Mais que uma moto, um posicionamento de marca

Com a recém-lançada Bear 650, a Royal Enfield apela ao emocional para consolidar seu lugar de marca diferente no mercado

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Roberto Dutra
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A chegada da Royal Enfield Bear 650 ao mercado brasileiro é muito mais que um simples lançamento de mais uma moto da marca anglo-indiana. A ideia, aqui, é reforçar o posicionamento da marca através de conexões com estilo e lifestyle.

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    A fabricante diz que a Bear 650 "ocupa um território próprio dentro do portfólio da Royal Enfield, dialogando com consumidores que vêem a motocicleta como extensão de seu estilo de vida". Essa frase já revela muita coisa sobre o que a moto representa para a marca.

    Para a Royal Enfield, a Bear 650 "reforça a leitura da marca sobre a maturidade do mercado brasileiro, cada vez mais receptivo a produtos com narrativas fortes, apelo simbólico e posicionamento claro".

    Royal Enfield Bear 650 Estáticas (8)
    A nova Royal Enfield Bear 650 chega ao mercado brasileiro com três opções de pintura
    Crédito: Divulgação
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    Quer saber? Tudo isso é verdade. O mercado brasileiro de duas rodas deixou, de fato, de ser extremamente conservador. E está mais aberto a novidades, mesmo que vindas de marcas até desconhecidas ou cujas origens eram, até pouco tempo, motivo para serem descartadas.

    É discurso de marketing, mas funciona

    Gabriel Patini, diretor-executivo Latam da Royal Enfield, reforça o discurso sobre a Bear 650: "O lançamento da Bear 650 representa um movimento estratégico importante para a Royal Enfield no Brasil, porque amplia nossa conexão com um público que valoriza atitude, identidade e expressão pessoal", afirma ele. "É uma moto que carrega história e propósito, e que conversa com quem busca uma relação mais emocional com a marca", complementa.

    Em resumo, é quase como se a imagem da moto fosse mais importante que suas especificações técnicas, ou que seu próprio desempenho. Na prática, não chega a tanto, mas é quase isso: a imagem, aqui, é tão importante quanto o ato de pilotar. Dá empate.

    Apesar de exibir boa versatilidade, a Bear 650 não é para off-road pesado ou trilhas
    Crédito: Divulgação
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    Tudo isso, claro, é parte de uma planejada estratégia de marketing. Afinal de contas, hoje em dia dificilmente uma moto - e até um carro - vira sucesso de vendas se não falar com o emocional do consumidor. Então, todo esse discurso atrelando a moto a um lifestyle diferenciado é necessário, faz sentido.

    Thaís Gallo, gerente de vendas da Royal Enfield Brasil, explica mais detalhadamente: "Acreditamos que a clareza de posicionamento é fundamental para o crescimento sustentável da marca. A Bear 650 amplia nosso alcance ao falar com um consumidor diferente, que se identifica com a estética scrambler e com a ideia de liberdade associada à estrada, mas sem perder a essência da Royal Enfield".

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      Vendas em alta expressiva

      O caro leitor que considerar tudo isso discurso marqueteiro não estará tão errado. Mas saiba que está dando certo: as vendas da Royal Enfield no mercado brasileiro têm crescido expressivamente, apesar do pós-venda ainda eventualmente titubeante e das próprias condições de negócios no Brasil, sempre tão complicadas.

      No ano passado, a marca registrou 31.077 motocicletas vendidas no mercado brasileiro. Pode parecer pouco diante dos volumes das best-sellers Honda e Yamaha, mas representou um crescimento de 80% na comparação com o ano anterior - um número fortissimo.

      O volume de vendas do ano passado também deu à Royal Enfield a 6ª colocação no ranking de marcas que mais vendem motos no país. E tornou o país o segundo maior mercado da marca no mundo, atrás somente da própria Índia, onde as motos são fabricadas.

      As motos da Royal Enfield são montadas em Manaus (AM) pela Dafra e pelo Grupo Multi
      Crédito: Divulgação
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      E falando em fabricação, a Royal Enfield deverá continuar crescendo com força no Brasil. É que atualmente as motos vêm da Índia e são montadas em plantas da Dafra e da Grupo Multi, mas há planos para uma fábrica própria, que obviamente ampliará a capacidade produtiva da marca no Brasil.

      Quando essa nova unidade entrará em operação? Embora já tenha tido até a aprovação da Suframa, em manaus (AM), não há data revelada. Enquanto isso não acontece, mais novidades chegarão e serão montadas no esquema CKD que jpa existe com as empresas parceiras.

      A Royal Enfield já confirmou os seguintes modelos e/ou versões para o Brasil: Classic 650, Classic 650 125th Anniversary, Goan Classic 350, Himalayan 450 Mana Black, Shotgun 650 Rough Crafts e atualizações de Meteor 350 e Hunter 350.

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