O mercado brasileiro de motos, motonetas, scooters e afins fechou o ano de 2025 com motivos de sobra para comemorar. A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) finalmente divulgou o balanço final do ano passado e o resultado foi impressionante.
O segmento de duas fechou 2025 com nada menos que 2.197.308 unidades emplacadas. O volume representou um crescimento de 17,1% em relação às 1.875.890 unidades licenciadas em 2024 e foi o melhor resultado desde 2011.

O número impressionante e absolutamente positivo foi reforçado pelas vendas em dezembro, último mês de 2025: 193.163 unidades, ou 6,9% a mais que em novembro (180.599 unidades) e 27,1% a mais que em dezembro do ano anterior (151.919 unidades).
Ainda no fechamento de 2025, a Honda manteve seu domínio absoluto com 66,8% do mercado. Em segundo lugar ficou a Yamaha, com 14,1%, seguida por Shineray, com 5,9%; Mottu, com 4,5%; e Avelloz, com 1,5%. Todas as outras marcas presentes no país responderam pelos 7% restantes.
Quando analisamos as vendas por marcas, vemos algumas obviedades - mas também algumas surpresas. A Honda em primeiro e a Yamaha em segundo eram mais que esperados, claro. E a Shineray em terceiro também, já que a marca chinesa cresce progressivamente.
Na sequência, a Mottu em quarto não deixa de impressionar, visto que a marca vende um único modelo. Assim como a discreta Avelloz em quinto - a marca atua principalmente no nordeste e tem um lineup com apenas três modelos.
Mais abaixo, em sexto, ficou a Royal Enfield. Uma certa surpresa já que as vendas da Bajaj, que ficou em sétimo, vinham crescendo com mais velocidade. A difença entre as duas ficou próxima de 2 mil unidades.
A BMW ficou em nono e a Triumph em décimo, mostrando que o lugar das duas marcas de luxo é mesmo ali pelo meio da tabela. Na sequência, Zontes e Dafra continuam discretas, mas constantes.
Mais abaixo, entre as marcas mais conhecidas, Harley-Davidson e Ducati - esta, principalmente - continuam apenas sobrevivendo, já que têm lineup enxuto com modelos caros - mas, pelo menos, unitariamente bem rentáveis.
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