Enquanto 90% dos motoristas em 10 dos principais mercados automobilísticos declaram sentir-se seguros, apenas 45% dos profissionais do setor compartilham desse otimismo. A discrepância ameaça desacelerar ao estimado 1,2 milhão de mortes em acidentes a cada ano, no mundo.
O assunto foi destaque em publicação recente do site Automotive News Europe, em artigo do jornalista italiano Luca Ciferri. O alerta partiu do francês Jean Todt, que já comandou as equipes Ferrari, de Fórmula 1, e Peugeot, no Mundial de Resistência, presidiu a FIA (Federação Internacional do Automóvel e inclui Automobilismo) e hoje é enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para segurança viária.
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Defeitos mecânicos perderam relevância no mapa de acidentes. Apenas 3% dos especialistas os apontam como causa principal. O foco deslocou-se para a eletrônica de bordo. Para 30% dos profissionais, o risco crítico reside no uso incorreto ou no desconhecimento acerca dos sistemas avançados de assistência ao motorista (Adas).
Outros 24% dos especialistas citam distração por recursos de infotenimento: GPS, áudio com qualidade cada vez maior e conexão com o celular ao responder ou fazer chamadas. Representam grande potencial de acidentes por excesso de confiança e desatenção.
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