Já estamos na alta temporada dos encontro de motociclistas e eventos ligados ao mundo das duas rodas. O tradicional Bike Fest Tiradentes, em Tiradentes (MG), rolou na emana passada e o o maior do País, o Capital Moto Week, em Brasília (DF), já está marcado: será entre 2 de julho e 1º de agosto.
Então é uma boa hora para lembrar dos cuidados necessários com a moto antes de pegar a estrada, e também como fazer um bom planejamento de viagem. Reunimos aqui um bom material para o caro leitor que viaja de moto se precaver e reduzir os riscos de imprevistos. Confira abaixo
É claro que, para pegar a estrada em viagens - principalmente longas -, a moto deve estar revisada em concessionária ou oficina de confiança. Mas você mesmo pode fazer um importante check-up em casa, mesmo. As dicas abaixo são da equipe técnica da Yamaha Motor do Brasil.
Para começar, ligue a moto e verifique se há possíveis ruídos anormais, Em seguida, siga a lista de verificação chamada de T-CLOCS (ou T-CLOCK), que foi desenvolvida pela Motorcycle Safety Foundation (MSF).
A Motorcycle Safety Foundation (MSF) é uma organização nacional sem fins lucrativos, fundada em 1973 em Irvine, California, nos Estados Unidos. A entidade promove a segurança dos motociclistas por meio de educação baseada em pesquisas, programas de habilitação de condutores e campanhas de conscientização pública. Patrocinada pelos principais fabricantes de motocicletas, é o principal recurso de segurança para motociclistas americanos de todos os níveis de habilidade.
A sigla T-CLOCS (ou T-CLOCKS) é usada para que nos lembremos das partes da motocicleta que devem ser verificadas antes de cada uso. É importante lembrar que o motociclista deve consultar e ler o manual do proprietário da motocicleta antes de sair para rodar.
Usando cada letra do T-CLOCS, o motociclista deve executar uma inspeção pré-pilotagem na motocicleta:
Além de tudo isso, outra dica: evite viajar com a moto logo após uma revisão na oficina. Nesse caso, antes rode com ela por alguns dias para ter a certeza de que nada ficou frouxo, solto, malfeito, esquecido ou pendente. É difícil, mas acontece. Não deixe para descobrir problemas quando estiver na estrada.
Os grandes viajantes da história já provaram e comprovaram: viagens bem planejadas têm muito mais chances de serem melhores e de darem certo, e são menos vulneráveis a contratempos. Então, se sua viagem é média ou longa, planeje.
Use o Google e o Maps para ver lugares seguros e confortáveis para as paradas, onde vai abastecer, ou pernoitar, e até em que lugar poderá encontrar socorro em caso de problemas com a moto. Se puder, faça um seguro-viagem: já existem opções desse tipo de produto que você contrata somente para o período de passeio, com preços muito acessíveis.
Separe sobre uma cama tudo o que pretende levar, de roupas a utensílios. Em seguida, veja de que maneira você pode diminuir esses volumes. Calcule o que será usado a cada dia, em cada situação.
Será que é preciso levar tantas blusas e calçados? A regrinha vale para pilotos solitários e, mais ainda, para aqueles com uma companhia - afinal, nesse caso a bagagem duplica. E lembre-se de levar os planos "B": chave reserva da moto e, se você usa óculos assim como eu, leve mais um na bagagem!
E falando em extras, vale a recomendação: leve algumas peças de reserva - daquelas pequenas e simples, mas cuja falta em uma emergência pode ser grande. Por exemplo, itens como câmaras de ar (se a sua moto usar), fita isolante, fusíveis, abraçadeiras de plástico/nylon e safa-onça podem savar sua viagem.
Bagagens definidas, é hora de pensar em como os volumes serão acomodados. Às vezes é melhor levar tudo em uma única bolsa, grande. Mas em outras vale distribuir os volumes por duas ou três bolsinhas menores.
Nas motos só com bagageiro ou baú traseiro, ou mesmo só com grelha e sissy-bar (o popular encosto para garupa), a primeira opção funciona bem. Naquelas com alforges rígidos ou de lona, ou com baús laterais, naturalmente é melhor distribuir os volumes.
A organização da bagagem varia de acordo com a moto, mas uma coisa não muda: os volumes mais pesados devem sempre ficar embaixo e os mais leves, em cima. Isso centraliza pesos e massas e evita desequilíbrios e até a perda de bagagens pelo meio do caminho.
Também é importante equilibrar o peso nos alforges ou baús laterais, para que um lado não fique mais pesado do que o outro. Outra dica: deixe tudo bem organizado e compartimentado, para ter fácil acesso a qualquer coisa em caso de necessidade. Objetos grandes ou mais pesados devem ser levados lá atrás, presos à grelha. E, importante: deixe as capas de chuva bem acessíveis, para poder vesti-las rapidamente caso isso seja necessário.
Evite levar objetos sobre o tanque ou amarrados ao guidom - eles podem, eventualmente, atrapalhar a pilotagem e até levar a quedas. Mesmo as mochilas com base magnética, feitas para serem presas no tanque, podem te atrapalhar.
Nos baús e alforges é fácil: organize tudo ali dentro e feche bem fechado. Para garantir que os volumes não ficarão molhados em caso de chuva, bote tudo sempre dentro de sacos plásticos.
Barracas de camping devem ser amarradas com redes, em posição horizontal, sobre a grelha ou bagageiro. Sem baú nem alforges, prenda na grelha e no sissy-bar com a melhor amiga do motociclista: a redinha.
E não só uma, e nem só com ela - use duas ou mais redinhas e também extensores elásticos, passe-os em "X", para ter certeza de que nada ficará pelo caminho. Aqui também vale a dica de acomodar tudo dentro de sacos plásticos, para o caso de chuva.
Quem viaja de moto para acampar inevitavelmente leva barraca e colchonete. Estes dois objetos, que têm mais volume do que peso, devem ser presos à moto em posição horizontal, para baixar o centro de gravidade.
Se sua moto é uma custom à moda motoqueiro malvadão, só com aquele sissy-bar alto "easy-rider", aí não tem jeito: faça com que barraca e colchonete se tornem um só volume, enrole um no outro, e prenda-o na vertical, atrás do garupa, com as redes e extensores elásticos. Dica preciosa: leve protetor solar e repelente de insetos!
E chegou a hora de viajar. Aí, valem as dicas de segurança. Se você não conhece a estrada que vai percorrer, informe-se. Respeite a sinalização, que não está lá por acaso, e evite manobras e ultrapassagens perigosas. E lembre-se: o trânsito não é uma competição e as estradas não são autódromos.
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