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Linha do tempo: os 50 anos da Honda CG

De geração em geração, a evolução da Honda CG salta aos olhos. Mas a essência de simplicidade e de robustez continua lá

por Roberto Dutra

Ao longo de seus 50 anos, a Honda CG teve muitas mudanças, versões e séries. Atualmente a moto está em sua décima geração, acaba de ganhar uma série especial comemorativa batizada de "CG 50 Anos" e o WM1 conta a história desta best-seller sobre duas rodas.
Podemos ver na moto uma melhoria contínua de um produto que já nasceu bom, fato confirmado pelo sucesso de mercado - a CG é a moto mais vendida do país praticamente desde seu lançamento. Confira abaixo os detalhes e as principais novidades de cada geração.

A Honda CG ao longo de seus 50 anos

1ª Geração (1976-1982)


Nasce a Honda CG 125 - tem início 45 anos de história. Essa primeira versão ganhou o apelido de “bolinha” devido ao visual todo arredondado - e com lindos cromados. O motor monocilíndrico quatro tempos rendia modestos 10,4 cv, mas rapidamente ganhou fama por sua durabilidade e manutenção barata e fácil. A Honda dizia que a moto era capaz de fazer até 57 km/l. O garoto propaganda foi o jogador de futebol Pelé, o atleta do século. Em 1981, vieram a versão a álcool e o câmbio de cinco marchas (ainda todas para baixo).

2ª Geração (1983-1988)


A CG passa a ter linhas um pouco mais retas e fica um tanto mais encorpada. Algumas peças cromadas passam a ser pintadas. A moto ganha balança traseira mais longa, guidom mais alto, pneus maiores e tanque também maior, para 12 litros. Uma mudança importantíssima é feita no sistema elétrico, que passa de 6 para 12 volts. O carburador recebe o sistema Ecco — que melhorava o fluxo para evitar falhas nas acelerações mais severas.
Em 1985 veio o câmbio de cinco marchas com a primeira para cima. Em 1988, nasce a primeira versão Cargo, voltada para frotistas. Tinha banco apenas para o piloto, bagageiro grande, quadro e roda traseira reforçados e balança alongada em 8 cm.

3ª Geração (1989-1994)


É lançada a CG 125 Today, que chega com amortecedores traseiros reguláveis, ignição eletrônica (adeus platinado!), balança traseira 3,5 cm mais comprida, painel e banco diferentes e quadro reforçado. Em 1991, a moto sofre 69 alterações no motor e 74 no chassi. Assim, melhora o desempenho e a resistência do conjunto.

4ª Geração (1995-1999)


Nasce a primeira CG 125 com o sobrenome Titan, que nunca mais foi abandonado. A moto chega com desenho todo reformulado e cerca de 90 alterações técnicas, como tanque para 13 litros. A qualidade efetivamente foi aprimorada e um dos resultados foi a exportação da moto para Portugal, França e Inglaterra.
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5ª Geração (2000-2003)


A Titan sofre novas alterações de estilo e ganha banco mais largo e com duas seções, guidom mais alto e farol redondo, entre outras novidades. E passa a ter as versões KS (partida por pedal e freio dianteiro a tambor) e ES (partida elétrica e freio tambor). Pouco depois, surge a intermediária KSE (pedal e elétrica, e freio a tambor). É desta geração a série especial dourada criada para comemorar a produção de 5 milhões de unidades.

6ª Geração (2004-2009)


A moto ganha motor de 150 cm³ de 14,2 cv e passa a se chamar CG 150 Titan. Também surge a versão ESD (com partida elétrica, freio a disco e chave especial). A reboque, a Honda lança a CG 150 Job, uma evolução da Cargo, a CG 125 Fan, versão mais barata com o antigo motor 125, e CG 150 Sport, com motor um pouquinho mais forte (15,3 cv), pintura bicolor, acabamento mais caprichado, rodas de liga leve pretas e tanque para 14 litros.
Em 2006, veio outra CG gourmetizada, a Special Edition. Tinha cor laranja, grafismos com faixas pretas e douradas e emblema com a inscrição “Brazil 1971-2006 35th Special Edition” na rabeta. Apenas 6 mil unidades desta Special Edition foram produzidas.

7ª Geração (2009-2013)


A CG 150 Titan ganha injeção eletrônica, tanque maior (16,1 litros contra os 14 anteriores) e novo chassi. A 125 Fan também passa por melhorias.
Surge a versão 150 Titan Mix, a primeira moto bicombustível do mundo — que pode usar álcool ou gasolina em qualquer proporção. Deu tão certo que até hoje a CG é flex, em todas as versões, e outros modelos da marca incorporaram a tecnologia. E veio o visual com uma grande moldura de farol e piscas embutidos, que lhe valeu o apelido de “diabinha” - e gerou certa polêmica. Em 2010, a Fan vira 150, também flex.

8ª Geração (2013-2016)


A CG ganha um visual mais elegante e a linha passa a ser composta pelas versões 125 Fan, 150 Fan e 150 Titan. Em 2014 é lançada a versão BR, que tinha pintura nas cores da bandeira brasileira. Não era muito harmoniosa, mas fez relativo sucesso - foi criada com a desculpa de "comemorar" a marca de 10 milhões de unidades vendidas e “torcer” pela seleção de futebol na Copa do Mundo (sim, a do 7 a 1...). Em 2015, a Titan ganha freios combinados CBS.

9ª Geração (2016-2024)


A CG ganha linhas mais encorpadas e parece uma moto maior. O motor cresce para 160 cm³ e 15,1 cv. A versão Start, de entrada, usa o mesmo motor de 160 cm³ e a Cargo passa a ter opções de 125 cm³ e 160 cm³. É lançada a série comemorativa dos 40 anos, com roupa pintada nas cores vermelha, branca e azul visual - a inspiração vem dos modelos de competição da marca.

10ª Geração (2024)


A mais recente geração da Honda CG foi lançada em 2024, mas já como linha 2025. Ganhou novidades como o farol de LED com lente dividida em duas seções e a opção do freio traseiro a disco na versão topo de linha CG 160 Titan. A linha é complementada pelas versões Fan, Start e Cargo - esta, destinada fundamentalmente para uso em serviços de transporte e entregas.

Algumas curiosidades sobre a Honda CG ao longo de seus 50 anos:


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