Saiba como identificar combustível adulterado

Os carros costumam dar indícios de problemas com gasolina ou álcool ruins, mas vale ficar atento aos números da bomba

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Redação WM1
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Ninguém quer passar pela experiência de abastecer o carro com combustível adulterado. Afinal, além do prejuízo com o combustível, que vai embora mais rápido do que deveria, há sempre o risco de isso gerar problemas no motor do carro. Entre os problemas que podem ser gerados estão desde pequenos defeitos, como perda de potência, até a quebra de componentes em casos mais extremos

Mas, calma: seu carro dá sinais sobre a qualidade do combustível. Por esse motivo, separamos quais são esses sinais e como evitar problemas para seu veículo no futuro.

Consumo aumenta com combustível adulterado

Dicas de economia de combustível no Renault Kwid para reduzir o consumo
Fique de olho na média de consumo e se o gasto aumentar, desconfie.
Crédito: Divulgação

Como citado acima, o primeiro sinal é o aumento de consumo. Sempre que abastecer o carro, zere o computador de bordo e observe a média de km/l. Se não tiver computador de bordo, anote a quilometragem atual e a quantidade de combustível comprada. Na próxima parada, em um posto diferente, repita o procedimento.

Se a rotina for igual e o consumo aumentar, desconfie - principalmente se o aumento for superior a 15%. No caso da gasolina, a fraude mais comum é ter mais do que os 27% permitidos de etanol na composição - o álcool tem menos eficiência.

Combustível adulterado causa vazamentos e engasgos

Álcool ou gasolina. Qual combustível vale a pena?
Solventes na gasolina podem provocar ressecamento das borrachas
Crédito: iStock

Outra artimanha frequente é o uso de solventes na gasolina. Os mais comuns são os solventes de borracha, que podem danificar as vedações e quebrar outras peças. Isso acarretaria em vazamentos pelo ressecamento prematuro das mangueiras.

Motor engasgando em rotações mais baixas, demora nas respostas ao acelerador e desempenho mais fracos são alguns dos sintomas apresentados por carros abastecidos com combustível adulterado. Além da composição química não ser a ideal, impurezas podem entupir filtros, dutos e mangueiras, além de reduzir o fluxo da bomba de combustível.

Etanol

Quando falamos de adulteração do etanol, o mais comum é adicionar mais água do que o permitido. O limite, segundo a lei, é de 7%. Água saindo do escarpamento é normal, mas se a quantidade for muito grande ou durar mais que 15 minutos após ligar o carro, é sinal que o etanol pode estar adulterado.

Diesel e GNV

Fiat Grand Siena GNV
No caso do GNV, a fraude pode estar na hora de encher os cilindros com gás veicular
Crédito: Divulgação

No caso do diesel, atualmente, a alteração mais comum é a adição de biodiesel em excesso. A lei indica que não pode passar dos 10%. O excesso de biodiesel oxida o combustível mais rápido e acumula sujeira nos filtros. Em casos mais graves, é possível que o motor pare de funcionar.

Já o GNV sofre de um golpe um pouco mais caro e sofisticado. Não há adulteração do combustível em si, mas alguns casos relatados mostram que os postos estão colocando menos gás do que o indicado na bomba, como acontece com outros combustíveis muitas vezes.

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