Royal Enfield lança a scrambler Bear 650

Com apelo à versatilidade e estilo charmoso, moto usa o conhecido motor bicilíndrico da marca. Conheça detalhes e preços

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Roberto Dutra
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O caro leitor viu aqui no WM1, alguns dias atrás, que a Royal Enfield Bear 650 estava para ser lançada no mercado brasileiro. Pois a moto foi lançada e tivemos a oportunidade conhecê-la em detalhes e de pilotar a novidade.

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    Mas, antes de tudo, vale explicar o que é uma scrambler. É um tipo de moto que une características de outros estilos - predominantemente de naked e trail. Esse casamento de jacaré com girafa pode parecer estranho na teoria, mas na prática funciona e quase sempre resulta em motos não só estilosas, mas também relativamente versáteis e com pilotagem muito divertida.

    Royal Enfield Bear 650 Estáticas (8)
    A nova Royal Enfield Bear 650 chega ao mercado brasileiro com três opções de pintura
    Crédito: Divulgação
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    É o caso da Bear 650. O visual ficou muito harmonioso e tem charme. Parece uma naked, mas não é; e parece uma trail, mas não é. Ao mesmo tempo, é as duas coisas: mecânica toda exposta como nas naked, mas com aquela aparência robusta e imponente de uma trail de média cilindrada.

    No aspecto visual, o barato da Bear 650 é ser um projeto novo mas com um pezinho no retrô. Além de ter farol redondo, o que sempre deixa a moto "com cara de moto", tem linhas sinuosas e detalhes estéticos charmosos, como o para-lamas dianteiro meio curtinho, o tanque arredondado, as tampas laterais com simulacros de "number plate" ovais, banco retrô quase reto e gomado, para-lama traseiro alto e a lanterninha traseira redonda que já vimos em vários outros modelos da marca.

    Royal Enfield Bear 650 Estáticas (7)
    Wild Honey, Golden Shadow e Two Four Nine: estes são os nomes das "versões" da nova Royal Enfield Bear 650
    Crédito: Divulgação
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    Os piscas dianteiros e traseiros, porém, são modernosos - pequenos, retangulares e com lentes transparentes. Toda a iluminação é full-LED e o painel de instrumentos é o bonito cluster redondo com tela de TFT de quatro polegadas que estreou na trail Himalayan 450.

    Sim, tem a navegação por Bluetooth Tripper. Ali no entorno, os punhos de luz também, são herdados de outros modelos, inclusive com os bonitinhos botões redondos de corta-corrente, no punho direito, e farol/lampejador, no esquerdo, que parecem botões de fogáo antigo. A moto também tem uma tomadinha USB-C 2.0 para carregamento de dispositivos.

    A Bear 650 foi apresentada primeiramente no Salão de Milão (EICMA) de 2024, já como modelo 2025. Aqui no Brasil, foi vista pela primeira vez no Festival Interlagos - Motos do ano passado. Segundo a Royal Enfield, é inspirada na moto que venceu a prova Big Bear Run em 1960, com o piloto Eddie Mulder e o número 249 aplicado no number plate.

    Veja também:

      A Royal Enfield Bear 650 é uma scrambler - tipo de moto que une características de naked e trail
      Crédito: Divulgação
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      Mecânica é conhecida, mas com outra pegada

      O conjunto motriz da Bear 650 é bem conhecido. É exatamente o mesmo das outras motos da "família" de bicilíndricas médias da marca - Interceptor, Continental GT, Super Meteor e Shotgun. Sâo dois cilindros em linha com refrigeração a ar, radiador de óleo, injeção eletrônica e bastante peso.

      Mas aqui há uma diferença. Nas outras motos da "família", o escape é sempre duplo. Na Bear 750, é do tipo 2x1, com apenas uma única ponteira do lado direito. Essa mudança, por si só, já implica em possíveis alterações no desempenho do motor - inclusive por exigir mudança de posição do catalisador.

      Apesar de exibir boa versatilidade, a Bear 650 não é para off-road pesado ou trilhas
      Crédito: Divulgação
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      O resultado é que, na Bear 650, esse motor rende 47 cv de potência a 7.250 rpm e 5,76 kgfm de torque a 5.150 rpm. Ou seja, manteve a potência vista nos outros modelos, mas o torque subiu ligeiramente. É que, nas outras, são 5,2 kgfm - e chegando mas tarde, nas 5.650 rpm.

      Para o piloto, apenas isso não faria muita diferença. Mas como a coroa da relação secundária ganhou três dentes e foi para 40, ficando maior que nas outras bicilíndricas médias da Royal Enfield, a sensação de força torna-se maior.

      A Bear 650 tem tanque arredondado e farol e lanterna redondos. O banco quase reto é outra característica das scrambler
      Crédito: Divulgação
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      Suspensão dianteira invertida é da Showa japonesa

      A Bear 650 tem algumas outras especificações bem interessantes. A suspensão dianteira, por exemplo, tem tubos Showa invertidos de 43 mm de diâmetro com 13 cm de curso. Atrás, vem o conhecido bichoque com 11,5 cm de curso e ajustes na pré-carga. Importante: em apenas uma das três "versões" - que o caro leitor poderá conferir mais abaixo - os tubos são pintados em dourado. Nas outras duas, vem na cor preta.

      Na frente, a suspensão tem tubos invertidos Showa de 43 mm de diàmetro e 13 cm de curso
      Crédito: Divulgação
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      O câmbio da Bear 650, por sua vez, tem seis marchas, com embreagem assistida e deslizante. Já os freios são a disco nas duas rodas, ambos com ABS - mas é possível desligar o ABS da roda traseira para uma rodagem mais segura e divertida em pisos de terra e afins.

      Aliás, para incrementar a versatilidade da Bear 650, a Royal Enfield escolheu aros raiados que usam pneus com câmara e de uso misto, nas medias 100/90 R19 na frente e 140/80 R17 atrás. Ambos modelo Nylorex ("F"na frente e "X" atrás), da marca indiana MRF.

      As tampas laterais têm "number plates" ovais que dão ceto charme à à moto
      Crédito: Divulgação
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      Capacidade off-road é mais teórica do que prática

      A Roya Enfield diz que a Bear 650 é uma moto "aventureira" e, durante a apresentação, deu uma valorizada na versatilidade do modelo - afirmando ser uma moto com "alguma capacidade off-road", embora obviamente não seja indicada para off pesado ou trilha. Coisa que, aliás, nenhuma scrambler é.

      No caso da Bear 650, os números de algumas especificações mostram que é mesmo por aí. A moto tem 2,21 metros de comprimento, 1,46 metro de entre-eixos, 85,5 cm de largura, 1,16 metro de altura, vão livre de 18,4 cm e banco a 83 cm do solo. Além disso, tem tanque para 13,7 litros e pesa 214 quilos em ordem de marcha. O que isso tudo quer dizer?

      • É uma moto curta e alta, o que lhe confere agilidade e maneabilidade
      • O vão livre é bom, o que favorece aventuras off-road
      • A moto é larga, o que não favorece aventuras off-road
      • O assento é relativamente alto, o que não favorece pilotos de baixa estatura
      • O tanque tem tamanho coerente e proporciona boa autonomia
      • A moto é pesada, o que não favorece aventuras off-road
      • Em resumo, a Bear 650 é uma moto destinada ao uso urbano e eventuais passeios - que podem até incluir aquelas estradinhas de terra que levam a cachoeiras e lugares idílicos, mas nada de off pesado nem trilhas.

        Reconhece o painel redondo com tela de TFT de quatro polegadas? É o mesmo da Himalayan 450
        Crédito: Divulgação
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        Quanto custa a Royal Enfield Bear 650?

        A Bear 650 chega ao mercado brasileiro em três "versões". Que não são versões - são a mesma moto, mas com combinações de cores distintas. É aquela habitual estratégia da Royal Enfield. Confira abaixo as opções:

        • Bear 650 Wild Honey (amarela, branca e azul, com suspensão dianteira na cor preta)
        • Bear 650 Golden Shadow (preta e cinza, com suspensão dianteira na cor dourada)
        • Bear 650 Two Four Nine (branca com quadro verde, com suspensão dianteira na cor preta)
        • Na rabeta, para-lama alto e aquela lanterninha redonda bacana que já vimos em outros modelos da Royal Enfield
          Crédito: Divulgação
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          Agora, veja os preços públicos sugeridos, já com frete, de cada uma:

          • Bear 650 Wild Honey - R$ 33.990
          • Bear 650 Golden Shadow - R$ 34.490
          • Bear 650 Two Four Nine - R$ 34.990
          • As três "versões" da Royal Enfield Bear 650 têm a mesma tampa do tanque: cromada e estilosa
            Crédito: Divulgação
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            Como é pilotar a Royal Enfield Bear 650?

            Mas como é a Bear 650 dinamicamente? Tive a oportunidade de pilotar a novidade por quase 100 quilômetros, que incluíram áreas urbanas, estradas asfaltadas e um trechinho curto de terra. Quer saber como a moto se comporta, seus aspectos positivos e negativos e se vale a pena levá-la para casa? Então confira aqui nesta outra matéria.

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