Guia de compras - Dodge Journey

Consulte todas as informações sobre o Dodge Journey
  1. Home
  2. Bolso
  3. Guia de compras - Dodge Journey
Fernando Garcia
Compartilhar
    • whats icon
    • bookmark icon


A família cresceu e, para isso, você precisa de um carro maior com capacidade para sete pessoas, boa dirigibilidade, motor potente e conforto de sobra, e é aí que o Dodge Journey pode se encaixar, já que o modelo reúne o melhor de cada segmento, ou seja, as mesmas características de sedã, minivan e utilitário esportivo.

Importado do México em 2008, o Journey era disponibilizado em uma única versão, a SXT, equipada com motor 2.7 V6 de 185 cv acoplado a uma transmissão automática de seis velocidades. O crossover não tinha as mesmas pretensões de um autêntico off road, já que só dispunha de tração dianteira, mas também não fazia feio. A força motriz trabalhada em conjunto com a suspensão independente era capaz de filtrar bem as irregularidades do piso brasileiro, além de aliar conforto e boa estabilidade nas curvas, em parte graças às rodas de aro 17 com pneus mais largos 225/65. Se o acabamento mais simples não fazia jus ao carro, a Dodge, em contrapartida, não poupava na lista de equipamentos de série oferecendo câmbio automático, ar-condicionado com saídas para todos os ocupantes, bem como luzes de leitura, além de diversos porta-objetos espalhados pelo interior, tudo de série que incluía ainda diversos itens de segurança como seis airbags, freios ABS e controle de estabilidade e tração, sistema anticapotamento etc.

Para 2010, a marca disponibilizava a câmera de ré na central multimídia MyGIG, com DVD e memória interna de 20 GB e junto a esta novidade, estreava a versão R/T mais equipada com sistema de áudio MyGIG de 30 Gb de memória, computador de bordo, bancos em couro (dianteiros com aquecimento), teto solar e computador de bordo. Esteticamente, a mudança ficava por conta de detalhes como maçanetas e rack de teto cromados, além de rodas aro 19 e pneus 225/55. O ano também marcaria a chegada da versão mais simples SE com capacidade para cinco ocupantes que se diferenciava no visual pelas rodas de aço aro 16 com calotas.

No ano seguinte, o crossover receberia a sua primeira mudança estética com para-choques mais robustos em conjunto com uma grade maior garantindo um visual mais agressivo à linha. Internamente o acabamento, antes criticado por seus donos, agora recebia melhor tratamento com materiais mais nobres e na motorização, estreava o novo motor Pentastar V6 de 3,6 litros de 280 cv.

Para 2014, a maior novidade ficou por conta da tração 4x4, batizada pela marca de AWD e oferecida apenas para a topo de linha R/T.

 

De olho na compra

Como poucos no mercado de usados, o Journey faz feliz o dono que sempre almejou num único carro esportividade, conforto, espaço de sobra, boa altura e potência. Por tudo isso, você deve estar se perguntando “Ah, mas deve ser muito caro, não?”.

O crossover da Dodge, a partir do ano e modelo 2008, disponível na versão SXT, pode ser encontrado com preços que variam entre R$ 40.000 e R$ 50.000 considerando que seu valor na tabela oficial da FIPE gira em torno de R$ 50.890. Com preços praticados bem abaixo do praticado, é preciso ficar atento, principalmente para estes tipos de veículos importados e descobrir o porquê de o dono estar vendendo. Verifique logo de cara se o dono tem todos os manuais, principalmente o de manutenções que deverá estar com todos os carimbos das revisões realizadas na autorizada. Tenha em mente que os valores das peças e da mão-de-obra nas autorizadas costumam sair bem caros. Um simples jogo de amortecedores dianteiros, por exemplo, não sai por menos de R$ 1.300. Por isso, pesquise bastante e avalie o real estado de conservação do carro. Na dúvida, descubra quantos donos o modelo teve. Não que seja uma regra, mas é bom desconfiar de unidades do ano 2010, por exemplo, que já teve cinco ou seis donos, considerando que o brasileiro, em média, troca de carro a cada dois anos. Vale lembrar da garantia também que para um modelo novo é de três anos. Com relação à quilometragem, desconfie de unidades pouco rodadas. Para estes casos, uma dica simples é comparar o ano de fabricação dos pneus com o ano do carro que aparecem no último conjunto de números. Por exemplo, um modelo 2010 com menos de 40.000 km, deve constar na parede lateral do pneu o mesmo ano especificado nas últimas dezenas, ou seja, “10”. Por falar nisso, veja o estado deles e avalie possíveis rasgos ou desgastes, pois um conjunto para este modelo pode variar de R$ 4.000 a R$ 5.000.

Um problema crônico que incomoda bastante os proprietários é o conjunto de discos de freios, assunto que foi motivo de recall (substituição de discos e pastilhas de freio) em 2011 por conta da trepidação ao pisar no pedal causando empenamento nos discos. Outros recalls estão ligados ao módulo de ignição do motor (produzidos em 2010), mangueira da pressão da direção hidráulica (2010), chicotes elétricos das portas dianteiras (2007 e 2008) e módulo de ignição (2009 e 2010).

Problemas como superaquecimento não são difíceis de serem diagnosticados por culpa de trincas ou rachaduras no radiador. Nesse caso, negocie com o dono um bom desconto para a troca do componente, caso não esteja na garantia. O mesmo vale para os coxins do motor e câmbio que se estiverem trincados, os sintomas mais claros são trepidações e trancos. Boa compra!

Outra opção de usado é...

Fiat Freemont

O modelo da Fiat é uma cópia idêntica do Dodge Journey. Pertencentes à mesma casa, a FCA, ou Fiat-Chrysler Automobiles, o crossover da marca italiana surgiu por aqui em 2011, também importado do México. Disponibilizado em duas versões: a de entrada Emotion, com capacidade para cinco ocupantes e a top Precision com disponibilidade para sete passageiros, ambas contavam com motor de quatro cilindros de 2,4 litros 16V de 172 cv e câmbio automático de quatro velocidades, que a partir de 2014, foi substituído por um novo de seis marchas.

Tanto o modelo da Fiat quanto da Dodge são bem equipados com airbags para motorista e passageiro, volante com regulagem em altura e profundidade e teclas multifuncionais, direção hidráulica, além de sistema de som e tela multimídia sensível ao toque.

A diferença entre os dois modelos recai sobre a potência, com destaque para o Journey (185 cv dos primeiros modelos contra 172 cv do Fiat), mas em compensação, o Freemont leva vantagem por ter marca com o maior número de rede autorizadas, além do preço do seguro que sai, em média, 40% mais barato. Se você não faz questão de dirigibilidade com torque disponível a qualquer hora, o Freemont é a escolha certa, mas vale a pena optar pela versão Precision, com maior nível de equipamentos e opção de sete lugares.

 

Comentários

Ofertas Relacionadas

logo Webmotors