O Grupo Stellantis testa no Brasil uma nova picape, híbrida, que poderá dar origem a um produto inédito para o grupo - a informação original é do amigo e especialista em segredos Marlos Ney Vidal, do portal Autossegredos. Segundo Marlos, um protótipo já tem rodado no centro de desenvolvimento da empresa, em Curvelo (MG).
Ainda de acordo com o segredeiro, esse protótipo combina a plataforma e a mecânica do SUV Leapmotor C10 Reev com elementos da Fiat Strada. Por enquanto, porém, não há definição sobre qual marca herdará o projeto caso ele avance para produção. Seria mesmo uma picape da Leapmotor ou uma nova Fiat Toro?
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Picape da Leapmotor? Nova Fiat Toro? Calma...
A unidade em testes pode ser considerada uma espécie de "Stradão". Isso porque portas e outras partes da carroceria foram aproveitadas da picape compacta da Fiat, enquanto a estrutura e diversos componentes vêm do C10.
A solução permite à Stellantis avaliar o comportamento de uma futura picape médio-compacta, menor que a Fiat Toro, que usa uma arquitetura já disponível dentro do grupo.
Em outras palavras, faz sentido imaginar um produto maior que a Strada e menor que a Toro, que fique exatamente no meio do caminho entre elas, para encarar a futura Volkswagen Tukan e também a Chevrolet Montana. Mas, calma: não é garantido que essa picape tenha a insígnia da Fiat, muito embora este seja o emblema que mais faz sentido.A principal fonte para essa informação está justamente no posicionamento do projeto: com algo perto de 4,73 metros de comprimento, 1,90 metro de largura e 2,82 metros de entre-eixos, a picape ficaria acima da Strada em porte e abaixo de modelos maiores, como a Toro. A altura deverá ser superior aos 1,68 metro do C10, em razão das características da carroceria e da proposta.
E o motor?
O conjunto mecânico também é diferente do encontrado atualmente nas picapes brasileiras. A base é o sistema Reev do C10, configuração em que o motor elétrico é responsável por tracionar as rodas, enquanto o propulsor a combustão atua como gerador de energia.
No protótipo, o motor elétrico - instalado, veja só, no eixo traseiro - desenvolve 215 cv de potência e 32,6 kgfm de torque. A energia vem de uma bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) de 28,4 kWh. Já o motor 1.5 a gasolina, aspirado e de ciclo Atkinson, não traciona o veículo: sua função é gerar eletricidade para o sistema.
A configuração também é híbrida plug-in (PHEV). Dessa forma, a bateria pode ser recarregada por fora, o que permite que o veículo rode usando só energia elétrica, enquanto o motor a combustão amplia a autonomia quando necessário.
Outro detalhe importante é que o motor 1.5 deverá receber tecnologia flex a partir de 2027. Isso abre espaço para uma eventual adaptação do conjunto ao mercado brasileiro, onde o uso de etanol é um dos principais diferenciais.
Suspensão de Leapmotor
Segundo Marlos, a suspensão também é derivada da usada no C10. Na dianteira, o protótipo usa arquitetura McPherson com barra estabilizadora, enquanto o eixo traseiro tem suspensão independente multilink, também com barra estabilizadora.
A tração traseira é outro elemento que pode diferenciar a futura picape: caso o projeto mantenha essa configuração, se tornará uma das primeiras representantes do segmento com carroceria monobloco e tração nas rodas traseiras. Ainda não está definido, entretanto, se haverá uma versão com tração integral ou se o modelo será exclusivamente 4x2.
O desenvolvimento acontece em um momento de forte movimentação no segmento de picapes eletrificadas. A Volks apresentou a Tukan, que chegará no começo de 2027, e a BYD prepara a Mako, enquanto a GWM também trabalha em uma picape monobloco híbrida.
A estratégia da Stellantis, portanto, poderá colocar o grupo em uma disputa que deverá crescer ainda mais nos próximos anos, especialmente entre modelos posicionados entre as picapes compactas e médias tradicionais.
O grande mistério, neste momento, é a identidade do veículo: segundo fontes consultadas pelo WM1, a Stellantis ainda não decidiu se o projeto poderá chegar ao mercado como Fiat, Ram ou mesmo Leapmotor.
O uso da plataforma do C10 faz com que a última possibilidade também seja considerada, enquanto o aproveitamento de componentes da Strada mostra que o grupo está avaliando diferentes caminhos para viabilizar o produto.
E quando chega?
Também não há confirmação de quando - ou mesmo se, importante dizer - a picape chegará efetivamente às lojas. O protótipo em circulação serve justamente para testar componentes, comportamento dinâmico e uma integração entre diferentes soluções antes de uma eventual decisão industrial.
Se o projeto avançar, a Stellantis terá em mãos uma alternativa bastante diferente para ocupar o espaço entre Strada e Toro. E, ao combinar a experiência da Fiat em picapes com a tecnologia híbrida da Leapmotor, poderá inovar de forma considerável em um dos segmentos mais agitados do mercado, que promete ficar cada vez mais disputado.Veja também
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