas, por sua vez, são raiadas, com aros na cor preta e raios na cor prata.
À frente do piloto, o painel de Instrumentos é o mesmo das outras Heritage: analógico para velocímetro e display digital inferior para informações de hodômetros, nível de combustível, marcha engatada e outras.
Veja também
Como tem sido habitual nas Harley-Davidson, a Deadwood tem piloto automático, controle de tração, ABS duplo e monitoramento de pressão dos pneus. Preço lá nos Estados Unidos: US$ 17.999, ou cerca de R$ 92 mil em conversão direta. Se vier para o mercado brasileiro, será somente no ano que vem.
Comentários